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Bring Me Flowers - Capítulo VI


CAPITULO VI


Sara.


Eu não me cansava de olhar para seu rostinho rosado. Ela dormia descansada na sua cama minúscula. Ajeitei o lençol ao seu redor, dando um beijo em seus cabelos castanho-claros. Sara se mexeu um pouquinho, abrindo a boca, virando-se para o outro lado. Eu sorri, saindo do quarto vagarosamente encontrando o meu marido do outro lado. Me esperando.




– Tudo bem? – Ele tocou na minha testa meio inchada pelo baque do banheiro.




–Sim... Não foi nada. – Murmurei, pegando em sua mão e indo até a sala.


– Você desmaiou. Nós deveríamos... - eu toquei em seus lábios e Rob parou de falar. Pisquei os olhos, acariciando seu rosto preocupado com a mão livre.


– Estou bem. – sorri. – pára de se preocupar. – Me aconcheguei junto a ele no sofá, pondo as pernas unidas e rodeando meu braço pelo seu tórax, apoiando minha cabeça em seu peito. Suspirei, contando os botões de sua camisa. Rob alisava minhas costas. Eu estava tão cansada. Foi quase instantâneo quando o sono se apoderou de mim.



Eu não tinha idéia de quem era essa Sara mas meu corpo pareceu ter vontade própria e me virei. Meus olhos cresceram assustadoramente. Um homem enorme vinha quase correndo, tentando buscar a garotinha que corria. Deus! Ela parecia disparar. Desde quando crianças conseguiam correr tanto.


E então ela parou.
Na minha frente.
Seu rosto estava rosado. Rubro. Seu cabelo molhado. Ela usava um vestido azul de princesa que chegava até os seus pés.


Ela era a Sara.

E estava bem na minha frente.
Olhei em volta e a Alice pôs a mão no rosto, chorando copiosamente. O homem maior se aproximou de nós.

– Sara! – Ele gritou. Os olhos da garotinha duplicaram de tamanho e agarraram minha mão. Ela era tão pequena. Seus dedos apertaram com força a minha mão. Pisquei meus olhos quando vi ela choramingando. Isso tudo durou poucos segundos quando o homem grande apareceu e a pegou no colo, levando rapidamente ela para dentro de casa.



– Kris... - Alice aproximou-se, enxugando as lágrimas. – Oh, me desculpe...Ele era o meu irmão. Tom...


– A menina...ela...


– A Sara. Minha sobrinha.

Certo. Sobrinha dela. Mas eu não conseguia esquecer seu rosto rosado e o modo como ela segurou em minha mão. Cruzei os braços, como se algo estivesse faltando ali.


– Ela...- gaguejei. – Ela ...sua sobrinha...agarrou minha mão...e estava chorando, Alice...

–Oh...ela...

– Ela estava chorando. É uma criança. Chorando.

– A Sara está doentinha... Por isso...ela estava tentando escapar. A Sara adora o jardim...Igual a mãe.

– Certo. – suspirei – Vou indo. Melhoras para a sua sobrinha. – sorri. – Ela é linda.

– É sim.

                Apenas balancei a cabeça, indo embora. Estava no portão quando a vi de novo. Ela tinha o rostinho colado na janela transparente. E estava tão vermelha. Ela parecia estar chorando ainda. Travei minhas mãos, olhando para a Alice que seguiu meus olhos, vendo a sobrinha. Ela suspirou, balançando a cabeça como se não soubesse o que fazer.

– Até mais. Boa sorte no batizado do seu filho.

– Filha.

– O que?

– O meu bebê. É uma menina.

– Oh...eu...pensei...é que esses sapatinhos são azuis. Aí...

Ela sorriu, apertando com mais força o presente em sua mão.
– Isso foi coisa da minha cunhada...Um dia eu te conto.

– Claro.


E fui embora com o coração pesado. Peguei o primeiro táxi que encontrei. Começou a chover forte e me encostei-me ao banco do carro, sem tirar a imagem daquela garotinha da minha mente. Mas que coisa! Fechei os olhos com força, balançando a cabeça, de modo que desse jeito eu pudesse tirar isso da mente.



Cheguei logo em casa, me jogando na cama, com a mão sobre os olhos.Porque eu estava chorando? Ainda chovia lá fora. Apaguei a luz do apartamento e fiquei encolhida na minha cama. Vez ou outras imagens se sucediam, me fazendo arfar de medo.

Em algum momento acho que adormeci ouvindo a canção melodiosa do meu vizinho. Porque ele tocava tanto tempo? Suspirei, tentando achar uma posição mais cômoda, de olhos fechados ainda.


E lembrei dos meus pais. Era incrível que a poucos meses atrás eu não estava sozinha...e agora...completamente só.


Ninguém consegue entender o quão desesperador a solidão pode ser até que você a viva em toda a sua plenitude.


Eu adormeci completamente com uma sensação de alguém me abraçando. Alguém conhecido e que inconscientemente fazia muita falta.
E eu nem mesmo entendia o porquê.
Eu só sentia.
Era uma falta que estava sendo preenchida naquele momento.

Eu nunca vou deixar você...Você pode não me ver, mas vou estar com você, meu amor.


Sabe quando você está prestes a lembrar de algo muito importante mas não lembra?

A lembrança parece estar numa corda bamba entre o sonho e o real.

Então eu adormeci completamente. De novo.

E estava escuro. Mais uma vez...

Um comentário:

  1. nossa..... mas o q será q acontece!!!! quanto mistériooo

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