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Jogo da Verdade - Capítulo 6


Acordei com a claridade tocando no meu rosto. Era angustiante o calor em mim. Abri os olhos e estava sozinha. Senti meu rosto pegar fogo só em lembrar do que eu tinha prometido na noite anterior.
Céus, será que ele falava mesmo a sério?

Senti ficar repentinamente úmida só de pensar em Robert entre as minhas pernas. E se ele fosse o assassino da minha irmã? Será? Mas porque a Emily pediu para procurá-lo?

Abri meu armário e peguei a caixinha. Alisei suas bordas como se pudesse de algum modo me falar algo. Alguma verdade em meio a tudo.




Eu precisava da verdade. Acima de tudo.

E pelo jeito Robert era a chave. Era um começo. Suspirei e fui tomar banho. A água caia fria sob o meu corpo. Era relaxante. Saí do banheiro determinada a procurar o Robert, entregar essa maldita caixinha e ele me contaria o que sabia sobre a Emy e o M.

Quem era M?

Estaria vivo ainda?

Eram tantas perguntas e nenhuma resposta. Acabei de me vestir. As aulas começariam amanhã. Será que hoje eu resolveria isso? Mexi a cabeça, tentando por algum tipo de ordem em meus pensamentos. Resoluta, me encaminhei para a porta determinada a procurar o Robert. Mas, de repente, ela abriu-se e lá estava ele. Na minha frente. Com um sorriso tão safado que ...

–Vai sair?

Não sei porque eu me tremi toda. Mas de repente, me subiu uma raiva. Quem ele pensava que era? Meu dono? Nunca. Infelizmente tão rápido como ela surgiu, ela foi-se embora. Eu precisava ganhar a confiança dele, lembra Kristen? Então, apertei minhas mãos, impedindo-me de fazer qualquer gesto impensado.

– Vou.

Robert se calou e eu realmente pensei que ele não acrescentaria mais nada. Tinha dado um passo à frente quando ouço a sua voz cristalina. Me viro e ele está deitado preguiçosamente na cama. Lembrava um gato e se espreguiçava. Deus! Como tinha tirado a camisa tão rápido? Seus poucos pelos iam diminuindo até chegar no caminho da felicidade.

Era quase oito horas da manhã e eu me sentia excitada só de ver aquele peito descoberto.

Eu estava molhada. Demais. E se o sorriso dele não fosse tão presunçoso eu não sairia hoje desse quarto.

A essa altura, eu já estava o encarando. Corrigindo: eu estava encarando seu musculoso peito sem camisa e minha respiração se alterava a cada movimento de subida e descido do seu tórax.

Era como se tivéssemos conectados. A minha respiração e a dele.

– Quer sair mais tarde?

Eu tinha entendido direito? Meus olhos com certeza transmitiram o espanto com a sua pergunta. Em seguida, o ouvi rindo.

–Não precisa ficar assim. É só uma festa pequena. Quer ir?

[ Kristen entrando em  choque]

.
..

[ Kristen em choque]


..

.
[ Kristen saindo do choque]

– Eu... Vo...

Respira, Kristen! E fala alguma coisa.

Qualquer coisa.

E ai?

Uma palavra?

Hello!! Fale algo! Você não é muda!


–Primeiro – ele começou – fecha a boca. Você está babando. Segundo, não precisa ficar surpresa em sair comigo. E terceiro – dessa vez ele se levantou rápido e me imprensou contra a parede. Uma mão sua estava na minha nuca e a outra apertava minhas coxas. – gosto de ter seu corpo por perto. Topa?

Como se eu fosse capaz de falar qualquer coisa. Então balancei a cabeça, confirmando.

–Ótimo. Esteja pronta às sete da noite. – Ele se afastou rindo. Eu ainda fiquei alguns minutos apoiada na parede tentando arrumar forças para sair e imaginar uma forma de fazer minha voz voltar.

O dia passou voando de uma maneira estrondosa. Depois da conversa com o Robert, sai voando para lanchonete. Afinal de contas era com ela que eu sobreviveria por aqui. Já eram quase seis horas quando sai de lá. Pensei umas dez vezes porque aceitaria o convite dele para uma festa. Com certeza, me arrependeria muito se fosse e se não fosse também.

Eu chegava quase no quarto quando ouço vozes sobressaltadas por perto. Eu deveria ter fingido que não tinha ouvido e sai de perto dali. Mas não fiz isso. Simplesmente me abaixei e fiquei escutando do que falavam. Robert era um deles. A adrenalina corria rápido nas minhas veias e fiquei parada. Agora eles praticamente sussurravam e aquilo só me deixou mais alerta ainda.

–Você não pode fazer isso. – o mais alto falou. Ele dava medo. Sua aparência era quase grotesca, lembrando um filme de terror. Ele era careca, forte, alto. Seus músculos pulavam da blusa. Tudo era exagerado e rezei para nunca encontrar com ele em nenhum beco escuro. Eu tinha a impressão que não sairia viva de um encontro desses.

– Eu acho que você não manda em mim, Bruno. Além do mais, nosso acordo não foi esse. Você está passando dos limites. O Michael ficaria arrasado se soubesse dessa história.

Meus olhos saltaram de órbita e minha garganta secou. Espera. Ele falou Michael? Será que é o mesmo da Emily? Agarrei as mãos uma na outra e elas quase perderam a circulação. Algo de muito errado estava acontecendo e a morte da minha irmã... Será que tinha a ver com isso? E a voz do mais alto saiu de novo. Dessa vez, pude notar um tom de medo em como se dirigia ao Robert.

– Desculpe. Não vai se repetir.
– Ótimo. – Robert deu um sorrisinho e eu gelei. – Agora não me encha o saco até o mês que vem. Estamos entendidos?
–Claro que sim. Eu não irei na próxima viagem. Já entendi.
–Ótimo. Vou indo.

Do lugar onde eu estava vi que o Robert andava até um corredor estreito. Eu já respirava aliviada prestes a sair também quando o outro fala.

– Vai pegar muitas vadias nessa festa?
– Você pega vadias. Eu não.
Então, ele saiu apressado pelo corredor. No minuto seguinte, o outro saiu também e eu fiquei lá, ainda escondida, tentando recuperar o fôlego e a pulsação. Eu tinha descoberto três coisas: primeiro, o Robert definitivamente tinha algo a ver com minha irmã ou o namorado dela; segundo, eu tinha acabado de me envolver com algo muito perigoso. Mas que diabos! Como a Emily foi se envolver com uns tipos daqueles? Era tão impossível e terceiro, bem, apesar da minha consciência me dizer que sim, o Rob não me achava uma vadia. Né?

Ele não pegava vadias. Mas ele estava me pegando. Então...eu não era vadia certo?

Olhei para o relógio e eram quase seis e meia. Me levantei correndo e fui para meu quarto. Mas do que nunca eu teria que estar perto dele. De novo. E essa festa parecia ser uma oportunidade perfeita. Quem sabe a gente não conversava mais e transava um pouco menos? Porque das últimas vezes, Rob me possuía, me dava prazer, sentia prazer e ia embora. Quase sem falar absolutamente nada.

Que eu lembre, ele falou apenas duas coisas: que eu teria que dar todo dia para ele e esta festa de hoje. Por mais que eu tentasse, não conseguia fazer aquela sensação de perigo eminente me abandonar.

***

Cheguei ao quarto e suspirei aliviada quando percebi que Robert não estava por lá. Melhor assim. Eu poderia trocar de roupa tranqüila. Quando ele estava no quarto – todas as vezes – na primeira fizemos sexo e na segunda, quase fizemos. Em menos de 24 horas. Eu sentia que minha vagina precisava de descanso por um tempo. Não seria hoje, é claro. Não enquanto estivesse com ele. Se o único jeito de descobrir toda a verdade fosse indo para cama com o Rob toda noite, eu iria. Não que fosse um sacrifício tão grande assim. Ele era gostoso... demais. Não que eu pudesse comparar com qualquer outro, já que ele foi o único homem que tocou em mim. Isso poderia ser frustrante se ele não me fizesse gozar com tanta facilidade.

Deixei os pensamentos de lado e tomei banho, vestindo uma saia média, uma blusinha de alça. Sem nada por baixo. Era estranho não ter as minhas peças íntimas em mim. Mas era refrescante. Parecia liberdade e facilitaria e muito a minha vida e a dele. Acabei de me arrumar e dei uma olhada rápida no espelho. Nada mal. Sorri. Nem conjecturei muito sobre a minha aparência quando a porta se abriu de supetão e Robert entrou.

OMG.

Ele estava lindo? Mordi os lábios em expectativa e fiquei muda. Pelo jeito a minha voz  – quer dizer, a falta dela – seria uma constante quando encontrasse com ele. Mas eu precisava mais do que nunca emitir algum som. Como eu faria ele falar qualquer coisa se eu mesma nem conseguisse formular a pergunta.

– Oi. – murmurei.

Robert se limitou a balançar a cabeça e avançar em minha direção. Seus lábios pousaram no meu pescoço e ele foi dando mordidinhas por lá que me faziam ter longos e deliciosos arrepios. Sua boca se movimentou sob a minha pele chegando até os lábios. Meus lábios. Instantaneamente abri a boca, permitindo a invasão da língua dela. Parecia uma demarcação de território. Ele era meu macho e estava marcando o território na fêmea. No caso, eu. Sua mão livre tocou meu rosto e aprofundei o beijo. Ele me engolia. Instantaneamente pousei minhas mãos em seu peito, sentindo a textura por baixo da blusa. Robert foi finalizando o beijo, dando mordidas no meu lábio inferior e se afastando. Não pudi evitar sentir como se algo fosse arrancado de mim. Quase vital.

– Agora sim. – ele falou e eu fiquei sem entender. Ele parecia conversar consigo mesmo.
– O que?
– Agora sim você está parecendo mais com a minha fêmea.

Ele me pegou pela mão e quase corremos até o carro. Então, processei, finalmente as duas coisas que ele tinha dito. Céus, ele tinha me chamado mesmo de fêmea? Éramos animais por acaso? E segundo, ele disse minha.

Minha fêmea. Eu era dele. Incontestavelmente.

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