Acho que era a terceira vez que eu bocejava. O Tay grunhiou do meu lado.
“Porque não dorme de uma vez, Kris?”
“Não to a fim.”
“Você está caindo de sono.” – Ele deu um risinho.
Decidi ignorá-lo. E pela sétima vez desde que embarcamos no avião eu olhava para o maldito celular que não tocava.
Nenhuma mensagem.
Oh, merda. Porque era mesmo tão difícil?
“Sabe, às vezes esses aparelhos às vezes não funcionam nas alturas.”
“É...Claro.”
Eu estava tentando admitir pra mim mesma que ele poderia simplesmente estar dormindo. Olhei pro relógio. Eram quase cinco horas da manhã. O dia praticamente estava amanhecendo. E ele não tinha sentido minha falta.
“Acho que estamos quase chegando.” – Taylor falou, se levantando.
“Onde você vai?”
“Por ali...” – ele desconversou e o vi conversando com a aeromoça. Poupe-me né? O que ele era? Um adolescente cheio de hormônios que não poda se segurar? Ok, ele era, mas quem ligava?
Oh, deus, eu era uma ainda. Suspirei e fechei os olhos, tentando com força dormir um pouco já que isso eu não tinha conseguido ainda. Então, algo tremeu. Abri os olhos com força.
Era meu celular.
Um sorriso discreto brotou em meus lábios enquanto lia a mensagem. Taylor praticamente pulou do meu lado e fechei o celular.
“É muito engraçado o jeito como você fica.”
“Não sei do que você está falando, Taylor” – falei, guardando meu celular no bolso.
“ Ok, faz de conta que eu não sei que foi o Rob que te mandou...”
“Eu fico normal”
“É claro que fica, Kris.”
Fechei minha boca no momento que o John apareceu, dizendo que íamos aterrissar. Respirei fundo e fechei os olhos por um segundo. Meu corpo doía muito além da conta. Eu precisava de uma noite de sono. Imediatamente.
Foi só colocar o pé no saguão do aeroporto quando vi uma multidão nos esperava. Ok, era tudo tão constrangedor...eles gritavam meu nome. Foi rápido e pudi respirar normalmente quando entramos dentro do carro. Olhei para o lado e ele estava vermelho.
Kris no aeroporto do Brasil - Manhã do dia 31
Absurdamente vermelho e bem...meio chocado.
“Que foi? – falei, tentando manter meu cabelo preso”
“Eles...elas...eles...sei lá...”
Taylor gaguejava e me prendi para não rir.
“O que foi?”
“Merda, Kristen! Pegaram na minha bunda! Tem noção do que é isso?”
Não, eu não tinha. Então, soltei a gargalhada que estava presa na minha garganta. John olhou para nós, com um meio sorriso nos lábios.
“Não é engraçado”, ele bufou amuado e fez uma tromba enorme.
O carro andou rapidamente e quando eu vi já estávamos no hotel. Entramos por um a entrada lateral e ninguém nos viu. Ninguém tirou fotos. Pelo menos até agora. O elevador demorava e olhei para o segurança que dava quase três de mim. Como demorava. Olhei em volta e estava praticamente tudo vazio. Taylor ainda estava com uma tromba enorme e não falava comigo.“Ei”
Me aproximei dele, trocando em seu braço musculoso.
‘Me deixa, Kris.”
“Ok.”
Meu deus, porque ele era tão infantil? Só tinha músculos mesmo! Eu não queria nem contar as vezes que já tocaram no Rob desse jeito. Lembrar dele fez surgir um sorriso brilhante em meus lábios.
Enfim, o elevador chegou e entramos em silêncio. John me deixou em meu quarto e tinha agora dois seguranças na porta do meu. Era realmente necessário tudo isso?
“Vamos comer daqui a pouco. Descanse...essas suas olheiras...”
“Eu sei...eu sei...vou tentar.”
Entrei no quarto absurdamente grande mas só tinha o pensamento de me deitar. As malas ficaram perto da porta e eu me joguei na cama, tirando os sapatos no caminho. Os óculos voaram longe quando me deitei. Fechei os olhos e acho que cochilei. Fui acordada com o barulho estridente do meu celular. Abri os olhos, ainda confusa e me dei conta que estávamos no Brasil. Em outro país. Atendi o celular mecanicamente e vi as horas. Não tinha conseguido dormir nem meia hora.
“Alô?”
“Kris?”
“Rob!”
De repente meu sono tinha passado e eu me vi estranhamente disperta.– Sentiu minha falta?
Sua voz reverberou pelo telefone e me fez ficar trêmula. Suspirei mais fundo, aconchegando-me melhor na cama.
– Hun...Não.
Ele gargalhou do outro lado e meu corpo ficou subitamente alerta.
– Eu sinto sua falta. – Rob falou tão baixo que por vezes eu imaginava se ele existia de verdade. Quase podia sentir sua respiração abafada na minha nuca. – Nós sentimos a sua falta. – seu tom de voz se tornou mais brincalhão.
Nós? OMG. Ele falava dele e do...
Imediatamente minha temperatura sumiu mais e minhas roupas tornaram-se – insuportavelmente – incômodas e excessivas. O Brasil fazia calor demais né?
– Você ainda tai?
Jura que ele pensava que eu poderia desligar o telefone.
– To – sussurrei tão baixinho que meus ouvidos mal reconheceram minha voz aguda.
– Kris... Onde você está?Eu ri.
– Brasil. No hotel.
– Em que parte do hotel?
– No meu...quarto?
Silêncio.
Silêncio.
Então um baque.
– Rob... Rob? Robert!
– To aqui. To aqui. Só caí…da cadeira.
– Você... – pausa – caiu?
– É.
– Ta sozinha?
– Eu...- olhei em volta – to sim.
– E faz mesmo calor aí?
Muito. Demais. Insuportável. Comecei a esfregar uma cocha na outra. Merda. Eu estava ficando excitada e ele estava do outro lado do globo terrestre.
– Fa... faz. Muito.
– Então...tira.
Engasguei. Com certeza eu tinha entendido errado não é?
– O que?
– Tira a roupa, Kris.
Eu já falei merda? Não? M – E- R – D – A.– Rob...
– O que você está vestindo?
– A calça. O casaco. Outra blusa. E outra.
– Tira agora.
Olhei para o meu próprio colo, não acreditando que eu faria mesmo aquilo. Ele queria que eu pirasse. E só de imaginar ele nu e duro do outro lado me senti sem ar. Pausadamente, tirei o casaco, as blusas, a calça... Quase tudo. Lá estava eu, apenas de calcinha e sutiã, arfando e esperando que ele falasse algo. Eu podia escutar a sua respiração descompassada do outro lado e fechei os olhos, tentando me lembrar do seu cheiro, do seu corpo, da incrível sensação que atravessava todas as minhas células quando ele me invadia. Sem me conter e me sentindo expectante, minha mão vagou insolente até o meio das minhas pernas e pressionei meus dedos contra a minha abertura molhada.
– Você está se tocando?
Porra. Juro que eu podia gozar só ouvindo a voz profunda do Rob pelo telefone. Merda. Eu precisava dele.
O que poderia falar nesse momento? Meu centro nervoso pulsava, molhado, entre os meus dedos, coberto apenas pelo pano praticamente transparente da minha calcinha.
– Eu... – arfei - To. Eu...queria...você aqui.
– Eu também, baby. Eu também.Outra pausa e meus dedos pressionaram mais forte a minha intimidade.
– Você tirou tudo, Kris?
Oh...meu...deus...
– Quase.
– Tira tudo. Fica nua pra mim.
– Rob... – oh, droga...- Alguém pode ver.
– Tira. – sua voz soou mais forte e eu tremi.
O que eu não faria por ele? Por mim?
Então, desabotoei meu sutiã e meios seios ficaram desnudos. Desci, vagarosamente a calcinha pelas minhas pernas. A sensação de quentura em meu corpo foi mais forte ainda.
– Abre as pernas. E coloca seus dedos dentro de si. Como se fosse eu. Como se não tivesse kilômetros nos separando nesse momento. Como se não tivesse mais nada no mundo. Só eu e você, apenas.
Eu deslizei meus dedos pelas minhas dobras úmidas e arfei pelo contato. Fechei os olhos e aumentei o ritmo a medida que Rob dizia coisas sacanas pelo telefone. Por um momento, me imaginei na nossa cama e em vez dos meus dedos, era ele me preenchendo. Eu soltava pequenos murmúrios e gemidos cada vez mais altos.
– Quero ouvir você gozar. Mais rápido Kris.
Porra. Eu tava gozando. Pelos meus próprios dedos. A respiração dele do outro lado também estava descontrolado.
– Agora vou ter que tomar banho. – Ouvi Rob falar e tentei não pensar nele novamente nu e sozinho, se tocando e gozando do outro lado do globo. E então a sua risada. Meu corpo estava gozado, saciada, vermelho mas isso não impediu que uma onda costumeira de prazer o percorresse, me deixando ainda mais extasiada.
Antes que eu pensasse em mais alguma coisa, soaram batidas na porta. Tava demorando demais...
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