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Pequenas Escolhas da Vida - Prólogo


E nem tenho uma sombra de floresta...
Para cobrir-me nem um templo resta
No solo abrasador...


(Castro Alves)



A pressão estava bem alta em minha cabeça.E uma dor alucinante. O quarto estava tão escuro que ficava difícil fazer e pedir qualquer coisa.


– Você realmente está aqui? Eu não entendo Rob... Não posso... Porque não acende a luz? – Falei, numa voz fraca. Era tanta dor. Gemi, ao mexer alguns centímetros a minha perna. A pressão em minha mão foi maior. Sua pele suava e molhava a minha. Mais do que eu pensava. E novamente aquela pontada estranha em minha barriga. O que de fato estava acontecendo?


– Kris, fique calma um pouco e me escute. Escute-me, amor...por favor.



Meu coração palpitou e levei a mão ao peito, tentando fazer com que aquele meu músculo cardíaco voltasse ao normal. Só que antes que eu falasse qualquer coisa, senti algo molhado. Uma lágrima. Ele estava chorando porque? A pior parte não tinha passado. Eu exclui da minha mente as poucas imagens daquele acidente estúpido.





– O que... o que houve? O acidente foi realmente sério? Será que vou ter que ficar muito tempo aqui? Eles vão devolver a passagem da viagem ao Havaí? Nossa lua-de-mel...como pode?







–Kris. É sério, amor. Me escute, um pouco.


Ele segurou minha mão com mais força, respirando fundo.



– Você está me assustando. Sério, Rob. Está me assustando muito.



– Não é minha intenção. Só que... a luz está acesa.





Luz acesa... o que? O que ele está tentando falar com isso?



– Rob...Não entendo.

– Kris, o acidente... te deixou cega.

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