Pequenas Escolhas da Vida - Capitulo 5
– Você está falando sério? – perguntei.
– Olha o olho dele. Está branco.
– E agora? – eu não parava de encarar o cachorrinho.
– Não tenho idéia. Quer dizer, eu acho...
– O que?
– Porque não fica com ele?
– QUE? Tá louco? Não!
– Porque não?
– Porque você não fica com ele, chefinho?
Suas sobrancelhas se uniram em confusão.
– Do que você me chamou?
– Chefinho. – Abri bem a boca – Quer que eu soletre? CHE-FI-NHO.
– Você está sem noção...isso sim. Você é uma menina muito atrevida. Posso te despedir sabia?
–Há é? Porque não faz isso?
Vi seu maxilar enrijecer, num claro sinal de fúria mas continuei.
– Deixe-me adivinhar! Você não encontraria nenhuma outra trouxa para trabalhar em regime de escravidão e ainda agüentar seus gritos!
– Você...
Mas antes que ele completasse a frase, bateram na porta. Olhei em volta, sem saber o que fazer.
– Kristen? Rob? Vocês estão aí?
z88;
– Oh meu deus...A Brit não pode ver esse cachorro aqui!
– Porque não?
– É uma história longa! – Olhei em volta, até que vi um cestinho relativamente grande escondido. – ALI! Ponha o cachorro ali.
E mais batidas na porta.
–E então? – exigi. Ele resmungou algo incompreensível e pos o cachorrinho no cesto. Incrivelmente o cão continuou quieto.
– KRISTEN!
A Brit gritava do lado de fora.
Bufei e abri a porta de vez.
– O QUE FOI?
z88;
– COMO O QUE FOI, KRISTEN? Veja só...- ela falou, enumerando com os dedos. – O Rob some. Você vem procurar. Você some também...Cadê ele?
Brt arregalou os olhos e eu me virei para ver. Ele estava despenteado e com a maior cara de culpado da história. Segui o olhar da Brit e chegou até o zíper da calça...que estava abaixado.
Oh meu deus!
Não..não...por favor...ela não pensaria isso não é?
Me virei de volta e lá estava a Brit. Vermelha que nem um pimentão.
OMG. Ela estava pensando isso sim...Era sério?
– Oh, desculpe...- ela raspou a garganta – Hun, o jantar...está pronto.
Rob acenou afirmativamente e praticamente correu até a sala, me deixando sozinha com...Oh, não!
– Então..é aquilo...opostos se atraem né?
–Não é nada disso...- tentei explicar.
– Claro..claro...então porque você e o Robert – seu chefe – ela frisou – estariam com o rosto avermelhado e parecendo tão culpados assim...?
Bem, deixa eu ver...Estamos escondendo um cachorro de você...e bem, o banheiro faz um calor desgraçado!
– Vocês dixaram tudo em ordem né? Imagina se as crianças vem por aqui e...
– Pelo amor de deus...Brit! Podemos jantar? Esquece isso ok? Eu e meu chefinho? Juntos? NUNCA! O Mundo precisaria estar muito doido certo? Ele é certinho demais...e...
– Há, sei...Querem fazer escondidos né? É mais excitante...Quando eu comecei a namorar com...
– BRIT!
– Ok, ok...senhorita cabeça de vento. Vamos comer...mas aposto que você nem deve estar com fome né?
Há, come on...Eu mereço...
**
A carne parecia tão dura. Borracha. Lembrava uma maldita borracha. Sabe pão do outro dia que aa gentee come pela manhã ?
Olhei em volta e todos comiam normalmente. E eu nãao parava de pensar naquele maldito cachorrinho...num espaço tão minúsculo lá trancado. No escuro...
Ok, ele eraa cego...mas mesmo assim me afiligia.
Aproveitei que a Brit e o Josh se levantaram e sussurrei para o Rob. As criaanças pareciam muito intretidas em sua própria comida.
– Como você pode comer tçao bem...sabendo...que aquele cãozinho está lá em cima sozinho...trancado.
Ele parecia ter levado um susto e...ops! Era normal o meu chefe ficar tão vermelho assim? Oh oh...ele começou a tossir loucamente.
Droga! Mas que inferno...ele estava se engasgando!
Me levantei e comecei a beter nas suas costas.Um dois...três...quatro...eu batia...Ele não podia morrer engasgado! Provavelmente seu fantasma viria me assombrar o resto das noites da minha vida.
– PODE PARAR! - Ele gritou - Vai acabar me matando desse jeito...
Suspirei, voltando para o meu lugar. As crianças nos olhavam assustadas.
– Tia Kris ?
– Está tudo bem...
E voltaram a fazer lá o que com a comida.
– Há...Essa é sua intenção né? - meu "chefe estreitou os olhos pra mim e sua cadeira estava bem perto da minha.
– Intenção ? De que ?
– Me matar, oras!
Eu ri, pondo a mão na boca.
– Não seja ridículo - falei, pondo uma mecha do meu cabelo que quase caia pelo meu rosto. - Se você morresse...quem pagaria meu salário? Então, chefinho... trate de não morrer logo.
Sabe aqueles momentos quando você vê claaramente que passou dos limites ? Pois é. Esse era um dos momentos. Os olhos do meu chefe estavam quase negros, em vez de um verde suave e cristaalino. Mas - uma única vez Deus lembrou de mim e me deu um pouco de sorte - quando a Brit entrou na sala, junto com o seu marido trazendo a sobremesa.
– E então...estãao se dando bem, Robert ? - O Marido da Brit falou. Ela pos a deliciosa torta de morango na mesa, olhando insistentemente para nós dois. Robert e eu. Oh oh...desde quando o meu nome e o do meu chefe estavam na mesma sentença.
Não nessa vida.
Que vontade de matar a Brit.
– Oh...acho que eles estão se dando muito bem, amor.
PORRA. Agora sim ela queria morrer.
Campanha: mate a Brit AGORA! Alguém se habilita ? Ninguém ? Eita, então vou ter fazer isso pessoalmente. Que chaato né ?
Coisas da vida...
– Ele é meu chefe, Brit. Claro que noss damos bem não é Robert?
– Huhun...- ele resmungou, pondo um pedaço da torta na boca e gemeu.
Ele gemeu...o que?
Esquece o teu chefe.
Lembra de como vai fazer para tirar o cachorro daqui...
LEMBRA...LEMBRA...TENHO QUE TER UMA IDEIA...
HAAA...
IDEIA ?
EU PRECISO DE UMA.
AHAM!
Pulei da cadeira, com um susto...É perfeita!
Olhei para o lado e o Robert tinha acabado de comer...oh não...de devoraar aa torta de morango da Brit. Jesus, esse homem não parava a boca não ? E no instante seguinte eu me vi encarando a sua boca...ela parecia tão vermelha...e apetitosa...suculenta...MAS O QUE? De onde eu tirei esses pensamentos idiotas. Ele não era nada disso, oras!
Era o meu chefe. O Carrasco do meu chefinho.
Mas precisava dele naquele momento. Infelizmente, precisaria da ajuda do Bob para tirar o animal da casa da Brit antes que ela desse um chilique.
– Vem comigo. - sussurrei - Eu tenho uma ideia.
Ele balançou a cabeça, sem entender.
Eu soletrei: CACHORRO.
Há, homens! Porque eles tinham que ser tão lentos em tudo ?
– BRIT! - Anunciei, me levantando - Vou levar o Robert para dar uma olhada nas suas pinturas. Tem problema?
– Claro que não... - ela sorriu, parecendo inocente.
Oh, droga...porque ela tinha que ter esses pensamentos sujos de novo?
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