Pequenas Escolhas da Vida - Capitulo 03
Gemi agudamente quando o meu despertador tocou na manha seguinte. NÃO! Estava cada dia mais insuportável ir para àquele emprego com o senhor Robert. Argh! Jesus, então lembrei, com um sorriso nos lábios que hoje era sábado e eu na minha ele inteligência suprema tinha esquecido de desprogramar o maldito do despertador para não tocar no sábado.
Isso so podia ser praga do Senhor Marchão Robert. Jesus mil vezes. Se eu não precisasse tanto eu mandava para aquele lugar. O dia todo era senhorita Stewart isso…senhorita isso…aquilo…pegue isso…o document…
Bufei, tirando as cobertas de cima de mim. Corri ao banheiro lavando o rosto e fazendo uma careta ao ver duas grandes manchas arroxeadas que no começo da semana não estava.Maldito Robert Pattinson e maldita desorganização que ele provocava ao seu redor. Era totalmente absurdo na quantidade de papeis e pastas espalhadas pelo escritório.
Eu tentava de verdade organizar toda aquela balburdia e quando chegava perto das cinco da tarde ele se trancava numa sala…só saindo umas oito horas da noite. Oito horas! Eu chegava quase onze horas da noite em casa para estar as sete da manha no mald…ops…no escritório.
Só tinha se passado uma semana eu já estava totalmente exausta.Entrei embaixo do chuveiro e foi com alivio quando a água morna encostou nos meus músculos tensos e praticamente ronronei embaixo da água. Vesti minha camisola limpa e com um sorriso fui ate a cozinha comer.
Passei a mão pela minha barriga e ataquei a geladeira. Estava roncando. Eu estava com muita fome. De repente, olhei para a janela e o sol entrava no meu apartamento. Me aproximei, observando um parque ali perto. Quem sabe mais tarde eu não desse uma escapulida pra lá?
As vezes eu tinha uma saudade imensa dos meus pais. Da minha mãe, pois meu pai eu nunca vi. Foi provavelmente um dos piores momentos da minha vida quando ela morreu, a mais de dois anos atrás. Definitivamente, o pior. Eu não lembrava de nada mais terrível.
A Brit foi fundamental como nunca. Ela sempre estava por lá, apesar de ficar longe do marido e do seu filhinho praticamente recém-nascido naquela época. A nossa casa no campo foi vendida e fui para Los Angeles, onde consegui um emprego.
Tudo ia muito bem, ate seis meses atrás e a empresa faliu. Resultado, eu estava desempregada. Mas claro que tudo ficou ainda pior quando descobri que meu namorado dava em cima dos meus amigos. Definitivamente aquilo foi a gota dagua para que tudo viesse abaixo.
Mas eu sentia falta. Do contato com o campo. De ver as arvores. Do contato com o verde. De apenas me sentir próximo da natureza. Talvez tinha sido a partir dali que minha ma sorte tenha começado efetivamente. Desde a morte de mamãe e saída de Nostream que tudo tinha virado de cabeça para baixo.
Talvez um dia eu voltasse e quem sabe a minha sorte mudasse de alguma forma? Olhei para o apartamento ao meu redor. Não, aquele lugar não era um lar. Definitivamente aquilo não parecia um lar…eu teria que fazer algo a respeito…quem sabe uma decoração nova agora que tinha conseguido um emprego…ele pagava bem mas também…pelo amor de deus!
Quero ver alguém agüentar por muito tempo aquele gênio louco e pretensioso do Rob e no meio daquela bagunça toda. Eu tinha a impressão que eu arrumava algo para ele desarrumar, como uma grande criança birrenta.
Passar o dia todo na cama era um ideia perfeita – sussurrei, indo em direção a minha cama, que estava sugestamente atrativa. Praticamente ronronava vendo meus lençóis na cama e imaginando em como seria adormecer imediato. Seria maravilhoso.
Mas o infeliz do telefone tocou antes mesmo que eu alcançasse meus preciosos lençóis e me lançasse nas barbas de Morfeu em um sono repousante.
Mas só pode ser algum tipo de brincadeira! Deus, o deus…porque me odeias tanto? – resmunguei, pegando o bocal do telefone. – ALOOU.
Kristen!
Mas que droga! Era a Brit! Hello…ela não tinha um marido e filhos pra cuidar não e? Pelo jeito não, já que era oito horas da manha e ela estava me ligando!
Oi, Brit..- falei, azeda.
– Ai, amiga…ate parece que você acordou agora.
Quase, Brit. Quase. E eu pretendia dormir mais.
– O que foi?
Ela riu, bem na minha cara. Como se tivesse feito de propósito.
– Eu não posso ligar pra minha amiga não?
– As oito horas da manha? Sou eu, a Kristen, e nao uma garotinha que acredita em conta de fadas. Seu marido sabe? Se cuida ein…um dia ele enjoa e procura…
– Ele ainda não perdeu o juizo amiga. E oh…eu confio no meu taco!
– Acredito. O pequeno Antony e uma prova latente disso…e a Anne.
Brit gargalhou de novo. Alguém fala pra ela que não é uma piada?
– Pelo jeito alguém acordou de muito bom humor. Fica a dica: não sou eu!
– Nossa amiga…como você esta azeda hoje…
– Quem sabe se você desligasse e me deixasse dormir, Brit? – praticamente rastejei. – Hun, sério…o emprego com o Rob esta sendo péssimo…
– O Rob? Ele é seu patrão?
– É, Ele meio que me roubou do senhor Monroe.
– E você não tinha me falado nada ainda porque?
Ok, sessão drama da Brit esta no ar. Quem sabe era porque meu cérebro derreteu essa semana e eu não fiz nada alem de comer…e dormir. E, quem sabe tivesse sido assim…Quem sabe ne? Só foi uma dica sabe?
– Eu não estou raciocinando muito bem sabe…
– Você tem que vir aqui, Kris.
Isso era o que? Algum tipo de intimação a minha pessoa? Pelo tom dela…
– E serio, Kristen…Se você não vier nossa amizade vai estar seriamente abalada com isso.
Me controleI para não rir, já imaginando a tromba enorme dela do outro lado. A Brit conseguia ser pior que eu. Coitado dos seus filhos se tivesse herdado todo esse drama da mãe.
–Ok, eu vou…
– Agora?
– Não…Agora eu vou dormir…
– Vem almoçar conosco. Os meninos estão morrendo de saudade…da tia Kristen.
– Ta bom. Eu vou.
– Não se atrase.
–Tá bom. Me espere ai…e quero uma sobremesa com chocolate.
– Você ta me estranhando? E claro que vai ter isso…O meu maridinho consegue ser mais viciado que você…Espero que meus filhotes nao puxem isso…
– O que você tem contra o chocolate?
– Nada – ela suspirou. – Mas venha…precisamos conversar…
– Eu vou. Me aguarda. Quando foi que disse uma coisa e não fiz…
– Você quer mesmo que eu diga?
Ela riu.Eu ri e desligamos o telefone.
**
Ok, agora é oficial. Eu tinha perdido o sono. E graças a minha grande e muitíssimo amiga Brent. Eu teria que ver seriamente algumas coisas. E a primeira regra do dia: Brit estaria proibida de me ligar num sábado antes das dez da manha.
E totalmente desumano ela me ligar antes disso, logo depois da minha semana infernal. Para compensar, meu fim de semana deveria ser angelical. Eu trataria de fazer isso com ele. Resmunguei e troquei a minha camisola super confortável por uma calca jeans e camiseta. Prendi meu cabelo no alto da cabeça.
Fazia calor e meu cabelo nao cooperava. Quem sabe eu não o cortasse? Ein? Seria uma ótima ideia. Imediatamente na mesma hora reneguei minha própria idéia. Tinha demorado tantos anos para ele chegar onde estava agora que meu corpo ravou so em pensar de me livrar dessa parte de mim.
Olhei o relógio no alto da parede e marcavam dez horas. Eu só iria a casa da Brit la pelas doze horas. Eu teria tempo de sobra para um passeio e umas comprinhas? Quem sabe? Eu tinha que ter alguma compensação se não eu surtaria na segunda com o meu chefe e mandaria ele catar coquinho, na melhor das hipóteses.
O sol bateu em meu rosto e foi agradável. Parei em frente do prédio, sem saber direito para onde ir? Qual era a possibilidade de alguma boate estar aberta as dez da manha? Jesus, era pedir muito querer dançar? Imediatamente senti que uma grande energia se acumulava em meu corpo e eu precisava extravasar de algum jeito...nem que seja dançando.
Aham...claro...Só faz de conta que ninguém sabe do que você esta falando, sua louca...porque sinto te informar...tudo mundo aqui sabe que tipo de energia esta se acumulando, senhorita pureza. Ai lembrei do parque que tinha visto pela janela e tinha me lembrado da minha casa e da minha mãe.
Urgentemente. Apertei com forca minha bolsa de encontro ao meu corpo e deu longos passos ate o parque. De alguma maneira estranha, era como voltar pra casa. E eu gostava muito de navegar por la.
– E não é que a senhorita chegou no horário! – Brit abriu a porta, me abraçando.
– E claro que eu chegaria no horário. Não seja tão louca, Brit! – Fiz uma careta – Mas não quero falar com você sua chata. Cadê meus sobrinhos. Ei, venham ca! – Gritei para o Antony, que veio correndo e o peguei no colo.
– Ei, tia Kris. – ele me deu um beijo na bochecha e eu baguncei seus sedosos cabelos lisos – A mamãe estava enlouquecendo.
Eu ri baixinho, o pondo no chão. Beijei o teto da sua cabeça.
– Não é novidade. Mas como está a sua irmazinha?
– Chata. – ele estirou a língua.
– Ei, rapazinho...sua irmã não é chata – a Brit interveio.
– E claro que é...
Brit virou de costas e ele fez uma careta.Eu comecei a rir, como uma enlouquecida, o que provavelmente a Brit pensava que eu era. Me pegou pelo braço, analisando minha roupa.
– Você podia ter se vestido melhor, amiga...
Rolei os olhos.
– Essa roupa está ótima. Não sabia que precisava vir vestida de gala para...vir almoçar.
Ela me deteve antes de chegar à sala.
– Olha, fique ciente...eu não sabia de nada disso. Não sabia que o amigo do meu marido...era...
Então a porta abriu e eu vi a encarnação do diabo na minha frente. Agarrei seu braço com força.
– Me diz que eu estou alucinando!
–Desculpe! – ela engasgou, falando e se afastando de perto de mim. Eu simplesmente não podia acreditar naquela miragem! Pisquei três vezes mas ele ainda continuava lá.
Puta merda. Na minha frente estava meu chefe. O meu odiável chefe que fez da minha semana um inferno!
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