Capitulo 2
Fazia exatos quatro meses que eu estava li. Tudo era definitivamente novamente. Nem sei quantas vezes eu tinha arrumado minhas coisas e ido ao aeroporto. Da última vez cheguei quase a comprar a passagem mas acabei desistindo. Para que eu voltaria? Lá não era meu lar. Tinha sido o de Emily.
Há dois meses que trabalhava numa lanchonete e foi há exatos 5 dias que eles apareceram. De repente, tudo mudou.
–Rob! Nós temos necessidades fisiológicas! Vamos comer aqui um pouco e depois continuamos. – Uma mulher delicada, baixinha e de uma voz sonora foi a primeira a entrar. Mais tarde eu saberia que ela se chamava Ashley e me meteria em grandes apuros.
A porta se escancarou de vez e eu senti um arrepio. Sabe aquela sensação eminente a um desastre? Então ele entrou. Não sei porque mas senti a necessidade de prender a respiração por alguns segundos. Eu não ia morrer, claro. Tinha visto uma vez na TV que a pessoa não consegue prender a respiração por muito tempo. Ou seja, nem se eu quisesse poderia morrer prender a respiração. Chato né?
Atrás dele vinha mais uma mulher e um homem. Ambos altos e fortes.E sorriam...mas a mulher me parecia tão falsa. Sabe quando o sorriso não chega aos olhos? Então, observei novamente o primeiro casal que entrou. Eles pareciam simpáticos. O tal do “Rob” sorria o tempo todo. A garota gargalhou com algo que ele dizia. Pelo jeito, ele sabia contar muitas piadas, porque de que outra maneira ela rir tanto?
Vi os quatro se sentarem numa mesa próxima a mim e foi inevitável não ouvir parte da conversa. Além do mais, se quisessem privacidade não falassem tão alto né? Eu tinha ouvido, oras e ele captava sons. Não sou surda.
–Vamos alimentar a lombriga da Ashley- o mais alto e forte dos quatro falou.
–Kellan! Você foi o primeiro a pedir penico da outra vez! E eu preciso de comida, ok – ela fazia caretas engraçadas e me deu uma vontade louca de rir mas não era permitido. Assim, eu poderia até ser demitida. Então, eu fiquei séria. De repente, ele levantou a cabeça em encarou. Eu deveria ter desviado o olhar. Eu deveria fazer de conta que procurava algo no balcão ou simplesmente ter mechido a cabeça.
Eu deveria e poderia ter feito tanta coisa, mas acabei não fazendo nada. Ou quase nada. Fiz a única coisa que não poderia ser feita. Eu sorri e continuei encarando o homem dos brilhantes olhos azuis. Eu podia facilmente me afogar neles. Imediatamente registrei que azul é a minha cor favorita. Ele sorriu e depois virou-se para cochichar algo no ouvido da baixinha do seu lado. Meu chefe pareceu e com a pior cara do mundo, mandou-me ir trabalhar. E trabalhar significava atender aquela mesa.
–Cl...Claro. – Olhei para o balcão è procura da caneta e a cedrneta escondida em algum lugar. Em seguida, com um sorriso falsamente simpático, aproximei-me da mesa. Gora eu pudia fitar de mais perto o homem de olhos azuis... e a baixinha. Os outros dois permaneciam de costas para mim.
–O que desejam?
Os olhos da garota brilharam e pareciam que iam soltar de órbita.
–Meu bote salva-vidas! – Ela quase gritou e os outros três caíram na gargalhada.
–Que seja...
–Ashley. Meu nome é Ashley.
–Tudo bem. O que você... – Ela não me deixou terminar a frase. Em um pulo, ela já estava na minha frente.
–E o seu?
–O meu?
–Claro. Seu nome.
–Para que quer saber? – Percebi que ela unia as sobrancelhas, parecendo confusa.
–Por nada. Mas funciona assim: eu digo meu nome e aí você diz o seu. Pronto. Simples assim.
–Eu não... – Fiquei pasma quando percebi que ela esticava a mão para mim e repetia seu nome....pela milésima vez? Céus, aquela garota não batia muito bem. Então escutei ele falar. O dos olhos azuis sorridentes.
–É melhor falar, se não é capaz dela ficar aqui o dia todo. – Rob falou em um tom divertido. Suspirei, passando a mão pela lateral da minha roupa, como se enxugasse um suor inexistente lá. Tentei sorrir e estiquei minha mão para ela.
– Bem, meu nome é Kristen. - Dei um passo para trás quando percebi que ela ia me abraçar. – Assim ta bom. Sem abraços.
–Meu nome é Robert, aliás. – Há, então o anjo tinha nome. – E esses são Kellan e Nikki.
Apenas assenti com a cabeça. Finalmente, depois de ter trazido a comida, eles me deixaram em paz. A insistência daquela garota era irritante. Fui para a cozinha terminar de organizar o serviço e em breve voltaria para casa. Eu não gostava de lá: era pequena, escura e úmida mas infelizmente era o que eu pudia pagar com o mísero salário que ganhava naquela lanchonete. Em breve, a faculdade começaria e só voltaria lá para dormir mesmo. Pelo menos tinha uma cama e um teto na cabeça. Isso era o importante, o resta é besteira.
Suspirei aliviada, quando enfim terminei de arrumar tudo. Avisei meu chefe e fui para o quartinho nos fundos trocar aquele fardamento por uma roupa limpa. Ainda teria algumas quadras para andar até chegar ao apartamento. No outro dia, começaria tudo de novo, bem cedo.
De súbito, sinto alguém agarrando minha cintura e dei um grito fraco. Ouvia pessoa rindo atrás de mim e senti seu tórax de encontro às minhas costas. Eu ia morrer? Era assim que tudo acabava? Meu coração deu um pulo quando percebi as mãos deles se movendo da minha cintura até meus seios. Ele começou a acariciá-lo e eu sentia a textura de seus dedos na minha pele. Tentei chutá-lo, me soltar. Tudo em vão. Ele era forte demais... e eu fraca.
Para piorar, lembrei-me que estava apenas com a roupa de baixo. Seus dedos se moveram e foram parar no fecho do sutiã, liberando e fazendo o pedaço de pano cair no chão. Suas mãos voltaram a acariciar meus seios, apertando os mamilos. Então eu ia ser estuprada? Naquela hora, tentei lembrar se alguém me escutaria se gritasse. Pelo visto não, já que aquele quarto ficava bem aos fundos da lanchonete.
–Fique quietinha, Kristen... E nem pense em gritar. – Suas mãos pararam de acariciar meus seios e desceram até minha calcinha. Parei de respirar quando senti seus dedos em contato com a minha intimidade. Contive um gemido quando ele começou a acariciar meus clitóris, fazendo movimentos circulares. Eu queria fugir e ao mesmo tempo...ficar. De algum modo, ele percebeu meu estado.
–Tá gostando não ta? – Ele aumentou o ritmo, açoitando meu pobre botãozinho que já estava inchado de excitação. Era uma observação óbvia. Eu estava totalmente encharcada. Precisando de um alívio. Um alívio dele. – Gemi alto quando senti um dedo dele penetrando na minha cavidade úmida e sensível. Levei um susto – de novo? – ao perceber que recebia beijos molhados pelos meu pescoço, dando pequenas mordidas. Eu estava de pernas bambas, totalmente maleável nas mãos dele.
–Vai gozar? – Eu ia. Só precisava de mais alguns estímulos e já poderia. – Ta tão molhadinha... – Ele continuou acariciando meu clitóris e enfiou mais um dedo em mim. Comecei a rebolar de encontro a seu dedo a fim de aumentar a fricção. Eu já estava a ponto de enlouquecer. Já senti os tremores percorrendo meu corpo quando... Tão rápido como apareceu, ele tirou os dedos de mim e se afastou. Caí de joelhos na cama. Totalmente molhada, latejando, excitada e insatisfeita. Gemi contrariada.
– Porque fez isso? – perguntei ainda de costas, com o rosto praticamente tocando o colchão.
–Isso o que? – Ele deu alguns passos, se aproximando novamente de mim. Meu coração ainda disparava loucamente e minha respiração ainda estava alterada quando senti seu membro atrás de mim. Dei um grito quando ele tocou a minha entrada ainda úmida e latejante. – Te atacar... ou não te fazer gozar?
Suas mãos agarram meus ombros, me fazendo girar e agora minhas costas estavam contra o colchão e então finalmente eu pudi ver a sua face. Nem que vivesse cem anos poderia esquecer aqueles olhos.
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