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O Treinamento - Capítulo 5

E ao que parece um acordo é selado. Não sei vocês mas eu adoro esse Rob! Capítulo curto mais interessante. Comentem se quiserem o próximo!





Capítulo V

Eu acho que me engasguei com minha própria saliva. Ele estava dizendo que podia fazer isso? Que poderia me fazer encontrar com Aro? Ou ele achava que eu era algum tipo de estúpida que acreditava em contos de fadas? Eles estavam bem longe de mim.

- Você está brincando?

- Eu não sou um homem que brinca, minha querida.

- E o que você vai querer em troca...? Isso se você conseguir me fazer encontrar com o Aro, é claro.

- Você duvida? – Ele sorriu – Não duvide.  – E então me estendeu o telefone. – Ligue para lá.

Fiquei tensa.

- O que o faz acreditar que eu tenho o número?
- É claro que tem, meu bem. Não insulta a minha inteligência, por favor...

Balancei a cabeça, concordando. Aquele número estava gravado na minha mente. E nem se eu quisesse pudesse ter esquecido. Suspirei, pegando o telefone das mãos dele. Parei por alguns instantes observando seus dedos longos.

Dedos que a pouco tempo estavam dentro de mim. Me deixando terrivelmente molhada e quente. De novo. Uni minhas pernas.

Concentrei-me em discar os números gravados em minha mente.
Então a mesma voz atendeu de novo. Eu fiquei sem saber o que fazer, escutando a respiração impaciente do outro lado. Então ele tomou o telefone de mim.

- James! Aqui é o Rob...

Então o nome dele era esse? Um calafrio passou pelas minhas costas, me fazendo ficar mais alerta à conversa. O som da voz dele tinha mudado completamente, adquirindo uma tonalidade forte e que me deu muito medo. Era assustador. Nada lembrava o homem de alguns segundos atrás que tentava me seduzir.

- Vou levar uma novata para uma entrevista com o Aro na segunda a tarde.

Ele ficou mudo por um instante. Vi seu maxilar travar. Não que eu o conhecesse muito bem...mas o Rob – agora eu sabia – estava terrivelmente irritado.

- Não interessa. Isso não é da sua conta.

E desligou.

- E então? Convencida?

Permaneci calada. Um medo frio tomava conta do meu corpo, me deixando totalmente paralisada. Quem era aquele homem?

- Quanto do meu tempo você quer?

- Até segunda de manhã. – ele beijou meu pescoço e eu mordi os lábios – Seremos só nós dois...e as nossas brincadeirinhas.


Brincadeirinhas.

Aquilo me lembrou o meu pai, dolorosamente. Ele também gostava de fazer brincadeirinhas com as mulheres. Eu vi isso...ano após ano. Ele gostava de ver a dor nos olhos dela enquanto mergulhava dentro de todos aqueles corpos. Pareciam não ter vida.

Ele batia em mim...mas não sexualmente, graças a deus. Pelo menos nisso ele foi consciente de que eu era filha dele. Ainda lembrava do primeiro dia que tinha chegado mais cedo do colégio e vi tudo. Meu estômago tremulava. A mulher estava com as duas mãos presas, nua e apanhava. O pior é que ela parecia gostar. Como alguém podia gostar daquilo. Meu pai estava nu, com um chicote nas mãos. Meus olhos se encheram de lágrimas ao ver aquela cena. Parecia tudo tão terrível.

E como se fosse possível, tudo ficou terrivelmente pior. Vi quando ele percebeu que eu estava observando tudo com um horror crescente. E nunca, enquanto eu vivesse eu poderia esquecer de seu rosto.

Daquele sorriso sardônico que me acompanhou durante muito tempo ainda.

- O...o que quer dizer com brincadeirinhas?

Gaguejei, ele apertou com mais força meu braço, enquanto continuava a beijar meu pescoço. Eu estava sendo atacada.

- Você vai querer que eu desenhe?

Engoli em seco, visivelmente trêmula. Por mais do que eu tentasse pensar em algo para sair daquela situação eu não encontrava saída nenhuma. Ao contrário, esse homem era a minha única alternativa para encontrar a verdade.

Mas até que ponto a verdade pode valer a pena?

- Eu...- engoli em seco – Eu...você vai querer...pensa...eu nunca fiz isso.

- Fez o que? Foi para cama de um homem em troca de favores?

Dei uma lufada de ar. Era isso que eu ia fazer não é? Me vender. Deus, se houvesse um jeito...apenas um jeito que aquilo tudo fosse diferente...Mas não havia....Desde quando Deus havia sido bom para mim?

Então apenas balancei a cabeça.

- Diga então.

- Eu...- mordi meus lábios, me sentindo quente, totalmente envergonhada – Eu nunca fiz isso com ninguém...Nunca. Eu...

- O QUE? – O tom de sua voz cresceu.

- Oh meu deus...você está fazendo de propósito é? – falei, mortificada – Você quer que eu desenhe também? Eu nunca fiz isso. Eu...sou virgem. Eu..tenho o hímen intacto, conhece?

Ele piscou os olhos algumas vezes e para o meu escárnio soltou uma gargalhada. Olhei em volta e tudo estava a mesma coisa. Muita dança, som...e muita gente se pegando. E ele rindo.

- Isso não tem graça – sussurrei. Estávamos tão perto que com certeza ele ouviria qualquer coisa.

- Não...Não tem. Isso é perfeito...

- Eu...não acho...
- Eu sim...sabe por quê?

- Por quê? – estreitei meus olhos, ao mesmo tempo em que unia minhas sobrancelhas.

- Porque...você vai ser tão apertada. – Ele lambeu o lóbulo da minha orelha – Tão apertada...quase posso sentir seus músculos me apertando enquanto eu entro forte dentro de você... E sabe o que mais?

Continuei calada, de olhos fechados, tentando achar uma explicação lógica para que meu coração estivesse batendo daquele jeito no meu peito. Rob continuou.

- ... E você vai ficar tão viciada no meu pau...e só vai voltar a se sentir em casa quando eu estiver dentro de você.

Jesus amado...aquele homem ia acabar comigo. E não era nada literal.

- Então vamos?

Ele deu um passo atrás, me estendendo a mão. E sempre sorrindo.
Aquele sorriso que nunca deixava seu rosto.

Ele seria o meu pecado pessoal.
A minha salvação...e a minha perdição.

Apertei com força a sua mão e fomos embora da boate.


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