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Doce Novembro - Capítulo 1


LOS ANGELES – 29 DE OUTUBRO.

Eu olhava para fora do avião e já dava para ver minha cidade. Los Angeles. Depois de longos meses em Vancouver, praticamente infurnada, eu voltava para casa. Não que fosse passar muito tempo lá. Só era um dia.

– Ei.

Estremeci e quase bato nele. Alguém acredita que a nova mania do Rob era enfiar o dedo no meu ouvido?

– Rob. Você tem que parar com isso.
– Por quê?
– Porque é...ridículo?
– Você estava distraída. Pensando em mim?
Céus!
– Eu não penso em você 24 horas por dia.
– Claro que não. Esse sou eu.
Sorri de lado e beijei seus lábios.
– 24 horas por dia é?
– Hun...Não. Quase isso.



Comecei a rir e Chris começou a olhar pra nós. Me aconcheguei mais perto dele e evitei os olhares que provavelmente eu estava atraindo.

– To com frio.
– Você está vermelha.
– É nada. Me dá sua jaqueta.
Ele deu.
–Sabe a primeira coisa que vou fazer ao chegar em casa?
– Dormir, Kris?
– Não. – dei de ombros. – Fumar.
– Você pode fumar comigo.
– Muito engraçado.
– É SÉRIO. Dorme comigo no hotel.
– Rob...a gente vai chegar hoje.
– E amanhã você vai pro Brasil.
– E você pro Japão.

Não que eu me importasse eu ir pro hotel dele. E não deu em nada porque já íamos aterrissar.

– Você vem? – Ele ainda sussurrou. Sorri e balancei a cabeça. Ele sorriu de volta. No aeroporto coloquei o capuz e a minha pior cara e saí no saguão, só olhando em frente. Rob estava com a mania de sair na minha frente, como se pudesse me proteger das fotos e dos paparazzis. Ele mais do que ninguém sabia o quanto eu odiava isso.

Peguei meu carro e parti pra casa. Estava quase estacionando quando meu celular tocou. Era ele.

– Vem pra cá?
– Vou.

O que eu podia fazer? Negar? Como se essa possibilidade fosse possível algum dia. Não quando estávamos juntos. Como era mesmo que ele falava?

“Eu Deslumbro você”

Pior que era verdade. Ele me deslumbrava. Me deixava nervosa. Inevitavelmente um sorri brotou em meus lábios e sai do carro, ainda com o celular na mão. E eles estavam lá. Com suas malditas câmeras. Nesse dia eu não corri. Quase tinha esquecido que eles acamavam em frente da minha casa.

Da minha. Não dos meus pais. Eu contei? Me mudei faz dois meses.

___________

Kristen chegando em casa:


TARDE DO DIA 29 DE OUTUBRO

Eu acho que bati na porta umas três vezes e quase engasgo com a coca-cola que eu tomava.

– Puta que pariu, Rob!

Empurrei com minhas mãos ele de volta para dentro do quarto e entrei, fechando a porta e jogando minha mochila no chão.

– Que foi?

Droga!

– Você está nu.
Ele riu.
– Não estou. To de toalha.
– E pingando.
Ele sorriu de novo e comecei a sentir as malditas borboletas no estômago.
– Acabei de sair do banho.
Fiz bico e cruzei os braços.
– Você entendeu a porta...e nem perguntou quem era. E ainda assim!
– Quem mais seria?

Ele virou as costas pra mim, tirou a toalha e foi pegar uma roupa na mala.Ok, eu meio que estava acostumada a ver ele nu mas mesmo assim...

OMG.

Engoli em seco e me aproximei dele.

– Qualquer pessoa. Uma fã louca...camareira...qualquer uma.
Ele riu estupidamente na minha cara.
– Era você.
– Estúpido.
–Você gosta.

Rob, ainda nu me imprensou na parede e beijou minha boca. Suas mãos repousavam na minha cintura e não davam mostra de sair dali. Aproveitando o momento de surpresa, ele pôs a perna nua entre as minhas.

– Hun...eu preciso de um banho antes.
– Não...precisa.

Oh, merda. Como uma pessoa pode ser forte quando o lindo espécime do sexo masculino beijava meu pescoço daquele jeito?

– Eu... – respirei fundo. –Preciso.

Juntei todas as minhas forças e espalmei minha mão em seu tórax. Em seguida, olhei firme pra ele.

– Banho. Eu preciso.
– Vai me deixar assim?

O “assim” era seu membro inchado e duro apontando pra mim.Sorri comigo mesma e me afastei de vez dele.

– Não mandei você me atacar. – Falei e corri para o banheiro.
Sai do banheiro ainda enrolada na toalha e com meus cabelos pingando. Robert estava perto da janela e fumava.

– Oi.

Ele apenas me olhou sem falar nada. Eu o abracei pelas costas e afundei meu rosto em seu corpo.

– Rob, você não está zangado comigo por causa...
– Eu não estou.

Ele gargalhou e foi como se meu coração se aquecesse. Rob girou e me levantou pela cintura. Nossos rostos ficaram na mesma altura.
– Você é tão baixinha e...teimosa.
– Vamos fazer de conta que você não é teimoso também.

Ele agora me segurava pela cintura e cruzei minhas pernas ao redor do seu corpo. Segurei com as mão seu pescoço e toalha caiu até quase a cintura.

– Hum... Acho melhor você se trocar se não quer...

Comecei a rir e ele me soltou no chão. Fui até a minha bolsa e peguei uma blusa e short e vesti rápido. Andei até ele de novo.

– Satisfeito?
Rob riu, me agarrando e por um momento ficamos quietinhos, como se algo tivesse para acontecer. Meu coração deu um pulo quando sentia a respiração dele na minha nuca.

– Você viaja quando?
– Amanhã. – suspirei. – E você?
– Daqui a dois dias.

Minha respiração ficou mais pesada quando eu pensava que a gente não ia estar juntos. Mas no fundo era melhor assim.

– Promete me ligar? – Não deixei ele responder. Apenas me virei. – Podemos só dormir hoje?

De repente minhas pernas não tocavam mais no chão. Rob me pegou no colo e nos deitamos na cama. Pousei minha cabeça em seu peito descoberto e tentei dormir.

– Pare de pensar, Kris. E fecha os olhos.
– Como você sabe que eu...
– Fecha os olhos.

Suspirei mais pesadamente e tremor passou pelo meu corpo. Rob me apertou mais entre seus braços. Em algum momento, fechei os olhos e dormi.


***
Um barulho irritante de telefone foi o que me acordou. Abri os olhos e de alguma maneira, durante a noite, nossos corpos se enroscaram mais ainda. Me afastei de seus braços, e peguei meu celular que tocava. Olhei o relógio na cabeceira da cama. Eram quase dez horas da manhã.

“Alô?”

“Kristen. É o John”

Oh, merda. Já vinha bomba.

“O que foi agora?”
“Marcaram uma reunião no Estúdio 31 antes do almoço. Para falar sobre os eventos e dar sua agenda.”

Contive um gemido. Meus olhos passearam pelo corpo do Rob que dormia ainda.

“Estou indo então.”

Ouvi John resmungar algo do outro lado.

“Kris, o Rob está por aí?”

“Por quê?”

“A agente dele não está conseguindo entrar em contato”

“Está” – resmunguei, contrariada.

“Peça pra ele ir também”

Ouço mais burburinhos do outro lado.

“Em carros diferentes”

“Ok.”
Desliguei o telefone e sai correndo para o banheiro. Troquei meu short por uma calça. Peguei um casaco do Rob jogado na cadeira e vasculhei meus óculos na bolsa. Liguei para a recepção e pedi comida.

E...Robert! Ele ainda continuava dormindo como um bebê.

Pulei em cima da cama e comecei a balançar ele.

– Merda, Robert. Acorda.

Ele finalmente abriu os olhos sonolentos. Senti um formigamento no pé da barriga quando ele se espreguiçou. Dei um grito quando ele me puxou para a cama e me beijou.

Eu precisava disso, mas tínhamos que ir. Com relutância afastei meus lábios dos dele.

– Temos que ir. – Sussurrei, ainda com a respiração arfante.
– O que?

Então ele olhou pra mim. Efetivamente.

– Oh, você está vestida.
– O John ligou. Temos reunião antes de começar o tour do filme. Sua agente não conseguiu falar com você.

Ele me soltou e rolou os olhos, passando as mãos pelos cabelos.

– Se veste. E vamos.

Ele se levantou como um robô
– E em carros diferentes. Você sabe...
– Kris...
– O que?

Ele fez uma cara de sofrimento que meu coração deu um pulo. Algo estava errado?

–Eu... Estou... Com fome.

Gargalhei e deu um beijo rápido nele.

–Já pedi.
Ele riu.
–É por isso que eu amo você.

Um pouco mais tarde...

–Mãe? O Cam ta aí?

– Lembra que tem mãe é?

– Mãe, sem dramas. Preciso do meu carro.

– Vem buscar.

– Mãe!

– Tem noção do que vai acontecer se me virem saindo do hotel do Rob?

–Tá. O Cam leva até aí. Depois ele volta de táxi.

–Mãe...Depois que essa loucura passar a gente se fala.

–Tá.

Ela desligou. Ainda encarei o telefone por alguns segundos. Gemi quando Rob beijou a base do meu pescoço.

–Que foi?

–Minha mãe resolver regredir sua idade mental.

Ele riu.

– E o carro?

– O Cam já ta trazendo.


***
Rob foi na frente e esperei o Cam trazer meu carro. Sorri quando vi meu irmão. Mas sua cara não era das melhores.

–Aí está.

–Que foi?

–Ela está...irritada...com você.

–Tenho que ir.

Pulei dentro do carro e pus os óculos. Ultimamente eu não saia mais sem eles. Prendi meu cabelo de qualquer jeito.

–Liga pra ela.

–Eu vou...mais tarde. Você...vai ficar bem?

–Claro.

Ele sorriu e em distanciei com o carro. Cheguei logo ao estúdio e mal pus os pés para fora sento flashes em minha direção. Algum dia eu perderia o controle e algum deles ia parar no hospital...e eu nas capas de todas as revistas.

Kristen chegando ao estúdio – 30.10 – 13 horas

Perfeito.

Saí correndo do carro e John e Taylor me esperava do lado de fora.

– Você demorou.
– O Cam teve que trazer meu carro.
– Certo. Vem. Ainda tem muito o que fazer antes de você ir pro Brasil.

John andava na frente e Taylor do meu lado. Ele estava estranhamente calado.

– Preciso de um cigarro. – falei. – Você tem um?
– Não. Eu não fumo.

Sorri sem graça dando um murro no seu ombro.

– Você tá tão grande.

Ele riu e quase pulei de susto quando o Rob agarrou minha cintura. Seu cheiro era inconfundível.

– Tem um cigarro? Preciso fumar.

– Tem alguém se tornando dependente. – Taylor sussurrou. Rob apertou minha mão na sua e tirou um cigarro do bolso.

– Meu herói! – Quase pulo no pescoço dele.

– Dá pra vocês se controlarem um pouquinho?

Taylor ficou sem resposta. Rob soltou minha mão, mas ainda permanecia ao meu lado. Suspirei fundo antes de entrar na sala de reunião com a Summit. Eu não guardava boas lembranças daquela sala.

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