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Doce Novembro - Capítulo 2


– Vai demorar muito?

Era a voz do Rob quase no meu pé do ouvido. Ignorei e tentei me concentrar em discar para minha mãe. Depois da reunião com os produtores da Summit voltamos pro hotel do Rob e meu telefone tocou. Era o Taylor.

E agora eu estava tentando arranjar coragem de ligar pra minha mãe. Jules não era tão simples de lidar. E desde que resolvi comprar minha própria casa os problemas aumentaram.

Ok, eu tinha 19 anos. Não cinco. Nem dez. Eu só...



– Sabe que tem a noite toda pra ligar pra ela né, Kris? Seu vôo sai às... 2 da manhã?
– É... – suspirei e joguei o telefone contra a parede. Rob riu e me derrubou na cama. Suspirei de encontro a seu peito. Ele tinha um cheiro cítrico inconfundível. Quem sabe a quantos metros de distância ele poderia estar e aquele cheiro...era inconfundível.

Embriagante.

Aliás, como tudo que ele fazia ultimamente. Prendi a respiração por um momento e passei as mãos pelo seu rosto. Tínhamos grandes momentos de apenas nos olharmos. Como se mais nada importasse na vida. Tentava de todo jeito afastar o medo que aquilo representava na nossa vida. Não era normal aquele apego todo.

Normal não era...Mas era bom, em absoluto. Meus dedos penetraram na sua massa lisa de seus cabelos. Então Rob sorriu e meu coração disparava. Aquele sorriso que era só dele. Não era o Edward e nenhum outro papel.

Aquele sorriso era meu. Era nosso.

– Você é tão lindo...- murmurei.
– Ta querendo alguma coisa, Love?
– Como se fosse possível eu...
Minhas mãos saíram de seus cabelos e vagaram por baixo da blusa que ele usava, tocando seu tórax liso e rijo. Tão familiar e mesmo assim...era algo novo. Como se fosse a primeira vez sempre. Aquela excitação de nos sentir. De nos provar. Em sempre ansiar por mais.

Era algo assim. Ou não.

– Eu acho que você quer algo sim...

Fiz bico e tirei minhas mãos dele. Soprei na sua cara. Mas Rob não se mexeu um centímetro. Ao contrário. Era tão visível e sentido a excitação dele de encontro a meu abdômen. Mordi e lambi os lábios, mas deixei minhas mãos ainda longe dele. Porque era eu que tinha que implorar todas as vezes?

– E você não?

– Hun...Talvez se você tirar essa camisa ridícula.

– Ouvindo até parece, Robert Pattinson! As suas blusas tem buracos! Meu deus, você remendou várias.

–Eu não. – Ele riu e eu gargalhei junto.

– Ok. Ok. Você não. Sua mãe. Eu ainda não acredito que da vez que ela esteve em New York você a obrigou a costurar!

– Eu não obriguei ninguém.

– Há, claro que não. Só fez aquela cara.

– Que cara?

– Essa aí! – apontei com o dedo. Como alguém podia negar algo quando ele fazia isso? Seus olhos ficavam redondos e Rob fazia uns trejeitos com a boca que me deixavam loucos.

– Você ta bem?

– Não. – Cruzei meus braços na frente do corpo. – Eu quero transar pode ser?

Ele gargalhou e beijou meu pescoço.

– Você é tão...
– Direta?
– Algo assim.
– Rob... – gemi. – Daqui a pouco é meu vôo e nós não vamos...
Quase grito em frustração quando em vez dele continuar me beijando, Rob se levanta, levando seu corpo e seu cheiro para longe.

– O que pensa que está fazendo?
– Relaxa e ...aproveita.

Meus olhos vagaram pelo seu corpo e acompanhava cada movimento que ele fazia. Rob, vagarosamente ligou um som numa música...

OMG.

Um calor insuportável se formava entre as minhas pernas. Ele ia fazer isso mesmo? Meu coração palpitou em expectativa quando Rob tirou a blusa, rebolando quase na minha cara.

Oh, céus, que homem era aquele?

Porra, ele estava fazendo um stripper teaser pra mim. Só de pensar no meu namorado sem roupa minha boca começava a salivar.
Era a impressão minha ou o som da música tinha aumentado mais? E eu estava...babando. Tudo estava quente. Demais. Senti uma gota de suor escorrer pelas minhas costas. Engoli em seco quando ele tira a calça, ficando só com a boxer preta e um volume impressionante.

Porra! Pára de olhar. Missão impossível? Era como se eu fosse atraída por um íma. Meus olhos já tinham destino mais do que certo. Ignorando meu estômago que borbulhava e minhas mãos suadas me forcei a me levantar da cama e pulei no seu pescoço.


– Vai dançar sozinho?
– Talvez. – Ele sorriu torto e respirei fundo, buscando ar.


Como se isso algum dia fosse possível. Aproximei minha boca lentamente, praticamente sentindo seu hálito refrescante dentro de mim, cheirando a menta. Cheguei a sentir sua pele na minha por alguns segundos mas de repente, ele tirou meus braços do seu pescoço e fiquei em pé no chão.

– Mas o que? – Fiz um bico enorme.
– Você queria dançar. Vamos dançar.


Rob se afastou, trocando a música por outra, num ritmo mais lento. Ele me estendeu a mão e eu cruzei meus braços, olhando irada pra ele.


– Deixa de ser birrenta!


Ela descruzou meus braços e me puxou para um abraço. Suas mãos pousaram na minha cintura e subiam para as costas. Senti arrepios e apoiei a cabeça no seu tórax, respirando fundo. Movíamos no ritmo da música lenta, de um lado para o outro. Eu podia até escutar seu coração batendo mais rápido. Suspirei fundo e o abracei, cruzando minhas mãos ao redor da sua cintura. Eu permaneci calada até que ele pousou o queixo sob a minha cabeça, me forçando a levantá-la. Mordi os lábios, levantando a sobrancelha. Eu quase até podia ronronar.

– Rob...Eu amo dançar com você mas...Só temos algumas horas...então...
– Então nada.

Ele se afastou pegando-me no colo e fui parar na cama. Segurei minhas mãos ao redor do seu pescoço, quando percebi que ele ia embora.

– Não... Fica aqui.
– Você quer mesmo que eu fique?
– O que há com você? – Tirei minhas mãos dele, e me sentei na cama, esfregando os olhos. – É claro que eu quero que você fique.Que pergunta...se eu não quisesse...como se fosse possível algum dia.

Eu ri.

– E você – Olhei zombeteira para seu incrível volume na sua boxe preta. – duvido que tenha algum problema em continuar...
– Nenhum. – Rob beijou meus lábios com loucura, como se eu fosse morrer dali a dois segundos. Apertei minhas unhas em seus ombros, gemendo e excitada. Ele distribuiu pequenos beijos por toda a extensão do meu rosto e a esta altura eu estava tremendamente molhada, necessitando de um alívio rápido e urgente.

Gritei baixinho frustrada quando ele afastou seus lábios da minha pele. Eu me sentia pegar fogo, em chamas. É pedir demais que ele mantivesse seus lábios nos meus?

– Ei...Rob!

Ouvi ele rindo baixinho e me deixou com raiva. Balancei a cabeça, afastando os cabelos bagunçados do meu rosto. Olhei furiosa pra ele e tirei minha camisa pela cabeça e desci o zíper da minha calça jeans. Oh, deus...

Fiquei em pé na cama e o chamei com os dedos, formando um sorriso depravado em seus lábios.

“Você quer que eu vá até aí?”

Ele não falou. Apenas mexeu seus lábios vermelhos. Balancei a cabeça em afirmativo e Rob deu um passo na minha direção. Eu dei outro, ficando na beirada da cama. A música ainda estava no ar e comecei a rebolar na sua frente.

Um- dois – Um – dois

Dancei levantando os braços. Fechei os olhos, apenas sentindo o ritmo particular da canção. Na verdade, nem me lembro do que ela falava. Só que o som... era excitante. Eu estava inebriada.
“Eu adoro...esse som” – murmurei, apenas mexendo os quadris. Senti o hálito frio do Rob nas minhas pernas. Eu podia ter parado de me mexer. Mas não o fiz. Continuei a danças calmamente como se nada estivesse acontecendo. Quando uma pessoa fica sem um sentido os outros ficam mais aguçados.

Isso era verdade.

Eu podia sentir cada toque. O modo como seus dedos se movimentavam pela minha perna, deixando um rastro de fogo por onde passava. Seus dedos eram ao mesmo tempo lisos e ásperos. Soltei um gemido involuntário pelos meus lábios.

“Rob...o que pensa que está fazendo?” – Murmurei, ainda de olhos fechado mas parei de me mover. Simplesmente eu não conseguia. As minhas pernas tremiam e me segurei na cabeça dele. Se não fosse isso, provavelmente eu cairia quando senti seu dedo sobre a minha intimidade ainda coberta pelo tecido quase transparente. Minha excitação estava quase caindo pelas pernas.

“O que eu ... estou...fazendo?”

Ele aumentou a pressão nos dedos e gritei. Rob abaixou minha calcinha com pressa e quase tombo para trás, caindo na cama. Com a outra mão, ele me segurou pela cintura.

Puta que pariu. Ele ia me matar hoje a noite.

“Rob...”

“Sabe que é fascinante como...”

Tremi de novo quando seu hálito praticamente tocava a ponta do meu clitóris. Eu gemi aflita quando em vez dele me tocar, seus lábios beijavam a pele da minha perna, rodeando minha intimidade. Vez ou outra, ele chegava perto...perto demais...mas nunca o suficiente.
“...você fica tão facilmente excitada quando eu te toco?”

“Hum...”

Como se eu pudesse responder qualquer coisa quando ele me tocava daquele jeito. Gritei alto quando seus lábios abocanharam meu clitóris e depois penetrou a língua em mim.

OMG.

Porque ele fazia aquilo tão perfeitamente? Deus, é possível morrer de tão excitada? Porque eu estava perigosamente perto. Rob continuava me sugando e quanto mais me beijava mais molhada eu ficava e podia sentir meu ventre se contraindo.

“Rob!”

“Vem, Kris. Goza na minha boca”

Agarrei com força a sua cabeça quando as contrações invadiram o meu corpo era como se eu estivesse sendo partida em milhões de pedaços ao mesmo tempo.
“Isso foi demais...” – Murmurei arfante e cai de costas na cama, ainda tentando controlar minha respiração e o meu coração que galopava dentro do meu peito.

Meu coração foi a boca quando ele se aproximou já sem o boxe que protegeu sua excitação e me beijou. Suspirei de encontro a seu peito e puxei sua cabeça para mais perto, aprofundando o beijo. Suas mãos vagavam pela minha cintura e subiram até meus seios desnudos. Gemi quando ele começou a acariciá-los com mais força.

Seus lábios se afastaram e Rob começou a morder meu pescoço. Ele deu uma mordida mais forte quando toquei seu membro excitado, o apertando entre as minhas mãos.

“Você me mata, Kris”

Comecei a rir baixinho e subi nas suas pernas. Pousei minhas mãos em seu tórax, abrigando-o a permanecer deitado e eu sobre ele. As minhas mãos ainda rodearam seu membro duro e pulsante, com as veias extremamente saltadas.

Olhei para seu rosto e Rob permanecia de olhos fechados com os lábios entreabertos com evidente prazer. Ele dava leves suspiros enquanto eu movimentava minhas mãos ao longo de toda a sua extensão.
Mordi os lábios aproximando minha cabeça do seu membro. Primeiro dei pequenos beijos na cabeça e ouvi Rob suspirar mais forte. É incrível a sensação de ter um homem daquele tamanho nas minhas mãos...ou boca. Ora eu lambia, ora enfiava ele quase todo na boca. Rob dava gemidos cada vez mais altos.

– Porra, Kris, to quase gozando...vem cá.
– Não...eu quero...

Ele não me ouviu. Com as mãos, segurou na minha cintura e me sentar de uma só vez em seu membro. Arfei um pouco enquanto me acostumava com ele dentro de mim.

– Eu queria ter...bebido.
– Outro dia. – Suas mãos ainda pousavam na minha cintura. – Agora, que tal trabalhar um pouquinho?

Sorri e comecei a me mexer no seu colo. Eu socava fundo mas ainda não era o bastante. Nunca era. Num movimento, ele ficou sentado e minhas pernas do seu lado. Rob beijava meu pescoço e já podia me ver toda roxa amanhã. Ele mordia com força e capturava meus lábios, me beijando com sofreguidão.

Tudo sempre era uma loucura. Como se de repente aquilo tudo podia se acabar no próximo segundo. Ele me deitou no colchão e agora estava sobre mim. Abri mais as pernas e a penetração ficou mais profunda. Rob estocava forte, enfiando até o talo e me tocando bem fundo. Agarrei suas costas com minhas mãos e com certeza se tivesse unhas maiores ele amanheceria com graves arranhões.

Rob estocou mais forte umas duas vezes e gozei. Gritei alto enquanto meu corpo relaxava. Ele ainda estava duro dentro de mim, estocando forte e alguns segundos depois sinto todo aquele liquido me preenchendo.

Ele rolou para o lado, totalmente vermelho e arfante, me levando consigo. Não que eu pesasse muita coisa. Apoiei meu queixo no seu peito, escutando seu coração voltar ao ritmo normal.
“Rob...” – Murmurei alguns segundos depois, passando a mão de leve pelo seu peito que subia e descia um pouco rápido.

“Que foi...?”

“São 9 horas ainda...”

“E...que eu...”

“Você...”

“Eu ainda estou molhada”

E para provar, cai de lado, abri um pouco as pernas e coloquei sua mão entre elas.

“Ta vendo? Eu ainda quero você”

“Que fogo é esse? “ – Rob falou num tom como se zombasse. Fiz um bico estranho mas depois sorri.

“Você me faz isso”

Virei de lado de novo e minha boca encostava-se ao seu ouvido. Dei umas lambidas e mordi o lóbulo da sua orelha. Sua mão ainda repousava na minha entrada molhada e suspirei quando ele enfiou um dedo, girando dentro de mim.

“OMG...Eu quero você de novo. Toda hora.” – Gemi baixinho.
“Def...definitivamente”

Ouvi Rob gargalhando e se levantou.

Nu e me olhava. Eu disse que estava molhada? Nada disso. Eu estava encharcada. Pingando.

OMG.

“Vem cá.”

“Oh...”

Fecha a boca Kristen! Pára de babar.Agora!

Oh..Good...

Kristen? Agora!

Ag...agora?!

Eu podia sentir uma dor no meu baixo ventre de tão necessitada que estava dele. Abri um pouco as pernas e levei minha própria mão até meu clitóris. Antes que eu começasse a fazer qualquer coisa, ele me pegou no colo. Meus seios estavam túrgidos em contato com o seu tórax.

“Pretende me raptar?”
“Talvez.”

“E...me castigar?”

“Você foi uma menina muito má.”

As contrações aumentaram assim como o calor. Apertei mais meus braços ao redor do seu pescoço, suspirando.

“Muito. Muito má...”

“Quem é o dono do seu corpo?”

“Você. Só você.”

“E quem deu permissão para você se tocar?”

Tremi.

“Ninguém.”

“E o que você merece?”

“Um castigo. Vai me castigar Rob?”

Engoli em seco e apostava que meus olhos brilhavam. Olhei em volta, percebendo que estávamos no meio de fabuloso banheiro da suíte. Rob apertou mais forte as mãos na minha cintura e aproximou seus lábios do meu ouvido.

“Pode apostar seu delicioso traseiro nisso...”
Meu coração disparou forte.

“Meu... traseiro?”

“Aham.”

E para enfatizar isso, ele massageava com mais força, arrancando suspiros mais profundos de mim.

“Você vai...”

Oh, Céus, ele ia mesmo fazer isso? Um arrepio percorreu toda a extensão da minha coluna e quase pudia suar frio. Era uma mistura de tesão e ...dor. Tinha doido tanto a primeira vez.

“Diga”

“O que...?”

“Diga o que eu vou fazer com você”

“Você...” – Engoli em seco e baixei os olhos.

OMG. Mil vezes pior...ou melhor. Seu membro já estava duro e extremamente dilatado, apontado na minha direção. Mordi os lábios e guiei minhas mãos na direção dele. Rob se afastou prendendo meus pulsos em suas mãos.

“Nem pense nisso.”

“Rob...”

“Diga...!”

“Rob...”

“O que eu vou fazer com você, Kristen?”

OMG.

“Ein?”

“Você vai...transar comigo?”

Ele riu. Há, claro, que óbvio. Claro que nós íamos transar.

“Como eu vou transar com você?”

Merda.
“Você quer...que eu fale?”

Ele sorriu, encostando sua excitação no meu abdômen. Gemi angustiada. Porque ele tinha que parecer tão controlado e eu tão...desesperada?

Vida injusta! Mundo injusto. Rob atacou meu pescoço de novo e suas mãos massageavam meus seios.

Ok...nem tão injusto. Eu tinha alguma sorte né? Ou algo assim.

“Entra na banheira e fica de quatro.”

OMG.

Eu ia o deixarele fazer isso?

Claro que vai. Rob podia fazer tudo comigo. Me arrastei até a banheira, meu corpo totalmente mole e fiquei praticamente deitada na banheira. Logo senti sua excitação perto de minhas nádegas e seu tórax nas minhas costas.

“Lembra a primeira vez que fizemos isso?”

Primeira e única vez.

“Lembra Kris? “ Ele repetiu e eu balancei a cabeça.

“Não ouvi sua voz.”

“Lembro.”

“E quando foi isso?”

Rob depositava beijos pela minha coluna e eu sentia arrepios pequenos e deliciosos. O tempo todo.

“Quando nós vimos o filme.”

Eu quase podia sentir e vê-lo sorrindo nas minhas costas.

“O último Tango de Paris” – Falamos juntos.
Sorri internamente enquanto ele passava um gel gelado nas minhas nádegas e penetrava o dedo no meu buraquinho apertado.Suspirei fundo.

“Sem manteigas?” – Murmurei arfante quando senti a cabecinha do seu membro forçar a entrada.

“Não...Daquela vez não tínhamos...foi tudo tão...”

Dolorosamente bom?

“ Excitante?” – gemi.

“Precipitado” – Rob corrigiu, forçando mais a entrada. Eu podia sentir todas as minhas pregas arrebentando. Meu corpo estava tenso e eu só sentia dor.

Como?

“Porra, Rob, você é grande demais pra mim.”

“Já coube uma vez...”

“É...”

Gritei alto quando sua mão tocou meu clitóris inchado, amo mesmo tempo que penetrava mais fundo. Era uma mistura de prazer e dor. Ele finalmente entrou todo em mim.

“E então...?”

Mexi meu traseiro e ele começou a se mover dentro de mim. Me segurei na borda da banheira enquanto ele estocava mais fundo. Então, vi estrelas.

Literalmente.

Elas pareciam mais brilhantes e se partiam na minha frente. Eu continuava gritando. Rob estocou mais fundo e senti seu liquido escorrendo pelas minhas pernas. Desabei no chão da banheira.

Ele estava do meu lado e massageava meu ombro, dando pequenos beijos pelas minhas costas suadas.

“Isso foi...”

Ele tirou o cabelo molhado da minha testa, me dando um beijo casto.

“Perfeito...” – murmurei. Ele sorriu, abriu a água da banheira e tomamos banho com pequenos carinhos e poucos beijos. Minhas pálpebras pesavam imensamente. Meu corpo estava relaxado mais do que nunca e só precisava...de sono. Acabamos o banho e ele me pegou novamente no colo e fomos pra cama.

Eu ainda senti seus braços ao meu redor e um beijo nas minhas têmporas antes de apagar e mergulhar num sono profundo.
***



Porra! Quem estava querendo me acordar?

“Kris...”

Abri os olhos forçosamente. Eles mal se mexiam. Resmunguei e me virei de lado. Senti um beijo molhado na minha costa nua.

“Acorda, Kris.”

“Merda, Rob. Você é gostoso. Mas não quero transar agora! Quero dormir.”

Ele gargalhou alto. Bem alto.

“O John ta aí na porta.”

“O que?”

“O seu agente.”

“Eu sei que ele é meu agente” – Me sentei, agora mais desperta, tentando segurar o lençol que tapava meus seios. – “Mas o que ele está fazendo aqui... OMG... às duas da manhã?”

“Mudanças de planos. O vôo vai sair mais cedo.”

Merda. Merda. Merda.

Pulei da cama, ainda meio grogue de sono e vesti minha calça. Abri a sacola que eu havia trazido e vi minha blusa cinza do filme. Amarrei meu cabelo e quase me xinguei quando vi os hematomas pelos meus braços e meus olhos inchados.

Era pedir muito uma noite de sono?

“Meu deus do céu!” – era o John me encarando da porta. – O que houve com você?

“Vai querer mesmo que eu conte?”

Rob – o discreto – começou a rir escandalosamente. Olhei furiosa pra ele.

“Não! Deus me livre.”
Ele parou pensar por um segundo antes de abrir uma sacola e tirar uma jaqueta amarela da bolsa.

“Veste. O aeroporto está cheio de fotógrafos.”

“Ta.”

Me olhei no espelho e ...faltava algo. Virei de costas e fui vasculhar minha bolsa procurando meus óculos. Quase chorei de frustração quando não o encontrei lá.

“Rob...” – Murmurei baixinho, fazendo a maior cara de pidona. – Por favor...

“Não, Kris”

“Rob...”

Andei mais alguns passos e pousei minha mão em seu peito, fazendo movimentos circulares com os dedos.

“Kris...”

“Por favor?”

Sorri comigo mesma quando ele me olhou derrotado e pegou o óculos na gaveta da cômoda, me estendendo. Pulei no seu pescoço, plantando um beijo molhado em seus lábios.

“Já disse que te amo?”

“Hoje não.”

Sorri baixinho e pousei minha boca no seu ouvido.

“Eu te amo!”

“Vocês dois!” – gritou. – Vamos, Kris.

Rob me soltou.

“Até a alguns dias.” – ele murmurou e fiquei triste. Tentei um sorriso forçado.

“Se eu souber que você pegou alguma japonesa...já sabe...”

“Uma de você é mais do que suficiente.”
Comecei a rir e de repente ele me puxou para um abraço, alisando minhas costas. Suspirei fundo, afundando meu rosto no seu tórax. Eu amava aquele cheiro.

O cheiro dele. Incontestavelmente.


[...]


“Cadê o Tay?” – perguntei já dentro do carro e vasculhando minha bolsa em busca do meu iphone. Abri e fechei a boca umas duas vezes.

“Já deve estar no avião”

“Hum...Claro.” – Suspirei, pondo os fones no meu ouvido. “Eu preciso dormir.”

“Depois, Kris, chegamos.”


Kris chegando no aeroporto do Lax - 3 da manhã - 30 de Outubro


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