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O treinamento - capítulo 4

Novo capítulo de "O Treinamento". Nesse capítulo temos o primeiros encontro Robsten.
Não deixem de comentar o que acharam. Amanha posto o próximo.







Capítulo IV


De repente meus pés eram como chumbo. E eu sentia um formigamento estranho na beira do meu estômago aflito. Minhas mãos suavam enquanto eu me aproximava dele. Era ridículo. O que esse desconhecido podia fazer comigo? Me matar? Suspirei mais aliviada, pensando. Ele só queria uma companhia.

Era crime ser solitário? Não, não era...
Eu amava a solidão.
Apenas uma companhia agradável. Sem sexo.

Levantei minha cabeça, com meu coração mais calmo. Seria apenas uma conversa e nada demais. Certo. Eu até poderia continuar pensando daquele jeito se ele parasse de me olhar assim. Como eu posso explicar? Ele tinha dois globos brilhantes no lugar dos olhos, numa tonalidade de azul turquesa tão forte que me fez arfar. Ao redor de sua pupila emitia raios de cor quase pretos, fazendo com que nós nos perguntássemos se ele era um ser humano como a gente ou algum tipo de Deus Grego que desceu a Terra.

Pisquei algumas vezes quando cheguei bem perto. Olhei para a blusa preta que ele usava, apertada de encontro ao peito. Não pudi evitar de reparar em seus músculos – não excedentes – mas na quantidade certa que fariam qualquer mulher revirar os olhinhos. O que? Que tipo de coisa imbecil eu estava pensando.

Parei pela mesa e ele se levantou. Sorrindo. Ele tinha uns dentes muito branquinhos e seus lábios estavam avermelhados, como se esperasse por um beijo. Qual gosto que ele teria?     Provavelmente um bem diferente do George. Ele definitivamente era o homem. Travei meu maxilar, tentando me concentrar. Ele estava ali para me ver. Desde quando eu era tão interessante para um homem como ele? Desde quando esse tipo de homem precisava pagar qualquer coisa para que uma mulher quisesse sair com ele?

Ele parecia o meu pecado pessoal.

- Olá. – Sua voz parecia algum tipo de som de sereia, pois me vi – de repente – mais magnetizada ainda. Alguém acredita em atração à primeira vista? Eu estava sofrendo desse mal. De repente, todos os meus sentidos ficaram absurdamente alerta para tudo que ele fazia ou falava. – Porque não se senta?

Eu continuava muda sem saber o que fazer. Pensar. Sentir. Vi quando ele pediu uma bebida e fiquei tensa quando seus dedos quentes tocaram a pele arrepiada de meu braço.

- Você não vai me fazer acreditar que você é muda não é? Porque...
- Não. Não sou – balancei a cabeça em negação.
- Que ótimo.

Desde quando ele tinha chegado tão perto? Me arrepiei quando senti seu hálito fresco e gelado perto do meu ouvido. Eu tinha certeza que ele me viu estremecer, pois seu sorriso se alargou estupidamente.

Imediatamente tirei minhas mãos de cima da mesa e juntei em meu colo, apertando com força, como se dali eu pudesse tirar algum tipo de sangue...ou algum tipo de resposta para meus problemas. Não bastava eu não ter conseguido absolutamente nada hoje com esse tal de Aro...eu ainda teria que agüentar tudo isso?


- Não...Não faço programas. Não sou prostituta. – Falei de vez, como se tirasse algum tipo de peso das costas. Era verdade. Eu não fazia programas. Nem nunca. Mesmo que aquele cara que eu nem sabia o nome fosse insuportavelmente lindo e gostoso e fizesse minhas pernas tremerem.Quase pulei da cadeira quando seus lábios beijaram meu pescoço, deixando um rastro de fogo que se alastrava por todo o meu corpo trêmulo.

- Porque não?

O quê? Que tipo de pergunta idiota era aquela? Como porque não? Porque a pessoa tinha que fazer programas? Só porque eu estava naquele lugar?

- Porque eu só danço. Não vendo meu corpo. – Resmunguei, enquanto ele ainda mantinha os lábios colados na base do meu pescoço.

- É uma pena...Isso deveria ser proibido para mulheres como você...
- Como é que é? – Falei, num tom mais alto. – O que quer dizer de mulheres como eu?
- Mulheres que tenham seu corpo sweetheart.
- Você está me ofendendo.
- Desculpe.

Ele pediu desculpas? Ok, eu vi saindo um “desculpe” de seus lábios mas claramente ele não pedia desculpas. Não verdadeiramente. O som da voz dele parecia que zonava de mim. De uma maneira absurda.

- Você é uma dançarina fabulosa sweetheart. Aposto que acabaríamos com o mundo juntos. Você não acha?

- Não. – Respondi simplesmente. Ele gargalhou gostoso, me fazendo estremecer. De novo...e de novo.

- Acho que seu corpo pensa um pouquinho diferente de você.

- Eu que mando aqui. –Resmunguei – Ele não manda em nada. Só eu.

- Mesmo? – Suas mãos agora estavam vagando pela minha perna por baixo do meu vestido. O desconhecido apertou minhas coxas e eu mordi os lábios para não tremer. Aquele toque me fazia ficar muito molhada.

Assustadoramente.
Como nenhum outro. Em tempo algum.
Ele era mesmo o meu pecado pessoal.

- Você tem certeza? – Ele perguntou de novo, quando seus dedos afastaram o tecido da minha calcinha e bulinou o meu clitóris. Foi impossível não gemer quando seus dedos me tocaram, querendo me penetrar bem devagar.

- Oh, Jesus...Não...- gaguejei. – Não...Não...faz...

Ele penetrou outro dedo me fazendo soltar um gemido mais alto.O homem tinha dois dedos dentro de mim, e sua boca na borda do meu ouvido, mordendo o lóbulo da minha orelha, me fazendo arfar mais rápido.

- A gente podia rezar juntos, Sweetheart. – Ele retirou os dedos de mim, e pos em sua própria boca, lambendo seus lábios. – Então, o que você quer para brincarmos durante o fim de semana?

Balancei a cabeça, totalmente atordoada pelos movimentos dele. Pisquei e me afastei alguns centímetros, tentando buscar algum tipo de lucidez, o que seria impossível com ele tão perto.

Assustadoramente perto.

- O que eu quero o seu dinheiro não pode pagar.

Ele sorriu, indolentemente. Seu rosto ainda exibia uma face brincalhona, o que me exasperava.

- O que você quer. Diga.

Balancei a cabeça, negando.

- Vamos lá. Talvez você se surpreenda.

E ele se aproximou de novo.
Minha lucidez – ou o resto dela – foi embora e me vi sussurrando.

- Eu quero falar com Aro Volturi. Você pode fazer isso espertinho?

Tudo ficou muito silencioso enquanto o sorriso do homem se desmanchava na minha frente. Definitivamente algo estava errado. Malditamente errado. Sem maneiras.

- O que quer com o Aro?

- Isso é pessoal.

- Você sabe onde está se metendo?

-Sei.

Ele me observou mais atentamente dessa vez. Meu corpo foi percorrido por um calafrio de medo. Nada a ver com excitação daquela vez.

- Eu posso fazer isso. – ele falou, por fim.


“Há coisas que são conhecidas
E coisas que são desconhecidas
E entre elas, há portas.”


(William Blacke)

2 comentários:

  1. Olá, Dannie! Estou desesperada querendo ler Goog Night my Angel, mas não consigo! A página não abre, dá erro...
    Vc tem p baixar?? qlqr coisa, meu e-mail é: Vanessa_bbf@hotmail.com
    beeeijos.

    ResponderExcluir
  2. OI, Vanessa, o NYAH está em manutenção mas vc pode ler aqui:
    http://espacodadannie.blogspot.com.br/2012/04/good-night-my-angel.html

    ResponderExcluir

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