
Título: Isso é Real?
Classificação: +18Categorias: Atores e Atrizes, Kristen Stewart, Robert Pattinson
Gêneros: Comédia, Lemon, Romance, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Status: Finalizada
Publicada: 10/01/2010
> CAPITULO ÚNICO <
Se eu pudesse teria estourado uma bomba na máquina daquele fotógrafo. A intenção era ser uma simples sessão de fotos. Quanto tempo duraria? Algumas horas, certo? Quatro horas? Claro. Como podia durar mais do que isso. Era apenas fotos certo? Eu tinha saído de casa com apenas um café e só.
E agora eu estava voltando. Dez horas depois. Alguém tem noção do que isso? Olhei para o céu ainda já escuro. E meio nublado. Que maravilha. Ia chover? Antes que eu pensasse nisso, gotas grossas de chuvas caiam contra meu vidro, me fazendo mais uma vez resmungar contra o fotógrafo.
Suspirei aliviada quando entrei com o carro na área da minha casa. Tudo estava escuro. Soltei mais alguns palavrões, imaginando que ele já teria ido embora.
Nota mental: Falar com o John para tirar aquele fotógrafo da lista dos meus futuros trabalhos. Definitivamente.
Bati a porta do carro com força e ouvi meu estômago roncar. Olhei para a minha barriga e ri do tablóide ridículo que pensou que eu estava grávida na época da gravação do filme The Runaways. Eu não estava gorda, ok? Ri do meu próprio pensamento e comecei a sentir um calor absurdo com tantas blusas que eu estava usando. Tirei o casaco exterior e deixei ele jogado no vão da porta. Tremi quando a chuva aumentou e fechei a porta com mais força. Quem ligava se eu tinha um leve medo de trovões?
E quem ligava que eu estava absolutamente sozinha naquela casa? Irracionalmente, eu voltei para a nossa casa. Era um refúgio que tínhamos em Los Angeles. Longe de todos e de tudo. Eu amava meus pais mas a situação ficou um pouco constrangedora da última vez.
Oh...definitivamente constrangedora. E eu estava farta de hotéis. Então...aquela casa...era perfeita.
Tentei ignorar o barulho do trovão e me encaminhei para a cozinha, não sem antes tirar todas àquelas blusas e meu sapato. Soltei meus cabelos, que praticamente grudavam na minha testa e passei a mão pelos meus fios. Eu ainda ficava impressionada na velocidade que eles cresciam. Abri a geladeira automaticamente e tirei um sanduíche de lá dentro, junto com o suco.
Talvez por causa dessa minha distração eu não tinha percebido nem sentido qualquer outra movimentação. Talvez por causa disso, eu gritei meio em pânico quando duas mãos musculosas apertaram minha cintura. Seu hálito fresco chegou até mim antes que eu processasse qualquer coisa.
“Assustada, baby? Não reconhece mais meu cheiro?”
Considerando que meu coração saiu quase na boca e minhas pernas pareciam ter perdido toda a força existente eu tinha sorte de continuar viva e em pé. Mais sorte ainda quando Rob me girou, me pegando no colo e uma maior quando percebi que ele estava nu. Em pelo. Me levando sabe-se deus pra onde.
“Sabe, eu adoraria saber para onde você pretende me levar...”
Ele gargalhou bem no meu rosto e meu corpo absorveu aquele som pra si em cada célula. Tremi levemente quando o vi chutar a porta do banheiro e me por no chão.
“O que...”
Antes que eu pudesse imaginar o que faríamos no banheiro me vi sendo empurrada para o Box e Rob tirando o resto das minhas roupas sujas. Acho que gritei quando senti a água gelada tocar meus músculos tensos. Então veio o relaxamento. Cada gota escorria pela minha pele quente. Olhei pra cima e lá estava ele me esfregando com o sabonete.
“Rob...”
“Sh...quieta Kris...você precisa de um banho...”
“Não...Vem comigo...vem...”
“Agora não”
Vi bolhas se formando pelo meu corpo e fechei os olhos, tentando não pensar que era a mão dele na minha pele. No meu corpo. Eu estava quase relaxada por completo quando senti uma quentura um atrito lá embaixo.
“Você está tentando o diabo. Só pode.”
Eu vi por entre a água que escorria no meu rosto ele dando um pequeno sorriso, que logo sumiu, junto com a água quando o chuveiro foi fechado. Eu tremia de frio e ele me enrolou numa toalha felpuda, enxugando todo o meu corpo.
Ok, isso não estava ajudando mesmo. Eu sentia...calor. Provavelmente percebendo meu estado, Rob se afastou, estendendo um roupão branco que chegava até meu joelho. Já mencionei o quão baixinha eu era? Me enrolei apressadamente e por fim o encarei com um sorriso.
“Decidiu bancar minha mãe hoje, Robert?”
“Vem, vamos comer.”
Ele resolvei ignorar a minha pergunta e me puxou pela mão, até a cozinha. O sanduíche e o suco ainda permaneciam sobre a mesa, onde eu os tinha deixado segundos antes de ser agarrada pelo meu namorado gostoso.
“Senta aí, vai”
Ainda relutante, me sentei vendo o Rob se movimentar tão familiarizado com aquele ambiente. Como se fosse a coisa mais natural do mundo ele cozinhar pra mim. Meia hora depois fui entupida com as mais diversas comidas que você pode imaginar. Jura que ele pensava que eu era um saco sem fundo?
“Já chega. Comi demais.”
“To vendo.”
Ele sorriu e eu apoiei o queixo na palma da minha mão sobre a mesa. Pisquei e sorri, meio indecisa.
“Não que eu esteja reclamando nem nada mas...o que foi tudo isso?”
Ele sorriu. De novo e tocou na minha mão, fazendo círculos imaginários. Foi impossível evitar os arrepios que percorriam a minha coluna.
“Isso foi...uma coisa.”
Há, que maravilha! Rob misterioso é demais para a minha sanidade mental ok? Sem pensar muito no que eu faria, me levantei de uma vez e fui me sentar no seu colo, com as minhas pernas ao redor do seu quadril. Meu roupão abriu um pouco mas e daí? Não é como se ele nunca tivesse me visto nua.
Dei um sorrisinho e prendi seu rosto entre as minhas mãos.
“Podemos tentar uma coisa?”
“Kris, tínhamos combinado que você pararia de falar as frases do filme, lembra?”
“Eu não falo.” – sorri, dando um beijo molhado no seu queixo. “Então..., suspirei praticamente dentro da boca dele.”Podemos tentar?”
“O que quiser”
Rob falou, me apertando a cintura. Eu sorri intimamente ao desamarrar meu roupão e deixei ele cair no chão, ficando nua no seu colo.
“Puta merda...Você tá cheirosa demais.”
“Foi sua intenção ao me dar banho?” – sussurei no vão do seu pescoço. Senti um aperto maior na cintura e gemi baixinho quando ele tocou meus seios.
“Eu...só quis...cuidar de você um pouco.”
“Cuidar...de mim?”
Vi seus olhos azuis de escurecerem um pouco e estremeci sentindo seus dedos tocarem a pele do meu rosto, contornando meu pescoço, chegando até o vale entre os seios.
“Você é tão...independente... que parece que eu...sobro. E no entanto, você só tem 19 anos.”
“Você nunca sobra, Rob”, sorri, “E eu adorei ser cuidada pra variar um pouco.”
“Eu adoro cuidar de você”
Suspirei fundo quando as suas mãos avançaram por todo o meu abdômen, circundado meu umbigo até que seus dedos afundaram nas minhas dobras molhadas.
“Oh...eu...sei...”
“Sabe é?”
Ele mexeu mais forte, massacrando meu clitóris inchado com o polegar. Eu arfava, excitada e me mexi no seu colo, tentando aumentar o contato.
“Rob...não maltrata”
Ele sorriu.
“Não...quer ir pro quarto?”
“Não...Quero você aqui...pode ser?”
“Pode”
Agarrei seu rosto, puxando em direção ao meu para um beijo profundo. Sem limites. Sentia minha vagina se contrair e ficar totalmente molhada. Em gemi contra a sua boca quando Rob agarrou meus seios com força. Eu estava tão...excitada...e precisava de mais. Bem mais. Escorreguei minha mão livre e acariciei meu clitóris, enfiando um dedo dentro de mim.
“Você devia ter vergonha...”
“O que?”
Eu estava perdida nas minhas sensações de prazer.
“Um dedo só Kris?”
“Oh...”
Estremeci sob o seu colo quando ele enfiou mais dois dedos dentro de mim e sussurrou com uma voz rouca no meu ouvido:
“Porque não me deixa fazer isso pra você?”
“Pensei que nunca fosse se oferecer”
“Então vem...”
Eu continuei sentada na cadeira. Ele estava em pé e vestido. Oh, céus, porque até vestido ele era uma tentação? Sorri quando o vi estender a mão. Provavelmente ele me levaria pro quarto...ou qualquer outro lugar. Então, Rob me agarrou a cintura e me pos sobre a mesa.
“A gente não estreou ela ainda.”
Um sorriso maroto surgiu em meu rosto. Acabei me deitando na mesa reclinei meu corpo e abri as pernas pra ele. Rob se aproximou das suas coxas, dando pequenos apertões que deixariam marcas no outro dia e acariciou a minha entrada absurdamente molhada.
“Você é demais, Kris” – ele falou, abaixando a cabeça e deixando que seus lábios tocassem nos meus e lambessem todo o néctar que escapava. O problema é que quanto mais ele lambia mais molhada eu ficava.Gritei alto quando senti seus lábios mordendo meu botão excitado e inchado. E mais alto ainda quando ele penetrava a língua em mim. Ele sabia fazer maravilhas com a língua. Como eu pudia ficar tanto tempo sem isso?
Nunca mais.
Rob substituiu a língua pelos dedos. Oh, e ele tinha dedos tão grandes. Meu corpo tremia enquanto ele mexia dentro de mim, me fazendo arfar.
“Rob...eu quero você.”
“Você me tem.”
Estremeci.
“Põe devagar! Quero sentí-lo entrando! Assim! Vem!”
Eu não precisei repetir duas vezes. Ele abriu mais minhas pernas e no momento seguinte senti todo aquele volume me preenchendo e alargando minha entrada estreita.
“ Oh,Rob...que gostoso! Fica assim!
Ele pareceu me entender e parou de se movimentar, me dando um beijo na boca e apertando meus mamilos entre as suas mãos.
“Agora...com força!”
Rob iniciou seus movimentos com força e socando rápido e forte dentro de mim, me fazendo ofegar e tremer a cada movimento dele. Gozei fácil e o prazer aumentava a níveis maiores, me deixando entorpecida, perdendo a lucidez e a razão de tudo. Um calor intenso brotou mais forte no meu baixo ventre e senti Rob inchar e endurecer ainda mais dentro de mim.
Fiquei mexendo meu quadril mais forte, fazendo seu membro roçar meu clitóris. Eu queria mais e Rob atendeu. Ele se movimentou mais forte e me golpeava com estocadas tão profundas dentro da minha entrada molhada que me tirava o fôlego.
Comecei a me contrair de novo e ele jorrou tudo aquilo dentro de mim. Me agarrei ao seu peito com força, sentindo as contrações aumentarem tanto me fazendo gritar. Muito.
Naquele momento, pensei em como era bom não ter vizinhos por perto.
[...]
Eu estava quase dormindo com a cabeça apoiada no seu peitoral. Ele cantava alguma coisa quando de repente parou e eu abri os olhos. Sua mão parecia tensa, o que me fez retesar o corpo na mesma hora.
“Que foi?”
“A gente podia sair hoje...que tal?”
“Sair?”
Eu grunhi. Fazia exatamente uma semana desde que tinha posto minha cabeça para fora de casa.
“É. Jantar fora. O que você acha?”
“Hun...pode ser...quando?”
“Agora, Kris?”
Evitei gemer. Ele se levantou e eu passei as mãos pelos meus cabelos desarrumados e pisquei tentando afastar o sono. Comecei a sorri bobamente quando vi a empolgação nos seus olhos.
“É claro. A gente pode comer alguma coisa no Venice Beach. É perto da praia. E faz tempo que não vamos à praia.”
Porque seria ein? Rob ignorou minha cara frustrada e começou a divagar.
“E tem o aniversário daquela amiga minha, lembra? Depois...”
“Eu não posso entrar, lembra? Tenho 19 anos.”
“Eu sei. Mas porque a gente não aproveita nosso tempo antes...como se fosse...um encontro.”
“Já chegou a hora não é?”
Possivelmente eu nunca conseguiria descrever qual é a sensação de ver a empolgação nos seus olhos. De alguma maneira, eles tremulavam e me incapacitava de dizer não. Rob me estendeu a mão, puxando-me em direção ao seu corpo. Ele me segurou pela cintura e me elevou alguns centímetros, de modo que nossos rostos ficassem da mesma altura.
Perfeito.
Inconscientemente aproximei meus lábios do dele. Sem pensar. Era atração. Simplesmente meu corpo se jogava contra o dele. Isso é fato. Até os fins dos tempos...quem sabe?
“Encontro lembra, Kris?”
“Lembro.”
Sorri baixinho e ele me largou em pé. Cruzei os braços e me encaminhei para o quarto.
“Ei! Onde você vai?”
Rob me agarrou pela cintura e plantou um beijo no meu pescoço, me fazendo tremer.
“Tomar banho sabe? Essa roupa ta grudenta.”
Ele pareceu não me ouvir e seus beijos evoluíram para mordidas. Suspirei um pouco alto demais quando suas mãos repousaram no meu abdômen.
“Você ta sempre cheirosa.”
“Sei...” – gaguejei e continuei. “Nós não vamos sair se você continuar a me beijar desse jeito...”
“Ainda é cedo. Temos tempo”
“Temos é?”
Gemi quando ele me empurrou contra a parede, me suspendendo pela cintura alguns centímetros do chão.
“Ouch...Nós...”
“Não estreamos o... “
Ele olhou em volta e eu achei graça. Passei as mãos em volta do seu pescoço e sorri abertamente.
“O...corredor!”
“Ta ficando tão esperta Kris”
“Eu sou esperta, baby”
“Definitivamente”
Rob falou, dando uma fungada em meu pescoço que me fez ver estrelas. Definitivamente aquele vão entre meus ombros e meu pescoço era meu ponto fraco. Eu tremia literalmente.
“Vamos tirar essa roupa excessiva?”
Excessiva? Eu estava praticamente nua! Vestia apenas uma camisa dele que chegava até quase meus joelhos. Definitivamente eu me sentia embriagada pelo seu cheiro. Sem pensar, suspendi os braços e tirei a blusa pela cabeça, ficando apenas de calcinha e com meus seios expostos. Logo senti sua boca molhada sugando e mordendo meus mamilos. Naquele momento eu era uma massa de geléia, totalmente moldável aos toques deles. Provavelmente não escorreguei até um chão porque Rob permanecia com uma mão firmemente presa à minha cintura.
“Roupa excessiva Kris”
Do que ele estava falando? Eu tinha tirado a blusa não tinha? Mas é claro que não deu tempo deu pensar em nada porque no instante seguinte vi minha calcinha sendo rasgada e cair indefesa ao chão.
‘Eu gostava dela” – murmurei.
“Não sei pra quer você usa isso aqui”
OMG. Permissão pra morrer?
“Mero detalhe”
Suspirei fundo quando ele se abaixando. Corrigindo: meu ponto fraco não é lá em cima. É aqui em baixo. OMG. Segurei em seus ombros com as pernas trêmulas.
“Abre as pernas, Kris”
Eu abri e me sentia escorrer quando ele abriu meus grandes lábios, tocando meu clitóris de leve. E acho que gritei. Balancei a cabeça confusa. Oh, não, eu não acho. Eu gritei mesmo. E bem alto. Quem pode ficar de bico calado sentindo o toque dele lá embaixo.
“Ta tão quente,Kris...e molhada”
Gemi, arfando e buscando o ar quando Rob penetrou um dedo na minha intimidade molhada. Eu não ia morrer né?
Não...
“Porra Rob. Você tem o dom...só pode” – falei, entre sussurros quando ele começou a movimentar o dedo dentro de mim, me tocando bem fundo. Meu estômago estava prestes a entrar em colapso quando ele substituiu os dedos por algo mais grosso. E longo.
“Oh...meu deus...oh meu deus...”
“Deus não tem nada a ver com isso...você sabe né?”
Foi a última coisa que ouvi antes de um orgasmo tremulante percorrer todo o meu corpo. Rob ainda estava duro...mais ainda dentro de mim e socava tão forte que acabei ficando excitada de novo.
Foi aí que acabamos no chão do corredor e Rob levantando a minha perna direita e entrando mais profundamente dentro de mim, me fazendo girar e gritar absurdamente alto. Senti Rob estremecendo sobre mim e no segundo seguinte ele jorrando dentro de mim.
“Agora eu preciso realmente de um banho” – falei, ainda tentando controlar a respiração descompassada e impedir que meu coração saísse pela boca. Rob beijou minha testa e se levantou comigo junto.
“Vamos”
Ele falou e automaticamente dei as mãos mas parei na porta do banheiro olhando para ele que me encarava surpreso.
“Que foi?”
“Não podemos tomar banho junto”
“Porque desse jeito não vamos sair daqui nunca. Encontro lembra?”
“Claro. Você quer dizer que eu vou te atacar se a gente tomar banho juntos?”
“Exato.” – falei simplesmente, cruzando os braços na frente dos meus seios desnudos. Ele riu na minha cara e me deu um selinho rápido.
“Pode me culpar?” – Olhei brava pra ele - “Ok, ok, vou tomar banho no outro”
(...)
“Vamos?”
Pisquei duas vezes vendo o Rob todo vestido. Abri e fechei a boca umas três vezes e suspirei fundo. Aquele homem era minha perdição.
Definitivamente e absurdamente. Tentei conter as borboletas revoltadas no meu estômago. Meu olhar percorreu todo o seu corpo, desde os olhos brilhantes, a barba por fazer, o casaco que caia displicente pelo corpo, as suas pernas musculosas...
Oh
My
Good
Eu estava salivando. Merda. Merda. Merda.
Ouvi ele rindo sem graça e me puxando para o lado de fora com um abraço apertado. O que não facilitou em nada meu deslumbramento. Seu cheiro cítrico penetrou nas minhas narinas e me senti tonta de repente.
Ok, Kristen, você é madura lembra?
Ele só é um homem...
Ele era meu homem, merda! Senti uma comichão nos meus lábios e parei um pouco antes de chegarmos ao carro. Ele me olhou sem entender, provavelmente não imaginando o como eu estava deslumbrada nesse momento.
Ensaiei um abrir e fechar de lábios. Não passou de ensaio, claro. Ele sorriu, movendo as sobrancelhas e me encostando no carro. Fechei os olhos quando seus dedos vagavam pelo meu rosto, me deixando aflita.
[...]
“Tem certeza mesmo que é por aqui, Rob?”
“É claro, Kristen”
Oh oh. Ele estava tenso. Seu maxilar estava rígido e pudi até ver seus músculos se destacando na camisa apertada. Não que eu estivesse reclamando disso ok? Mas fazia exatos 40 minutos que a gente rodava. Indefinidamente. O tempo todo.
“Aquela é a lanchonete de novo?”
Rob me olhou por alguns segundos e desviou, rápido, olhando para o caminho na frente.
“Kristen”
“O que?”
“Cala a boca. Pode ser?”
“Seu. Grosso.”
Supostamente era para ser um encontro.
Supostamente era para ser romântico.
Supostamente eu não devia estar com aquele bolo na garganta.
Supostamente o Rob não era para estar tão grosso comigo.
Era culpa minha se ele não achava a merda do restaurante? Porra, eu nem queria ter saído de casa. Estava perfeitamente bom ficarmos sem ser vistos e de preferência debaixo de lençóis. Transando.
Que mal há nisso? Mas não. Ele tinha que inventar aquela porcaria de encontro. De sairmos. Só faltava sermos fotografados nessa escapulida sem sentido.
“Chegamos”
Rob anunciou e eu suspirei tensa. Ele me olhou sem entender e aproximou sua cabeça dos meus lábios. Fui mais rápida e ele pousou bem no meio da minha bochecha.
“O que foi?”
“Nada”
Resmunguei, saindo do carro e batendo a porta. Segui o Rob até chegar ao restaurante e irmos para uma mesa bem afastada, mas que tinha uma vista incrível. Estava praticamente anoitecendo e fazia um frio. Tudo estava tão quieto e fiquei contemplando as ondas que batiam nas pedras.
“Vai me ignorar?”
Rob sussurrou do meu lado e pegou minha mão por debaixo da mesa. Fiquei em silêncio e quase podia escutar a respiração arfante do meu namorado ao meu lado. Então, ele começou a fazer massagens incríveis na palma da minha mão, apertando meus nervos tensos.
Mal me dei conta quando suspirei e gemi mais forte. Ele apoiou a testa contra a minha cabeça e o calor se alastrou por todo o meu corpo. Rápido e intenso.
“Desculpa” – Rob murmurou praticamente dentro do meu ouvido e desmanchei. Já falei o quanto sou fraca do seu lado? Eu tinha plena consciência que meu olhar me delatava o tempo todo. Baixei a cabeça, tensa, olhando para o meu próprio colo. Rob segurou meu rosto com as duas mãos e beijou meus olhos, que se fecharam instantaneamente.
“Não vai ser mais estúpido?”
“Não...Não com você”
Permaneci calada e entrelacei nossas mãos por debaixo da mesa, onde ninguém podia ver. Não tinha fotógrafos ali, mas não custava se prevenir não é mesmo?
“Eu só...quando você finalmente aceita sair de casa eu não consigo achar a porcaria do restaurante!”
Ele parecia um pouco mais exaltado e passei a mão pela sua testa enrugada, pousando minha cabeça em seu tórax.
“Não tem problema” – sorri e ele sorriu de volta – “Eu to com fome...Já mencionei isso?”
Ele riu e passou os braços pelos meus ombros. A parti daí tudo passou rápido demais. A conversa entre nós sempre foi assim. Certa. Fácil. Fluente. Como se o assunto não morresse nunca. Sempre tinha algo a mais. Algo a ser dito. A ser comentado. A ser revivido.
Contive um gemido quando Rob falou que era hora de irmos. Balancei a cabeça em afirmativa e saímos do restaurante. Chegamos rápido em casa e parei na porta quando ele me encostou e me beijou. Lento e profundamente.
Ele mordiscava meus lábios devagar e plantou pequenos beijos por todo o meu rosto.
“Você volta pra cá?”
Eu murmurei quando consegui recuperar o fôlego. Rob sorriu e passou a mão pelos cabelos, me deixando – se possível – ainda mais sem fôlego e senti as borboletas no meu estômago dando piruetas. Seria sempre assim?
“Pra onde mais eu iria?”
Fiquei ainda na porta, de braços cruzados observando ele entrar no carro e partir. Um sorriso maroto surgiu em meus lábios só de pensar na surpresa que ele teria quando voltasse.
**** FIM ****
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