
Ei, pessoal, depois de uma longa demora...Desculpem mesmo mas o que posso fazer se - apesar de tudo - quero continuar a escrever...Espero que agrade a alguns...Próximo capítulo tem encontro explosivo dos dois. Comentem se gostarem...
CAPÍTULO I
Ela empacotava os últimos pertences de
seu falecido pai. Kristen reprimiu uma careta ao lembrar-se dos últimos
sombrios anos. De alguma maneira, tudo ficava pior. Ao longo do tempo ela foi
se cercando com pistas e indiretas, até o dia em que ela viu com seus próprios
olhos a cena.
Foi inconcebível e repugnante o que ele
praticava. Eu tinha apenas 15 anos, mas entendi perfeitamente o que o seu pau
praticava com aquelas mulheres. Como elas podiam deixar que ele fizesse aquele
tipo de coisas com elas?
Uma ânsia de vômito foi crescendo no
âmago do meu ser, então corri. O mais longe que pude. Pena que não foi o
bastante. Nada tinha sido.
.
John era um homem injusto e tudo menos
pai. Por essas e outras coisas, nenhuma lágrima tinha caido até o momento em que
tinha descoberto a sua morte. Nenhuma. Não tinha sentido eu me lamentar pela
perda da vida de um homem que só tinha me feito mal. Ainda lembro, com aflição,
das surras que levava na adolescência quando não obedecia ou quando eu via algo
que não devia. E - em todas as vezes – ele mantinha no rosto aquele sorriso
sardônico de quem estava amando o que fazia. Depois de um tempo eu entendi que
ele gostava daquilo. Ele amava me bater.
John gostava de bater. Principalmente
em mim. Eu deveria tê-lo internado enquanto era tempo. Mas não...agora tudo era
em vão. Ele tinha ido.
Perdi as contas das vezes que faltava a escola porque a farda não
conseguia esconder os machucados. Com o tempo, fui aprendendo a me controlar e
não estar em seu caminho. Claro que nem sempre isso era possível e o inevitável
acontecia.
A minha mãe tinha morrido quando eu tinha sete anos de idade. Me lembro
claramente quando John entrou em meu quarto e deu a noticia. Naquele momento,
eu pensei que nada mais terrível podia me acontecer. Pena que eu estava
errada...como eu queria estar certa... Seria uma dádiva.
Mas tudo estava muito nublado,
principalmente sobre a morte da minha mãe. Era tão pequena...mas lembrava das
brigas
Os anos iam passando e hoje mal lembro
da fisionomia da minha mãe. Ele fez o favor de guardar todas as fotos e
lembranças dela da minha frente. Só me restava seus olhos. Assustadoramente
verdes como o meu, com resquícios de dourado. Incrível como temos a capacidade
de esquecer de muitas coisas. O tempo era cruel. Mas não os olhos.
Eu sempre me lembraria da última vez
que vi seus olhos em mim
Sammy. Minha mãe. Samantha. Será que a
vida teria sido diferente se ela não tivesse morrido?
Provavelmente sim. Ou não. Nunca
poderia saber o que aconteceria. Porque não foi. Eu estava vivendo o presente.
O que importava no momento era o é, e o é agora contava naquele homem morto.
Incontestavelmente.
Meus pensamentos foram perdidos quando
me deparei com uns cartões. Prendi o fôlego e só voltei a usá-lo quando minha
cabeça começou a doer. É, respirar era preciso. Fatalmente. Então, o que antes
poderia ser descrença...virou esperança e um leve sorriso brincou em meus
lábios.
Não
pode ser.
Então gargalhei. Forte. Alto. Meu
corpo gritou. Era inacreditável. Mas não impossível. Não sei porque nunca tinha
pensado antes naquela possibilidade.
Ele era um monstro. Terrível. Passei a
tarde lendo e relendo sem acreditar. Mas era verdade! E eu faria de tudo.
- Então foi isso, seu velho ranziza
idiota! Que ideia fabulosa...que logo logo colocarei em prática.
Então meus olhos se deteram em um nome
e número de telefone. A tarefa era difícil mas não impossível.
- Você vai me pagar por tudo isso,
papai...
Call Our Toll-Free Number: 123-444-5555






oh, gosh faz tempo que espero por essa fic *O*
ResponderExcluirVou ler aos poucos por causa do meu minusculo tempo, mas irei!!
Espero que você não pare de novo