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Pequenas Escolhas da Vida - Capitulo 15


Nós tentamos fazer o melhor possível.

Mas o mundo é cheio de curvas e viradas inesperadas.

E bem quando você acha que já conhece o território,

a terra debaixo dos seus pés começa a se mover e te derruba no chão.

(Greys Anatomy)







(The Only Exception – Paramore)











Eu costumava ficar bem à vontade com a o público em volta e perceber cada sorriso em volta de mim. Mas nesse momento, enquanto meus passos me levaram a ele, eu não enxergava mais ninguém. Rob exibia um sorriso único, cheio de significados e de tudo que nos esperava depois daquela cerimônia, que era apenas mais uma formalidade de algo que nós já vivíamos.







– Oi – sorri brevemente, só percebendo o quanto minhas mãos estavam geladas quandome tocou com as dele.. Deus! Meu coração galopava dentro do peito. O padre murmurava palavras sobre futuro, responsabilidade, sobre uma vida a dois, sobre obstáculos.



Nós nos amávamos certo?



Ele sorriu, me convidando a prosseguir. Sorri de volta, assentindo. Tudo ia terminar bem. Sua mão apertou com mais força meus dedos finos. Pela primeira vez desde o começo da cerimônia eu olhei em volta. Para quem ocupava os primeiros lugares, por um instante qualquer, como se pressentisse algo estranho. Pensei ter visto alguém escondida no fim da fila, mas foi algo tão ligeiro e num piscar de olhos nada mais estava ali.







Era ridículo.

Olhei para o Rob ao meu lado.







“Sim” – ele falou após alguns segundos quando o padre terminou de falar. Eu me sentia tão bem, com o coração aos pulos. Definitivamente estava fazendo a coisa certa, meu peito transbordava de emoção. “Sim”, repeti também como um eco.







Mal percebi quando o Rob, um pouco trêmulo, colocou a aliança em mim. Eu sorri largamente pondo a minha na dele.







E vos declaro marido e mulher...

Pode beijar a noiva







Meu pelos do corpo se eriçaram ao contato de seus dedos em meu braço, me puxando para mais perto. Eu arfava, suspirando, como uma adolescente aflita e nervosa pelo primeiro beijo. Minha garganta fechou e meus lábios ficaram imensamente secos. Passei a língua por eles, mordendo-os de leve, tentando trazer algum tipo de umidade a eles. Fechei os olhos quando os dedos do meu marido tocaram meu rosto. Era um turbilhão de emoções que pareciam não caber no peito.







Inesperadamente seus lábios macios tocaram os meus, devagar, insinuando-se por cada poro aberto.







Por cada mensagem não dita.

Foi como um sopro de felicidade que logo já estava extinto quando ele se afastou, ainda segurando meu rosto com ambas as mãos.







– Agora você é minha Senhora Pattinson...



Eu sorri, me lembrando do tempo que estávamos juntos.



Das nossas brigas.

Do nosso primeiro beijo.



Da nossa primeira dança e do nosso porre.



Da primeira vez.



De quando eu me senti mais completa.



Da brincadeira estúpida da Brit.



Do pedido dele de casamento.



E de agora.







– Toda sua, Senhor Pattinson.



Sim. Ele era o meu certo. Quem diria que eu me casaria com o primeiro homem que me virasse a cabeça e tão rápido?







Eu ouvi as palmas e meu peito inchou de felicidade. Nada poderia estar mais certo do que nós dois naquele momento. Juntos. Unidos. Rob tocou em minha mão e andamos pelo corredor da igreja, chegando até a porta. Brit segurou o meu braço quando eu descia os pequenos degraus da igreja. Um carro nos esperava, que nos levaria até a festa. Rolei os olhos, vendo o tamanho enorme do carro.







– Ei, vocês dois... Kris...Você está linda, amiga! E você senhor...cuide bem dela estamos ouvidos?





– Brit...- Rob começou.





– É sério. Ela é minha irmã. Um pedacinho sincero do meu coração. – Seus olhos encheram de água.





Rob me abraçou, beijando minha bochecha.



– Há, você sabe...eu a amo.



– Eu também te amo, Love.





Nós rimos, embriagadamente felizes e mal percebemos que alguém espreitava toda àquela felicidade. Pena que naquele momento eu não fui capaz de ver muito além.



E infelizmente aquela minha cegueira ocasional ia sair muito caro.

Mal do que eu poderia sequer suportar...







**





– Espera! Já estou quase pronta.



Meus pés doíam pela quantidade de horas que ficamos em pé na festa e apesar disso um sorriso largo não deixava o meu rosto.





– Nunca pensei que você fosse demorar tanto, Love...





Olhei para o relógio do quarto do salão. Era tão minúsculo, mas pelo menos servia para trocar de roupas antes de partir para a lua-de-mel em Paris.



– Eu não demoro – revirei os olhos, ajustando o vestido melhor ao meu corpo. – A Brit sabe que você está aqui comigo?





– É claro que não – ele riu – Eu fugi. Além do mais já somos marido e mulher...é inevitável baby...você conhecer os fatos da vida...





– Mesmo baby? – Me virei, segurando seus cabelos em minhas mãos. Deus! Aquele homem era mesmo o meu marido?



Meu.



Jesus, desde quando eu tinha virado uma louca possessiva?





– Aham, honey...





– Você vai me ensinar os fatos da vida, baby? – Falei, me aconchegando mais em seu peito. A mão dele subia e descia pelas minhas costas.





– Vou Love.





– Acho que vou gostar de saber sobre os fatos da vida honey. Com você.





– Aposto que sim. – ele confirmou baixinho.





– Ei, ei...Rob! O que pensa que está fazendo? – Perguntei chocada enquanto ele abaixava o zíper do meu vestido, deixando a parte de cima nua, apenas com meu sutiã.



– Vendo minha mulher oras...



– Não podemos Rob...





– Porque não? – ele perguntou sério e quase gargalhei quando Rob fez uma cara de cachorro sem dono.





– Porque nós vamos para a nossa lua-de-mel...não vou fazer nada nesse cubículo apertado...correndo o risco de alguém nos flagrar aqui fazendo sexo... – Olhei em volta apenas para constatar que nós estávamos absolutamente sozinhos.



– Cadê a sua adrenalina? Seu gosto pelo perigo...?



– Eu na... – Antes mesmo que eu completasse a frase ele tinha arriado a alça do meu sutiã e massageava um dos meus seios com a mão. Deus! Arfei, me sentindo meio mole. Ele não podia mesmo fazer isso comigo ali!



Não...Não...Não!





– Não...Rob...- choraminguei – Você não pode fazer isso comigo aqui...Não...





– Xi...



Porra! O que ele tinha naquela boca ein? Suspirei contente ao sentir sua língua lambendo meu seio túrgido. Good....ele só podia estar de brincadeira comigo...





– Você é tão macia baby...





– Rob...alguém pode ver...





– Espera...eu...- ele levantou o rosto, me imprensando contra a parede, tomando de mim um beijo sujo, cálido, com pressão. Sem resistir, passei as mãos ao redor do seu pescoço, trazendo ele para mais perto de mim. Pele a pele. Minha mão logo voou para os botões da sua blusa branca. – Pensei que não íamos fazer nada...





– Você me provocou agora agüenta...- puxei a blusa já aberta para fora da calça, puxando ela para baixo. Deus! Eu quase esquecia o quanto ele era forte ali embaixo.





– Eu agüento baby...eu agüento...Você ta tão cheirosa...- ele cheirou meu cangote, passando suas mãos por debaixo do meu vestido que repousava amassado ao redor de minha cintura, tirando a minha calcinha do caminho. Eu gritei fraco e ele me olhou, recriminando.



Há, qual é...





– Eu quero você... – falei. Ele sorriu timidamente. A boca se fechou sobre minha garganta e a consciência sexual do ato fez com que o meu contorcesse entre suas mãos. Fechei os olhos ligeiramente, ao sentir-lhe a pressão na carne. Rob sugava tão forte que minha vagina tremulou e ele aproveitou e aprofundou um dedo entre as minhas dobras absurdamente úmidas. Pequenas ondas de choque de prazer atravessavam o meu corpo. Seu toque muito suave arrepiava os pelos de meu antebraço.



– Não podemos demorar...- choraminguei .



– Não. Não podemos.



Ele sorriu, me pondo sobre a mesa no meio do quarto. Segurei em seus ombros enquanto Rob se ajeitava entre as minhas pernas, me penetrando de uma vez só. Respirei fundo, cruzando as pernas ao redor de sua cintura.





A satisfação de nossos corpos ultrapassava qualquer possibilidade de que a qualquer momento nós poderíamos ser pegos. Ele me deitou sobre a mesa, abrindo mais minhas pernas como um maldito ginecologista faria. Rob saiu de mim e não tive tempo de choramingar pela perda. Ele entrou de novo, aos poucos...tão devagar que me enervava.





– Rob! Por favor...Eu preciso...





Ele se movimentou mais forte e eu quase quicava da mesa. A posição que estávamos parecia que ele quase podia alcançar o meu útero. Minhas pernas tremeram e fui incapaz de segurar um grito fraco na garganta. Rob deu mais três estocadas quando o senti se derramando dentro de mim.



Eu ajeitava minhas roupas quando ele se aproximou de novo, limpando o suor da minha testa e abotoando meu vestido por trás. Fiz uma careta ao olhar no espelho.



– Droga! A nossa cara está...Deus...Hey, apague esse sorrisinho pós-foda do rosto.



Ele riu, beijando meus cabelos.



– Eu não consigo baby...além do mais estamos casados...



– Agimos como dois adolescentes que não sabem se controlar...Jesus – Gemi, pondo as mãos no meu rosto inchado e corado de vergonha.



Rob gargalhou, me abraçando, cruzando suas mãos ao redor da minha cintura.



– Pense que vai ser uma grande historia para contar para nossos netos...



– Que?! – Gritei – Você é um homem morto se essa história sair daqui ouviu bem? Lembra da história oficial certo?



– Que história oficial?



– Eu vou te matar! – Grunhi – Eu falei...a historia oficial é que tivemos nossa primeira vez em Paris, na primeira noite da nossa lua-de-mel...



– Há, baby...me desculpe...eu estava distraído...



Olhei para ele sem entender.



– Com o que?



– Com seus seios na verdade...sabia que eles parecem dois cumes perfeitos e cada vez que você respira eles parecem d...



– Idiota! Você é um tarado por seios...



– Só os seus baby...só os seus...



– Eu realmente espero que sim...e que...



KRISTEN! ROBERT! O que vocês estão fazendo aqui? O táxi já está esperando para levá-los ao aeroporto!



Brit olhou alguns segundos para a nossa figura rosada.



– Oh meu deus...vocês...OMG! Aqui? Sério?



– Oh meu deus! – Gritei de volta – A culpa é sua Rob! – Meu rosto adquiriu tons róseos de novo.



– Eu não quero saber! – Brit falou de volta, balançando a cabeça. Ela olhou em volta. – Eu só posso lidar com algumas coisas de vez. E isso – apontou para nós – Não é uma delas.



– Ok. Vamos lá. – Falei, saindo do maldito cubículo que mal cabia três pessoas. Rob saiu logo atrás de mim, segurando minha mão.



(...)





http://www.youtube.com/watch?v=Pgum6OT_VH8

(Starlight – MUSE)







Rob entrou por um lado do carro e eu no motorista. Nossas poucas malas já estavam guardadas. Olhei de lado vendo a Brit e alguns amigos acenando. Eu sorri de volta e com a mão tentei alisar meu vestido azul que insistia em subir.





– Vamos? – Rob perguntou. Eu assenti enquanto ele rodava a chave do carro, pisando firme no acelerador. Ainda olhei para trás pela última vez, vendo as pessoas sumirem da minha vista. Então, antes que eu pudesse esboçar qualquer tipo de reação contra, antes até mesmo que o sorriso murchasse um baque surdo fez o carro sair da estrada, seguido de uma dor latejante em meu rosto. Então a dor se alastrou, como se me quimasse profundamente.

Tentei me movimentar mas cada tentativa de vã de fazer algo eu sentia uma dor fulminante. Finalmente fiquei quieta.



Daquela vez a falta de consciência foi bem-vinda.

Eu não sentia mais dor.

Nem nada.





Se pudéssemos perceber o quanto pequenos fatos afetam drasticamente as nossas vidas, algumas pessoas optariam por não fazê-los...



Só que eu não era uma delas...



Uma pena.

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