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Pequenas Escolhas da Vida - Capítulo 9



"Há duas tragédias na vida, uma é perder o que o seu coração deseja, a outra é consegui-lo.
(George Bernard Shaw)







12 horas atrás.



Eu entornei meu terceiro copo de cerveja enquanto bufava irritada para o casal ao meu lado. Eu tinha plena consciência dos meus pés se mexendo nervosamente. Vejam só que maravilha...em pleno sábado a noite eu estava sendo a vela oficial do casalzinho.





Olhei em volta, observando algumas pessoas dançando e o cheiro de cigarro entrou pelo meus poros, me fazendo imediatamente gemer angustiada. Eu daria tudo para estar na minha cama, embaixo das cobertas assistindo um filme bem triste.





Eu não podia acreditar quando às seis da noite a Brit me ligou, dizendo que ia passar lá com o marido dela. E que íamos sair. Simples assim. E pontualmente ela chegou. Fiz uma careta para o espelho que retirei da bolsa.





Que droga!





Tudo estava dando errado! Tudo! Desde que o meu chefe saiu com aquela magrela loira na sexta-feira. Eu não tinha conseguido terminar todo o meu trabalho e acabei saindo tarde do escritório. Meus pés doíam. Meu estômago roncou de fome e eu estava enormemente mal-humorada.





Só faltava o motivo daquele mal humor todo.



TPM? É, claro. TPM.

Que outra explicação podia haver?



Eu morava no terceiro andar do prédio. O último. E não tinha elevador. Todo santo dia eu subia e descia as escadas. Quem precisaria de uma academia quando eu morava em um prédio como o meu?



Cheguei no último andar, buscando o fôlego e com a bolsa quase caindo do meu ombro.



– Olá, Kristinnn...



– Jake.



Ele parecia miar. Reprimi uma careta, abrindo mina bolsa e tirando a chave de lá. Mas acabei esbarrando na sua figura enorme.



– Sabe...Kristinnn...



Porra. Meu nome era Kristen. Bufei. Ele continuou...



– Você trabalha demais... Se você quisesse...- ele tocou em meu ombro e eu reprimi a sensação de vômito na minha garganta – comigo...Não precisaria trabalhar.



– Er Jake. Eu gosto do meu trabalho. Tchau.



E fechei a porta na sua cara.









– Kristen! Está nesse mundo ainda?





Rolei os olhos, vendo a Brit sentada no colo do marido. Eita, vida de vela é fogo mesmo.





– Estou. Sua vela oficial está aqui. Sentadinha.





Ela gargalhou tascando um beijo rápido no marido.





– Você precisa se divertir. A quanto tempo não sai de casa? Está enfurnada desde que terminou com aquele Mike...



– Haaaa...Você quer dizer desde que eu flagrei meu ex-namorado com um homem? Haaaaa...- gritei – Eu devia estar pulando de alegria né?



– Ele não servia pra você...- o marido de Brit falou.





– Isso aí amor! Essa garota precisa de um homem... Alguém como....- Brit franziu os lábios, olhando pra cima. – Alguém como...o seu amigo...





– O Rob!





– Há...Faça-me o favor...Nós nunca teríamos NADA! Ele parece um velho ranzinza.





– Não é o que pareceu no outro dia sabe? Ai, amor...nem te contei né? – Brit continuou, sussurrando – Eu peguei a Kris e o Rob no banheiro “fazendo coisinhas”.





– Não fazíamos nada! Oh meu deus...pára com isso Brit...Eu e o meu CHEFE não temos nada...além do mais...ele saiu com uma loiraça ontem a noite e...





– Há! – Brit gritou – Então é por isso a causa do seu mal-humor! Ela está com ciúmes, amor!





– DÁ PRA PARAR COM ISSO, BRIT! NÃO ESTOU COM PORRA DE CIÚMES DE NINGUÉM! Eu nunca...nunca tive ciúmes!





– Lógico! Seu namorado era guy, Kristen...





– A Brit tem razão, Kristen...





– HAAAA! Não!





Me levantei e marchei até o bar. Pedi uma dose dupla de wiskhy que desceu quente pela minha garganta. O garçom começou a me olhar estranho. Segui seu olhar e ele parou bem no meu decote generoso do meu vestido preto. Fiz uma careta, me afastando. Olhei de longe a Brit e ela parecia estar se divertindo. Jesus, porque eles não iam para o quarto? Do jeito que estava ela perigava engravidar ali mesmo.





De repente comecei a sentir um calor gostoso enquanto tomava outra bebida que nem me lembrava o nome direito. Eu conhecia aquela música e meu corpo foi embalado pelos sons, criando vida própria.







Eu nem tomava consciência dos corpos masculinos ao redor de mim. Eu me sentia tão relaxada. Eu só queria dançar. Tentei me focar no rosto na minha frente. Sorri inconscientemente ao me deparar um cara de incríveis olhos azuis e de cabelos maravilhosos. Sem resistir, infiltrei minha mão por dentro e senti a maciez. Ele falava algo...mas eu não conseguia entender o que...Me apoiei em seus ombros quando ele me puxou pela cintura e ficamos colados. Muito colados. A música era lenta...mas meus olhos focalizaram alguém.





Na verdade, duas pessoas.





PORRA.

PORRA.

PORRA.





Eu não merecia isso. Não mesmo!





Funguei, me afastando aos poucos do homem perto de mim. Esfreguei meus olhos. De tanto de bebida que eu tinha ingerido capaz de eu estar tendo algum tipo de alucinação.





Mas era real.

Muito real.





Era o meu chefe.

E aquela loira ridícula.



Meus olhos pulsaram, sentindo a vibração mais rápida e forte do meu sangue.

Eu fervia.

















POV DO ROB.







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– Isso é coação sabia, Millie?





– Deus Rob! Você precisa parar de ser tão ranziza...como vai encontrar uma garota legal se continuar trancado naquele escritório ein?





Resmunguei algo incompreensível quando a imagem da Kristen apareceu em minha mente. Peguei a Millie pela mão, finalmente entrando na tal boate. Desconsiderem o fato de que eu reprimi uma tossida. Deus! Aquilo estava tão cheio.





– Como se eu quisesse encontrar alguma garota legal. Eu não estou à beira da morte não ok? E não me falta mulheres quando eu quero...



– OMG, Robert Pattinson! Eu falei garotas legais...e não vadias que você leva pra cama!



Eu ri do comentário da Millie. Meus olhos começaram a se acostumar a escuridão quando eles ficaram esbugalhados quando comecei a reconhecer as formas da pessoa que dançava no palco. Eu reconheceria aquelas pernas...os cabelos...oh meu deus...em qualquer lugar!



Era a Kristen!



Ela estava dançando em cima da mesa e um rapaz...vários, na verdade, começaram a tocar na sua perna. E ela não recusava o carinho.



Kristen rebolava ao som da música, com os cabelos soltos e seu vestido subia.

Subiu muito.



–Rob! Rob!



A Millie me chamou mas eu não conseguia desgrudar os olhos daquela figura pequena que me azucrinava a semanas. Um sentimento horrível de posse foi se apoderando de mim.



Porra. Merda. O que aquela pirralha estava fazendo comigo?

Como alguém tão minúsculo podia fazer tanto estrago.



– Rob!



– Merda, Millie...Olha a Kristen alii...- Bufei. Ela segurou meu braço com força.



– A Kristen?



–Ali. – apontei com o dedo. Nessa hora – para meu horror – um homem subiu na mesa onde ela estava e começaram a se beijar.



Eu continuava a bufar e tinha plena consciência do suor escorrendo em minhas costas.



– E daí? Ela é jovem...não tem namorado. Qual o problema Robert?



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Eu nem escutava direito o que ela dizia.

A música continuava a tocar.

Mas alguns já de dispersavam.

Meu olhar não saiu dos dois. O homem sussurrava algo no ouvido da Kristen e ela ria. Seu sorriso morreu alguns segundos quando seu olhar encontrou o meu.



Foram apenas alguns poucos segundos. Ou nem isso.

Meu coração falhou uma batida.



Sua íris verde parecia de repente perder toda a cor. Toda animação.

Mas isso bem podia ser qualquer tipo de loucura da minha mente.



No instante seguinte sua mão estava no pescoço do cara e ela sorria.

Ele sussurrava palavras que a faziam sorrir, dando um último beijo saiu de cima da mesa, indo por um corredor.



Ela desceu da mesa e lá estava.

O olhar que fazia meu coração parar.

Vi ela mordendo seus próprios lábios.

E sair de perto da mesa, seguindo o corredor.



O que?

NÃO!



Eu já dava pelo menos alguns passos quando o braço foi detido.

Pela Millie.





– Onde você vai Rob?



– Eu vou atrás dela.

– O que? Porque?



– Ela não pode transar com aquele cara!



– Porque não?



PORRA. A Millie queria me enlouquecer?



– Porque eu não quero, droga!



– Ela pode fazer o que quiser sabe? Você não é o dono dela!



– Me deixa!







[POV DA KRISTEN]





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– Qual é seu nome mesmo? – perguntei, enquanto os lábios do desconhecido beijavam a região do meu pescoço e suas mãos apertavam com força minha cintura.





– Isso importa?





Haa...Lá estavam. Aqueles olhos.

Não.Não importava.



– Acho que não.



Pus as mãos no seu pescoço, puxando seu rosto para mais um beijo. Seu hálito era forte.

Um cheiro muito forte de bebida.

Eu também já estava meio bêbada mesmo.





Mas não tive tempo.

Ele tinha sido arrancado de perto de mim.

Olhei em volta, tentando achar algum tipo de normalidade no que estava acontecendo. Era o Rob. Meu chefe ali. E parecia furioso.





– Ei, cara...você está doido? – o tal carinha que me beijava balbuciou com voz de bêbado.





– DEVO ESTAR! CAI FORA!





Oh, Jesus...até eu fiquei com medo. Eu nunca vi ele falando daquele jeito com ninguém. Eu me encolho no canto.





– Ei, cara...qual é?





– ESTÁ ESPERANDO O QUE PARA CAIR FORA?





Rob se aproximou mais do cara e começou a sussurrar algo que eu não entendia e o idiota foi embora. Com o rabo entre as pernas.





– Fracote medroso! – murmurei. Rob se voltou para mim, pondo as duas mãos do lado do meu rosto, me imprensando contra a parede. Tentei manter a calma mas ficava meio impossível com o meu coração disparado loucamente querendo pular de dentro do meu peito.



http://www.youtube.com/watch?v=KNZH-emehxA





– O que você pensa que ia fazer? – ele gritou. Poxa...meu ouvido né?



– O que você acha que eu ia fazer?



– Kristen...



– Haaa...Isso me leva a pergunta...QUE PORRA VOCÊ TEM A VER COM ISSO?



– Sou seu chefe.



– Dentro do escritório! Eu só queria me divertir...



– VocÊ não precisa daquele idiota pra isso!



– Não né? Então me deixa...vou achar outro IDIOTA para eu me divertir por aí.



– NÃO VAI NÃO!



E movido por uma força que nem mesmo ele conhecia, Rob aproximou mais seu rosto, tocando com as mãos minhas bochechas. Eu comecei a sentir arrepios gostosos no meu corpo.

– Há, que droga, Kristen! Porque tudo tem que ser do pior jeito?



– Mas o qu...



Não cheguei a completar a minha frase, com seus lábios se apossando do meu. Tentei resistir no começo mas ele tinha um gosto tão bom. Eu nunca tinha provado nada igual. Gemi baixinho, com Rob me empresando mais contra a parede. Depois parou, apenas me abraçando. Encostei minha cabeça em seu peito. Não dissemos nada. Absolutamente nada. Ele me abraçou e ficamos assim por um longo tempo. Quando ergui minha cabeça, seus olhos pareciam querer desnudar a minha alma. Eu sorri, me entregando novamente aos seus beijos. Aos seus lábios.



Era como estar sendo consumida. Nossa noite começava ali. Do jeito certo. Do nosso jeito.

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