
Segue o segundo capítulo da fanfic O Treinamento...ainda muito introdutório...
Espero que gostem. Nesse capítulo algumas surpresas no cotidiano de Kristen!
Capítulo II
Eu tentava disfarçar o nervosismo
enquanto passava pelas portas da boate em que eu trabalhava desde que tinha
feito 18 anos, há quase dez meses atrás. Mas hoje eu estava mais nervosa que os
outros dias. Não pelo meu pai ter morrido. Não. Definitivamente não. Isso era
quase como um alívio não ter mais ele na minha vida tão diretamente. Era sobre
mim. E o que eu teria que fazer dali a algumas horas.
Aquele lugar era o último lugar onde
eu queria estar. Mas que outro trabalho eu podia passar a noite toda fora? Como poderia ficar longe dos excessos do meu
pai? E eu tinha de estar longe.
Se de alguma maneira eu pudesse fazer
com que ele revivesse só para eu poder matá-lo com minhas próprias mãos, eu o
faria. Que tipo de pai faz essas coisas com a própria filha? O tipo do meu.
Suspirei fundo, atravessando o salão e
se tudo desse certo eu não precisaria mais aguentar esses velhos nojentos me
olhando nem pondo dinheiro em determinadas partes do meu corpo. E alguns
tentavam ir mais além, e eu logo me afastava. Eu era dançarina, não garota de
programa. De algum modo, durante a dança eu não lembrava que estava ali. Era só
eu e música, apenas. Pena que durava tão pouco. Tinha noite que eu me
apresentava sozinha e outras, a performance eram em grupo, Mas nem todas as
garotas eram dançarinas. Muitas delas – aliás – iam muito além.
Deixei no fundo da minha mente o
friozinho incômodo que sempre me acompanhava quando eu estava prestes a me
apresentar sozinha. E que tudo desse certo no fim. E eu não perdesse a cabeça.
Mas era cedo ainda. Nenhum cliente
tinha chegado e os funcionários – aos poucos – começavam a se aglomerar,
vestindo seus uniformes e assumindo seus postos. Avistei ao longe George, o
barman e dei apenas um tchauzinho. Não queria conversar. Apenas fazer meu show.
Me despedir. Pegar meu dinheiro e ir pra casa. Nesse momento eu sorri. Eu iria
para a minha casa. Só minha.
Caminhei rápido até o lugar que
ousavam chamar de camarim. Mas parecia um buraco com um espelho e as roupas
penduradas. Como eu cheguei cedo, não tinha ninguém lá. Mal fechei a porta por
trás de mim quando ela foi aberta de novo. Eu não precisava me virar para saber
quem era. De algum modo, ele tinha um passo diferente.
Um passo de quem detinha mais poder do
que o resto do grupo.
- Chegando cedo, Sarah,..
Não era uma pergunta. Claro que não. E
Sarah era meu nome por ali. Meu nome de guerra. O George disse logo que me
contratou que Kristen não dizia nada. Sarah era bem melhor.
- O..Oi, George
- Você não veio para a reunião de hoje
de manhã.
- Er..Desculpe. Não vai ser repetir.
É claro
que não vai. Hoje eu caio fora...se tudo desse certo.
- Claro que não vai – ele insistiu e
olhou guloso para o meu decote. E se aproximou. Assustadoramente perto. E
cheirava a álcool. Fiquei parada e muda enquanto ele levantou e segurou meus
braços. Suas mãos faziam um vai-e-vem, se infiltrando pela manga da minha
camisa. Continuei calada. Eu tinha que suportar certos abusos até que ele me
pagasse. Eu não podia simplesmente mandar ele à merda, correndo o rico dele não
me pagar.
Meu querido paizinho fez o favor de
não deixar nada pra mim – além da casa. Eu estava perdida em lembranças
enquanto sua mão saia dos meus braços e percorriam minha barriga chegando até
meus seios coberto pelo fino tecido do sutiã.
- Ei... George! Tira a mão daí... – eu
retruquei, mesmo sabendo que seria em vão.
- Me deixa ser seu bebê hoje... – ele
gemeu, levantando o tecido da minha blusa. - Por ter faltado a reunião hoje...
Obrigada
paizinho...mais uma para a sua conta.
- Você é tão quente...fervendo....
- Tudo bem. – suspirei. Era só mais
uma coisa a mais. E não era a primeira vez. Eu não conseguiria ter ficado todos
esses meses lá se eu não fizesse certas exceções. Além do mais, eu necessitava
de algum alívio e de esquecer por alguns minutos meus problemas.
Era um negócio.
Não que eu fosse prostituta. Nunca.
Mas certas tarefas tinham que ser cumpridas e ela tomou parte disso desde a
primeira semana, a quase dez meses atrás. Teve até uma vez que ele se empolgou
demais sugando minha fenda. Eu ficava excitada tão fácil. Tão rápido. Eu ficava
tão molhada. E isso o empolgou e o George quis ir até o fim. Mas eu me contive
e neguei. Droga. Eu era virgem. Sou virgem. E pretendo manter esse estado por
algum tempo. Pelo menos isso. Ele não forçou mais e se contentava em ficar me
acariciando.
Mas algo parecia ter mudado. Nele e em
mim. George mordiscava com força meus seios, me deixando muito vermelha. O
incômodo entre as minhas pernas ia se tornando cada vez maior e cada vez mais
quente.
Ainda bem que seria a última vez. O
último dia porque eu não saberia até quando poderia resistir...mas eu
tinha...precisava...manter intacto.
- Er..- gemi. –
T..tá...bo...om.George. Pára.
Ele levantou a cabeça com o rosto
transtornado e a boca entreaberta.
- Deixa eu te lamber lá embaixo. Não
vai acontecer nada. Eu prometo.
O problema é que eu não confiava em
mim.
- Só deixa.
Continuei calada, enquanto ele meteu a mão por
debaixo da minha saia e tirando a calcinha melada. Com um puxão, minha saia
desceu também. Eu estava nua em pêlo, moldada pelas mãos e boca dele. Sua
lingua rodeou meu umbigo e me segurei na ponta da mesa para não cair.
- Adoro seu cheiro de sexo. – Ele
lambeu meu centro. – Tão molhada...Tão úmida. – Abre essas perninhas para eu
ver sua carne rosada e ...
Eu abri e ele enfiou a lingua dentro
de mim, imitando uma penetração. Eu gemia enlouquecida enquanto ele golpeava
meu clitóris, me fazendo gemer e afastar ainda mais as pernas. Sem se conter,
ele enfiou um dedo dentro das minhas dobras molhadas, me fazendo arquejar. O
contato era deliciante. Mas eu sabia que devia pará-lo antes que fosse tarde
demais e todo o meu plano fosse por água abaixo.
- Ei...eu não...
- Relaxe...não vou romper seu preciso
hímen,..só quero...meu santo...como você é apertada...vem cá.
Ele me puxou pela mão e me deitou no
sofá, abrindo as minhas pernas trêmulas. Eu gemi, de olhos fechados, incapaz de
encará-lo. E continuou a mexer o dedo dentro de mim.
- Oh, George ...eu...
Gritei alto quando ele se afastou,
sugando meu líquido que tinha melado os dedos dele. Ele se abaixou, pondo a
boca diretamente sob o meu sexo molhado e inchado. Ele me sugou, como se eu
fosse algum tipo de água no meio do deserto.
Eu gemia e delirava, empurrando a sua
cabeça mais fundo, no meio de minhas pernas. Nunca tínhamos ido tão longe. E
não percebi quando ele se levantou, tirou as calças, pondo seu membro nu e
rígido para fora. Só se deu conta quando sentiu algo grosso na sua entrada.
-N...Não...- neguei.
- Só a cabecinha...vamos lá...você me
deve isso....
Ele enfiou, parando quando sentiu a
membrana do hímen,
- Tão frágil...eu poderia...acabar com
tudo agora...
- Não George...por favor...- ele
gemeu, ao mesmo tempo que mexia os quadris. E estava tão quente, que jurava
entrar em ebulição a qualquer instante. George saiu de dentro de mim e
apontou o membro para a minha boca. –
Não.
- Você escolhe o buraco.
Merda. Ele sorriu. Provavelmente o
idiota tinha planejado tudo isso mesmo. Eu teria que por aquele monstro na
minha boca.
- Finja que é um pirulito.
Rolei os olhos. No instante seguinte,
ele tocava a cabeça na minha boca, me fazendo abrir os lábios. Eu segurei na
sua base, lambendo ao redor. Eu podia ouvir ele gemendo...pedindo mais. Comecei
a sugar mais forte. Ele gritou, finalmente gozando em cima de mim. Ele se
levantou, se limpando e pondo as roupas no lugar. Percebi horrorizada que ele
ia embora sem me fazer gozar.
- George ...eu não..não...
- Só vai gozar comigo...quando tirar
esse cabacinho estúpido.
Idiota!
**
Ele era um grosso estúpido – pensei
comigo mesma, enquanto me arrumava para mais um show.Provavelmente um dos
últimos em minha vida. Tudo ia dar certo. E ninguém maia sabia. Isso tornava
tudo terrivelmente excitante.
“É a sua vez” – gritaram do lado de fora.
Eu me levantei e fiz uma careta para o espelho. Que tipo de roupa era
aquela? Não...Definitivamente aquilo não
era roupa. Eu estava quase nua...mostrando mais que escondendo.
Mas isso estava perto de acabar...
Era o que me fazia acordar todos os
dias. Estava mais perto do que longe.
Era meus últimos dias...
Meus passos eram firmes, concentrados
e profissionais enquanto eu me movimentava pelo palco usando uma coreografia a
muito ensaiada. Por alguns momentos, eu esquecia que estava em um palco e só dançava
pelo simples prazer. Mas seus olhos foram atraídos para a presença de um homem
que tinha acabado de entrar e analizava o meu corpo com uma riqueza de detalhes
que me deixava constrangida. Parecia que eu estava nua em na frente dele.
Deixei aquele estranho em paz e
continuei a dançar, embora meus olhos teimassem em voltar para aquele maldito
lugar...insistentemente...como se tivessem vontade própria além da minha.
Eu já estava com a roupa trocada e
retirando a maquiagem quando o Ben voltou. O filho-da-puta que não tinha me deixado gozar.
-Ei, querida...você esteve
perfeita...como sempre.
- Obrigada George. – continuei a
encarar o espelho, determinada a tirar todo aquele excesso da minha pele.
- Hun, olhe...tem alguém que quer
vê-la.
- Não faço programas, lembra?
Me virei, pronta para sair.
- Vou para casa. Meu expediente acabou
por hoje.
Ele parecia querer acrescentar mais
alguma coisa, mas eu disparou para a saída tão rápido que antes mesmo dele
pensar me deter, eu já estava na rua, pegando um táxi e indo para a casa.
Minha casa. Em paz. Finalmente.
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