CAPITULO VII
Nada é mais belo do que o os primeiros raios de sol depois de uma madrugada escura.
Eu não faço idéia se você é a pessoa certa
Mas eu gosto de você,e eu gosto de como você me faz sentir
Eu quero fazer isso direito
Não quero desperdiçar essa noite
Mas eu estou mergulhada Mergulhada no teu amor
Me traga flores e fale durante horas
Uh,Eu gosto de você, Uh eu gosto de como você me faz sentir
Beije meu rosto,o teu abraço quente
Uh,Eu gosto de você,Uh eu gosto de como você me faz sentir
Eu estou com um pouco de medo de te abraçar forte
Porque eu devo nunca mais te largar
Presa no teu sorriso,estou feliz como uma criança
Mas eu continuo mergulhando,mergulhando no teu amor
Me traga flores e fale durante horas
Uh,Eu gosto de você,Uh eu gosto de como você me faz sentir
Beije meu rosto,o teu abraço quente
Uh,Eu gosto de você,Uh eu gosto de como você me faz sentir
Seu coração dá por nada em troca
E eu estou pegando,pegando você pra mim
Presa no teu sorriso,estou feliz como uma criança
Mas eu continuo mergulhando,mergulhando no teu amor
Me traga flores e fale durante horas
Uh,Eu gosto de você,Uh eu gosto de como você me faz sentir
Beije meu rosto,o teu abraço quente
Uh,Eu gosto de você,Uh eu gosto de como você me faz sentir (HOPE)
Às vezes, a pessoa que você realmente precisa é a única que você não pensou que queria. Meu pulso acelerou.
Algo não estava sem seu devido lugar.
Algo de muito errado estava acontecendo.
Mas o que podia ser?
Sabe aquela impressão de que algo falta? Que essa não é a vida de que você quer e devia viver? Aquela garotinha...ela...Deus! Ela me lembrava alguém. Como eu podia ter saudade de algo que eu nunca tive?
Levantei num pulo da cama, deixando o lençol cair no chão. Eu ainda estava com aquela sensação boa de alguém me abraçando. Perto de mim. Aquela sensação de alguém comigo. De nunca estar sozinha.
Suspirei olhando ao redor.
Sozinha.
Eu parecia sozinha. Mas tão sozinha.
Peguei o telefone e liguei para a Jill. Ela atendeu no terceiro toque.
– Alô? Jill?
– Kris! Algum problema?
Balancei a cabeça, mexendo nos cabelos que caiam ao redor do meu rosto.
– Não...Não...Eu só...estou indisposta. Não irei hoje. Se quiser pode fechar a loja ok? Amanhã nos falamos.
– Eu posso ajudar?
– Não...Eu...Não. Até mais tarde Jill.
Desliguei o telefone soltando um longo suspiro e corri para o banheiro. Existiam certas coisas que eu devia fazer. A gente nunca sabe se hoje é o último dia de nossas vidas até que ele seja.
Sorri para o espelho, prendendo firme meus cabelos em um rabo de cavalo no alto de minha cabeça. Alisei o vestido que chegava ao meio das minhas coxas. Calcei uma sandália baixa. Pronto.
Tudo pronto.
Eu fechei a porta, ainda escutando a música suave que me fazia ter sensações de deja vu. Ignoro completamente os motivos que me fizeram sair do meu casulo em minha casa, caminhar o corredor e dar pequenas batidas na porta do meu vizinho. Eu mantive minha respiração suspensa...como se com o que eu pudesse ver de alguma maneira louca pudesse explicar meus sonhos.
Eram sonhos certo?
Ele também podia me chamar de louca.
Podia sim.
Mas e daí?
Eu não me importava.
A música parou de tocar e eu comecei a ficar nervosa. Ouvi os barulhos mínimos dentro do apartamento e um barulho de metal, então a porta foi aberta.
Eu arfei.
Droga.
Pisquei umas três vezes, finalmente me lembrando.
Finalmente sabendo o porquê de aquela música ser tão importante.
E da pequena garota.
E desse homem.
E de todos...
Alice...
Meu bebê...
Meu pais...
Toda a perda.
Era como ter 17 anos de novo. Foi a primeira vez que o vi.
Ele abriu mais a porta, me deixando passar. Dei alguns passos e o homem fechou a porta por detrás de mim. Nos olhamos por tanto tempo que seria impossível definir o real tempo de tudo. Silêncio. Um silêncio confortável. Não era como se o que pudéssemos falar mudasse tudo.
O silêncio pode trazer mais respostas do que a mais longa das discussões. Finalmente o silêncio foi quebrado pela sua respiração mais rápida e uma rasgar na garganta.
– Eu estava esperando você...Porque demorou tanto?
– Eu ? mordi meus lábios para em seguida lambê-los ? Quanto tempo eu perdi?
– Muito tempo. ? Ele suspirou, me olhando mais atentamente. ? Quatro meses.
– Ohhh...- suspirei ? Obrigada por não desistir de mim.
– Como poderia?
Rob então abriu os braços e eu me abriguei neles, solvendo seu cheiro único. Da única pessoa que me fazia me sentir em casa. Do meu primeiro e único homem. Da que sabia todas as minhas fraquezas e mesmo assim não desistiu de mim.
Apertei com mais força o seu peito, solvendo aos poucos seu cheiro. Seu gosto.
Foi com 17 anos que eu o encontrei. Era um dos garotos que o meu pai ajudava. Eram crianças que tinham lares desestruturados. No caso dele, o pai bebia muito e mãe morreu. Foi no dia que eu voltava de meu colégio quando eu o vi. Quando realmente o vi. Engraçado como certas situações tem de acontecer para que nós pudéssemos encontrar nosso verdadeiro caminho.
Ninguém nunca falou que a felicidade era fácil.
Ao contrário.
Ela é cercada por um longo e tortuoso caminho.
Mas há...valia muito a pena.
De várias maneiras possíveis.
Então eu o vi. Chorando. Ele chorava como um garotinho mas já era um homem. Meu coração se partiu em milhões de pedaços em ver aquele homem de 24 anos chorando. Sem resistir, me aproximei.
– Ei...o que houve?
Em nenhum momento ele tentou enxugar as lágrimas. Seus olhos continuavam brilhando quando ele falou da morte do pai. Sem pensar duas vezes eu o abracei e ficamos por lá por um longo tempo.
O tempo real nunca pareceu importar para nós. Ele corria de um modo totalmente diferente do que realmente era.Eu nunca poderia imaginar que encontraria minha alma gêmea aos 17 anos.
Mas encontrei...
Deus, eu tinha encontrado.
E nada parecia mais certo do que nós dois. Os poucos anos se passaram e logo eu completei 20 e ele 27. Nos casamos poucos meses depois de meu aniversário. Antes do ano chegar ao fim eu descobri que tinha ficado grávida.
A minha pequena Sara.
O meu pedacinho do céu.
Ela tornava a minha vida o mais completa possível.
Eu, Rob e Sara. Era nosso pequeno ninho.
Foi então que aconteceu.
Que tudo mudou.
Que a minha vida virou de ponta a cabeça.
Eu nunca pensei que viveria um dia pior do que aquele.
Foi terrível.
Eu fui atropelada.
Só de lembrar meus ossos doíam demais. E a extensão do meu acidente seria bem maior do que eu pensaria no começo. Tinha acabado de sair de uma loja de roupas para bebês. Comprei um pequeno sapatinho azul para a Alice. Fazia uma semana que ela tinha descoberto que estava grávida.
Deixei o pacotinho dentro da minha loja quando lembrei ter esquecido a bolsa dentro do carro. Eu atravessava a rua para o quando o carro com um bêbado veio bem em minha direção. Foram apenas alguns segundos. Alguns estúpidos segundos que fizeram eu perder tudo.
E a escurdão.E dor.
Muita dor.
Foi então que eu pedi.
E ele não fez nada a não ser aceitar.
E numa madrugada fria eu era apenas Kristen.
Sozinha.
Dona de uma loja de flores.
Sem marido. Sem filha. Sem família.
Era apenas eu.
Nunca foi tão ruim ser sozinha. Quando nos acostumamos com um pedacinho do céu, como seria viver sem nada disso por perto?
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