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Pequenas Escolhas da Vida - Capítulo 04



A situação era no mínimo...constrangedora. Talvez eu estivesse vivendo algum tipo de pesadelo certo? Ou não. Fechei meus olhos por alguns segundos com força. Quem sabe eu não acordasse em minha cama macia e quente. Mas logo senti alguém me cutucando.



Abri meus olhos vagarosamente. Primeiro o direito e por fim, o esquerdo. Pronto. Lá estava a a Brit me encarando, com um sorrisinho tímido na face. E mais ninguém. Suspirei aliviada. Jesus, Kristen você está vendo coisas e pessoas no meio do dia. O que uma estafa no trabalho não faz né? Ah! Graças! Pelo menos ele não estava lá.



– Você está bem?





– Agora estou! Ain, amiga! Eu tive um pesadelo... – suspirei fundo, colocando a mão no peito. - Algum tipo de alucinação maluca sabia?



– Foi mesmo? – ela estreitou os olhos. – Com quem?



– Com meu chefe.



– Com seu chefe? Kris, eu ach...



– Você não tem idéia do que ele me fez passar essa semana! – Falei, interrompendo a Brit, mas naquele momento eu queria desabafar. - Você já foi no inferno? Eu vivi nele! Há, meu deus...era Kristen para lá...senhorita Stewart cadê os papéis. HÁAAAAAA – eu fazia caretas enquanto falava – eu vivia pra cá e pra lá...sério, foi um terror Brit! Quase morri quando vi que eu era para trabalhar para o pai dele...e não para ele. Me diz porque aquela imbecil da secretaria me falou o número errado! Com certeza, amiga...não podia ser pior.



– Er...amig...



Então ouvi uma garganta tossindo. Atrás de mim. Com certeza meus olhos deviam estar fora do meu corpo porque... há, droga!



– O...bem...o Josh avisou que o jantar está pronto. – ele falou, olhando para a Brit. Em nenhum segundo seu olhar vagou para mim. Hello né? Eu sei...eu sei...que estava falando mal dele...mas me ignorar era demais né? Custava dar um boa tarde? Oi Kristen? Não, não custava. Perecia que ele estava economizando a saliva. Além do mais, não é que eu tivesse inventando tudo aquilo. Era a pura verdade.



E ele se foi.



– Brit...sua...louca! Porque não me avisou que ele estava bem atrás de mim! Meu chefe! Só faltava eu ficar desempregada...Eu não dar pro Jake! NÃOOO! Prefiro a morte...



– E você deixou? – ela revirou os olhos – Eu tentei falar que não era uma alucinação sua...aí você emendou começando a falar mal do Robert...então ele apareceu. – ela enrugou a testa. – Quem é Jake?



– Argh! Você está me saindo uma péssima amiga! – choraminguei -



– Não pode ser tão ruim pode?



– Como eu vou saber? – retruquei. – Capaz de na segunda-feira eu ser despedida – gaguejei – Oh, não amiga...eu não quero...Eu preciso ficar nesse emprego dos infernos.



– Quem sabe ele nem tenha escutado. Pensamento positivo! – Ela falou, enquanto me arrastava até a sala? Bem, conhece aquela teoria do caos? Nada não está tão ruim que não possa piorar mais. Jesus, eu era a prova viva daquele ditado.



**



– Ok, estou indo...não precisa empurrar. Não sou criança – resmunguei, enquanto dava passos de tartaruga até a sala. Estaquei quando chegamos lá e a Brit me deu um leve empurrão.



O Josh estava conversando com o meu chefe. E o desgraçado estava rindo. Oh, então quer dizer que ele não tinha qualquer problema na mandíbula? Porque sinceramente, ele nunca tinha me dado nenhum sorrisinho estúpido. Nem gozando da minha cara.



Me sentei na cadeira que ficava bem a sua frente. O primogênito da família entrou correndo e praticamente foi até meu colo.



– Tia Kris! Você trouxe meu presente? – Ele perguntou, aumentando seus olhos umas duas vezes. Eu rir, pensando que ele conseguiria tudo das meninas quando crescesse mais...se não já conseguisse ein. Mas não comigo.



– Nada de doces lembra? Não antes do almoço!



– MAMÃE! – Ele gritou correndo para a mãe. – Você tem que mudar essa ordem...sabe?



– É mesmo? Porque seria?



–Ora...- e vi fascinada como o pequeno já começava a tentar enganar a mão, tentando ver o lado dele. Se fosse comigo, estava quase me convencendo. Mas era a Brit. Ela sabia lidar muito bem com os filhotes dela. Então, quase cinco minutos depois ele voltou, de cabeça baixa, coçando o queixo.





– E então?



– Só depois do almoço, tia Kris...- ele chutou uma pedrinha invisível – A mamãe falou que não pode.



– Não pode mesmo. – concordei. Levei um susto quando vi que o meu chefinho olhava para mim. Insistentemente. Eu quase podia ver que ele queria perguntar algo. Mas não. Apenas balançou a cabeça e se levantou, dizendo que ia ao banheiro.



Dez minutos depois...





– Eu acho que deveria ver se ele achou o banheiro Kristen...



– Porque eu?



– Ora, ele é seu chefe!



– Mas que droga ouviu...



– Ele pode ter se perdido...- Brit argumentou – Essa casa é meio grande – ela sorriu. – E veja pelo lado bom...se o Rob ver que você está preocupada com ele...a sua demissão pode não ocorrer.



Rolei os olhos, subindo as escadas.

Em qual banheiro ele tinha se metido?

Que droga...Porque o Josh não tido ido ver como estava o amigo?

E se ele estivesse passando mal...o que eu podia fazer?

Ele podia morrer...NÃO! Aí eu ficaria sem emprego e o Jake...NÃO!



Ok, Kristen...se controla. Seu chefe não morreu.

Passei pelo corredor e fui até o fim, batendo na porta.

Nada.

Bati de novo.

Nada de novo.



Coloquei meu ouvido na porta e escutei um barulho.

Oh, alguém definitivamente estava ali.

Só podia ser ele. Quem mais seria?

Um ladrão.



Então bati com mais força. Umas três vezes.

Finalmente a porta abriu e um Rob pálido apareceu.



– O que é?



– Você demorou e a Brit me mandou ver se você não precisava de ajuda...



Ele levantou a sobrancelha e me olhou.

Oh oh

Ele nunca tinha me olhado daquele jeito.



– Por que? Você estaria disposta a me ajudar?



– Você é meu chefe...



– Não estamos no trabalho...



– Ok, então, senhor Pattinson...precisa de ajuda?



Ele riu.

Jesus, o chato e meu antiquado chefe riu na minha cara.

Então, pensei no tipo de ajuda...Oh meu deus...oh meu deus!



– Cuidado, Kristen, você está ficando roxa sabia...



Balancei a cabeça e olhei pro teto. Ele agarrou meu braço e entramos no banheiro.

Jesus, eu estava trancada com o meu chefe no banheiro da casa da minha amiga?



Só...respira.

Jesus, isso não era nada certo...Não, de modo algum...

Isso não...



Ele se aproximou sorrateiramente e meu peito parecia querer explodir.



– Vai me ajudar ou não?



Não..não...não...não...



– Q...que...ti...po...de ajuda...o senh...nhor quer?



– Essa.



Então me mostrou. Era um cãozinho. Minúsculo. A pata parecia quebrada.

Mas...espera...tinha algo estranho ali.

– Ele parece doente...ele está doente.



– Como esse cão entrou aqui? A Brit vai querer me matar! Nos matar! Você que trouxe? Jesus, Rob...ela...os meninos tem alergia a pelo de cão. Ela vai surtar.



– Você que vai...pelo jeito.



– Como ele entrou aqui?



– E eu lá sei? Vim aqui lavar as mãos...quando fui quase atacado pelo cão...



– Ele não pode ficar aqui...eu...



– Kristen, não podemos simplesmente devolvê-lo...ou colocar ele na rua...ele...



– O que? Porque não? Podemos achar um abrigo.



E dei um espirro alto.



Ele me olhou sem entender.



– Também sou meia alérgica...um pouco.



Cocei o nariz, me aproximando mais do animal. Ele quase ronronou quando toquei em sua cabeça peluda.



– Não podemos deixar ele em um abrigo porque...ele seria sacrificado.



– Porque fariam isso? Ele só está machucado. Ele está bem.



– Você não percebeu?



– O que? – eu o olhava, sem entender nada.



– O cachorrinho...ele é cego.

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