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Doce Novembro - Capítulo 4


Capítulo 04 - México

Eu mal pudia acreditar que em meia hora estaríamos no México. Passei a mão pela minha testa, tentando evitar que o suor se acumulasse na minha testa. Estava absurdamente quente. Já era o quarto copo de água que eu bebia quando o avião anunciou que pousaríamos. Por pouco... Muito pouco eu não pulo. Taylor voltou ao seu lugar, depois de passar quase uma hora falando com a aeromoça. Poupe-me né?


Eíamos passar menos de vinte e quatro horas no México, pois no mesmo dia voltaríamos para Los Angeles onde aconteceria mais um evento de fãs. Não sei qual milagre fizeram mas conseguimos chegar até ao hotel sem ser percebidos.



– Tem uma hora, Kristen – John anunciou, saindo do meu quarto. Em uma hora eu conseguiria tirar um cochilo? A sensação que eu tinha naquele momento era que poderia dormir uma semana direto.

Tirei a roupe e me joguei na cama macia. Fechei os olhos. Nada. Eu não conseguia dormir. Argh! Eu estava cansada demais para dormir. Quem sabe um banho? Praticamente corri até o banheiro e quase grito de alívio quando a água quente percorreu o meu corpo. Eu estava me ensaboando quando o telefone toca.

Isso era algum tipo de brincadeira?

Deixei ele toar. E tocou. Acho que umas cinco vezes. Suspirei, quando, enfim, aquele som irritante parou. Terminei o banho e saí enrolada numa toalha no corpo e outra na cabeça. Peguei o telefone do hotel e pedi comida. Eu tinha acabado de discar para a recepção quando meu celular toca de novo. Eu atendi, sem nem mesmo ver no visor.
– Alô?
Ouvi uma risada do outro lado. A minha risada.
– Algum mexicano já te conquistou branquinha?
Eu ri.
– Como se eu visse mais do que essas paredes daqui. O John daqui a pouco chega para mais uma entrevista. Oh, eu simplesmente odeio isso.
– Kris, estou com saudades.
– A gente se vê amanhã? Vai lá em casa?

Então tocaram na porta.

– Espera. – Abri – Hey John.
– Você ainda está assim? Tem que descer Kris.
– Ta...tá. Já vou. – e fechei a porta.
– Já sei. – ele suspirou do outro lado. – Até amanhã.

Definitivamente Rob estava estranho mais do que de costume. E outra batida na porta. Saco! Eu já vou indo!

E lá estávamos de novo no avião, só que dessa vez voltávamos para Los Angeles. Peguei meu i-phone e um livro. Claro que isso não durou muitos segundos, Taylor já me cutucava e eu tentava – seguidamente –ignorar seus chamados, até que ele tirou meus fones e praticamente gritou dentro do meu ouvido. Ele queria me deixar surdo?

– O que foi?
– Você não vai ficar lendo isso o tempo todo né?
Cruzei os braços.
– Faz exatamente cinco minutos, Taylor. Agora...posso?
– Meu deus! Como você é chata! – ele resmungou – Não sei como o Rob te agüenta.

Nem eu. Mas isso não é da conta dele.

– Engraçadinho. Vamos lá. – fechei o livro – O que você quer?
– Hun...nada, Kris.
– Há, vamos lá. Não sou estúpida. Você quer alguma coisa. – falei, estreitando os olhos, enquanto Taylor dava um sorriso.
– Ok, ok, já que você insiste...
– Eu insisto? Era só o que me faltava.
– Posso falar?
– Aham...
– Num tem a Dana?
– Meu irmão?
– exato. – ele falou, dando um sorriso brilhante.
– O que você quer com meu irmão?
– Hey...nada demais. Seu irmão está com uma coisinha minha.
– Coisinha?
– Uns telefones...
– Certo e...
– E que eu quero de volta.
– E porque você não pede?
– Longa história. – Ele suspirou, adquirindo uma posição mais rígida na cadeira. Porque aquela história ficava mais e mais confusa? E ele continuou – Então, Kris...você poderia pegá-la pra mim?

Ele estava mesmo falando sério?

– Vejamos... Deixa-meeu ver se eu entend.. Você tirou meus fones...atrapalhou a minha leitura porque quer que eu pegue sua agenda que sei lá como ficou com meu irmão e você ainda quer que ele não saiba de nada?
–Exato! Pode fazer isso porque eu...
– Tay..Olha pra mim...olha bem pra mim.
Ele olhou.
– Em que mundo você pensa que eu vou bancar a ladra?
– Não seria bem roubo Kris...eu perdi uma aposta e ele...Meu deus, como você é exagerada! Mas então...vai pegar?

Não ficou claro?

– É claro que não! – Gritei – Agora você pode fazer o favor de me deixar terminar de ler o livro?

Ele parecia querer falar mais e eu o interrompi.

– ...A não ser que você queira que Dana saiba que você está atrás da agenda...

Não precisei falar de novo. Ele mesmo pos os fones no meu ouvido e se levantou da cadeira.

Ótimo!

[...]

A viagem de volta foi mais rápida do que eu pensava e de novo estávamos aterrissando em Los Angeles. Ele ainda estava com a pior cada do mundo quando olhava pra mim. Oh, poupe-me...não estava a fim de lidar com essas infantilidade a essa hora do dia. Não mesmo. Peguei meu carro e fui até em casa. Só para dar um oi, comer e dizer que estou viva.

– Hey...mãe. – Cheguei na cozinha depois de um banho. – Algo pra comer?

Ela riu de algo que o Cam falava e mostrou a geladeira pra mim. Olhei de lado para Dana e quase ri quando ele estava com uma agenda na mão. Seria aquela agenda do Taylor?

– Vai ficar mais tempo dessa vez?
– Hun...- provei um sanduíche – Vou ver o Rob.

Ela apenas balançou a cabeça enquanto eu já quase corria para a saída. O que era estranho era que o Taylor não estava ali. O que poderia estar aprontando. Cheguei em casa e ainda tudo estava escuro. O Rob provavelmente nem tinha chegado ainda. Ela era bem afastada de tudo. Abri a porta devagar e ia acender a luz quando duas mãos fortes me agarram e tapam a minha boca.

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