Call Our Toll-Free Number: 123-444-5555

Jogo da Verdade - Epílogo


Provavelmente aquele dia teria de ser comemorado de novo! Quanto tempo fazia mesmo? Dois anos. Eu olhei pela janela ainda contemplando a mesma visão do campo que minha casa trazia. Suspirei pesadamente, me apoiando no balcão da cozinha. Vez ou outra ainda me lembrava dela. Só das partes felizes. Como alguém pode estar profundamente ligado assim a você?

Todo ano eu ia lá ao cemitério deixar flores para a Emily. Todo dia do seu aniversário. Como hoje. Me lembro ter ido uma vez no hospital. Estava tão assustada por minha mãe ter passado mal. Tinha apenas 15 anos quando vejo uma gestante com um barrigão enorme passando e quase meia hora depois, escuto um choro.




Um choro de criança.

Incrivelmente eu sorri. O milagre da vida acontecia novamente. Foi então que eu vi no quarto ao lado choros também. Mas eles não celebravam a vida. Celebravam a morte.

No mesmo lugar vida e morte caminhavam juntos. E não fiquei surpresa quando meu filho resolveu nascer no dia do aniversário de morte da Emily.

– Kris?

Sorri vendo o Rob entrar carregando pela cintura o pequeno Thomas sorridente.

– Oi. – Limpei minhas mãos na toalha. Cheguei perto dele, dando um beijo rápido e peguei Anthony no colo. – Vamos? Estou pronta.
– Sua mãe já chegou.
– Certo.
– Não quer mesmo que eu vá?
–Não – balancei a cabeça. – Não precisa. Tem muita coisa ainda para ser feita para a festa do Tony. Não é bebê? – Falei, olhando para meu filho que completaria dois anos hoje. Ele m olhava com brilhantes olhos azuis e o cabelo loiro caindo pelo seu rosto.
– Olha, eu sei que não é o melhor momento...mas...preciso falar com você.
– Quando voltarmos?
– É importante. Eu preferia...não esperar mais.

Suspirei pesadamente e entreguei o Tony a minha mãe que entrava na cozinha. Ele me pegou pela mão e nos trancamos no quarto.

–E então?
– Quanto tempo estamos juntos?
Sorri.
–Quase três anos?
–É. Não acha que a gente...
– A gente?

Onde ele queria chegar? Quer dizer, depois daquele dia que falei que estava grávida, Rob praticamente tinha se infiltrado na minha vida. Ele e irmãzinha dele. Primeiro, ele via me ver uma vez na semana. Depois, nossos encontros foram mais constantes.

E só tínhamos ido pra cama de novo quando o Tony tinha quase três meses de vida. Vivia dizendo para irmos devagar. E fomos. Demais. Até o dia que nosso filho completou seis meses e ele praticamente nos seqüestrou para a sua casa. Que era a nossa casa agora.

–Eu...não entendo...

Vi ele sorrindo e tirando uma caixinha do bolso. Oh, deus...Ele estendeu a mim e meus olhos refletiram o brilho do anel.

– V...você?
– Casa comigo, Kris?

Fiquei muda. Estática. Ele estava me pedindo em casamento? Depois de todo esse tempo? Logo que nos mudamos eu esperava que ele fosse pedir algo assim mas os anos foram passando e nada acontecia.

–Essa é a hora que você diz sim.
–Sim?

Corri e o abracei pela cintura. Ele, mais do que depressa, escorregou o anel pelo meu dedo anular.

– Nós vamos casar mesmo?
– Se você quiser.
– Claro que quero, seu bobo!

Eu sorri bestialmente, olhando espantada para o anel em meu dedo.

“Kristen!”

Ouvi minha mãe chamando e me desgrudei dele, dando um beijo rápido.

– Tenho que ir.
– To vendo.
Sorri.
–Tenho umas surpresinhas à noite pra vocês.

Falei e sai correndo pela porta. Peguei o Tony no braço, o apertando contra o meu peito até que o ouvi gemer baixinho.

– Desculpa.

Jules olhava pra como se eu fosse uma louca e fechou a porta. Eu não estava louca. Só estava feliz.

0 comentários:

Deixe seu comentário ou impressão sobre o texto acima. Mensagens ofensivas serão deletadas.

Followers

Estatísticas

Trailer Destaque