Kristen está sozinha em Montreal gravando On The Road quando Rob decide mandar Tom, seu melhor amigo, para lhe fazer companhia... Até que o próprio Rob decide fazer uma surpresa maior..
Censura: 18 anos
Mesmo me recriminando uma centena de vezes meu pé continuava balançando, para frente e para trás. Continuadamente. Era noite de quinta-feira. Dez horas . Os ensaios finalmente tinham acabado – por hoje. Era tudo infinitamente calmo em Montreal. Eu quase podia me ver morando ali, longe de Los Angeles, dos fotógrafos, da minha família... Mas definitivamente não dele.
Ele de novo.
Era ridícula a maneira que meu corpo se comportava em antecipação à sua presença. Os telefonemas não mais bastavam. E eles ficavam cada vez mais freqüentes, de modo a aplacar um pouco a distância. Mas porra, eu sentia muita saudade dele.
Eu precisava ver. Tocar. Sentir seu sorriso em mim. Rir das suas piadas bestas. Eu sentia falta de eu mesma quando estava com ele. E sem sombra de dúvida, ficar ridiculamente deslumbrada à sua presença.
Quando Rob me ligou a alguns dias dizendo que as gravações de seu filme tinha acabado, eu me senti quente. De muitas e piores maneiras possíveis.
Quase choraminguei quando ele disse que só chegaria em dois dias...ou mais.
Dois dias era tempo demais para quem já estava a tanto tempo longe. Apenas balbuciei algo confirmando, apertando com força meus dedos ao redor do telefone, até quase quebrar e minhas juntas ficarem mais brancas. Minha nova mania para evitar a tensão.
Me vi perdendo algo porque ele disse que me mandaria a surpresa. E que eu teria que ir até ao aeroporto para buscar o pacote.
E não era ele. Eu sabia. Nós sabíamos.
Rob tinha que estar naquela estúpida premiação.
Sorri quando vi ele sem graça, em cima do palco, agradecendo a seu prêmio por Remember Me. Por algo que não envolvesse à Saga. Sim. Eu estava babando em frente a TV. Vendo a porra da premiação direto do meu quarto.
Eu estava tão orgulhosa do meu menino. Meu coração deu uma falhada quando as câmeras focalizaram seus grandes e enormes olhos azuis brilhantes. Eu comecei a rir quando ele trocou as palavras.
Aquele era o meu papel.
Derrubar prêmios.
Gaguejar.
Ficar sem graça.
E se orgulhar dele.
E inesperadamente um sentimento de ciúmes cresceu. Porque todos estavam lá com ele. Naquele momento. Menos eu.
De repente tudo terminou. Olhei no relógio. Já era hora de buscar a surpresa no aeroporto.
Fiquei contente à medida que vi seu corpo se destacando em meio das outras pessoas. Ele sorriu, acenando com a mão, chegando perto de mim, me abraçando.
–Ei, eu soube que tem andado solitária, senhorita. Aceita essa humilde companhia?
Eu ri. Inevitável.O Tom era um ótimo amigo.
– Claro que sim. – respondi, mais fiz. Era bom ter gente conhecida por perto. Não era o meu Rob, mas era o Tom.
O Tom era nosso amigo.
O Tom que já tinha nos salvado de muitas enrascadas.
O Tom que conhecia o Rob desde sempre.
Sim. O Tom era bom. Definitivamente.
**
– Você está vivendo bem aqui, não é? – ele falou, olhando em volta, enquanto ele se cadastrava no hotel.
– Como assim?
– Hun...sem fotógrafos. Não vi nenhum até agora.
Eu ri, passando as mãos nos meus cabelos, agora mais longos e com suaves ondas loiras. Sim, definitivamente ali era bem melhor.
– Vou te contar um segredo...- sussurrei, e ele se abaixou. O Tom não era tão alto quanto o Rob mas eu continuava baixinho. – Acho que eles são proibidos de entrar aqui sabe? Foram banidos.
Ele gargalhou, me abraçando.
– O Rob amaria isso.
Estávamos quase alcançando o quarto quando o Garret nos parou no caminho.
– Ei, Kristen, a fim de uma saída?
Balancei a cabeça, em afirmativo, como de costume. Então lembrei do Tom. Virei a cabeça em direção à ele.
– Quer vir? – perguntei.
– Claro que sim! – ele falou animado – Quando eu recusei um convite para uma saída. A molenga aqui é você.
Rolei os olhos, enquanto ele estendeu a mão ao Garret, apertando com força.
Há, homens....
– Só o Tom.
– Garret. – ele anunciou para em seguida olhar pra mim. – Seu namorado?
Fiquei tensa.
– Um amigo dele. – Tom respondeu por mim. – E dela, completou me abraçando.
–Claro. – Garret sorriu, compreensivo. – Nos encontramos lá embaixo em...- ele olhou o relógio – meia hora?
–Tudo bem. – respondi e ele se foi.
– Cara legal esse Garret. – Tom falou, enquanto entrava no quarto. – Vou só tomar banho...me esper...
A sua frase foi cortada pelo toque do meu telefone. Antes mesmo que eu atendesse, eu sabia que era ele. Pelo toque diferente. Sem perceber, um sorriso largo alcançou meus lábios e olhos. Tom gargalhou, chamando minha atenção. Ele resmungou algo e foi tomar banho. Me sentei numa cadeira próxima da cama.
–Rob – murmurei, sentindo minha pele se arrepiar – Onde você está Flippy?
– Ei, Love...você nunca adivinharia...
– Pode tentar...
Ele riu.
– Vai chegar logo? Eu tenho uma surpresinha pra você também sabe?
– Com certeza, minha menina.
Ele quase gemeu.
Porra. Eu tava fudida.
– O Tom chegou bem...- falei, tentando mudar de assunto.
– Imagino que sim...Gostou da compainha?
– O Tom é um bom amigo.
Então ele começou a contar sobre seu dia e em como enfadonha estava a premiação. Eu me vi rindo, ficando séria e quase indo as lágrimas quando ele contou uma piada. Nunca antes eu tinha me sentido daquele jeito.Era estranho como certas pessoas soubessem tudo sobre nós e mesmo assim, ainda não era o suficiente.
Estávamos no meio da conversa quando meu celular foi arrancado de mim.
– Och...- protestei. Mas já não estava em minhas mãos.
– Vou levar a sua garota para um passeio, mano.
Rob falou algo que fez o Tom rir muito. Cruzei os braços, olhando furiosa para ele.
–TOM!
– Há, cara, você tem que chegar logo...Não lido bem com mulheres enfurecidas...Você lembra daquele dia com a Márci...
–TOM, PORRA!
– Oh oh cara...ela ta gritando...A Kristen ta gritando...
Ele se calou e parecia ouvir algo do Rob...pois caiu na gargalhada, desligando em seguida.
É, o Tom desligou a porra do meu celular segundos depois de roubar a porra de mim.
– Que merda Tom...eu queria...
– ATRASADOS, Kristen! Lembra? Vem logo...- ele puxou minha mão e eu fui resmungando... – Não é todo dia que você tem o prazer da minha presença sabe? Estou cheiroso não tou?
– Sei lá!
– Vamos lá!
Ele parou no meio do hotel, impedindo a minha passagem.
– Tom...
– Diga que estou cheiroso...
Rolei os olhos, tascando um beijo estalado em sua bochecha.
– Você ta lindo e seu cheiroso...Seu charme não funciona comigo sabe né?
– Se sei...- ele riu. – Mas funciona com as outras.
**
A saída foi boa. Eu bebi e rir de algumas piadas que o Tom e o Garret contavam.
Mas ainda me sentia distante.
Quando algo me prendeu a atenção. Eles falavam sobre o papel do Tom no filme.
– O que?
Ele riu.
– Você não sabia. Vou ser seu co-star. – ele murmurou com um sorriso brincalhão. – Pense na quantidade de vezes que o Rob zonou da minha cara.
– Como eu não soube disso?
– Você é muito avoada. Por isso que combina tanto com aquele troncho do meu amigo. Dois avoados...voando.
Ele riu de novo.
Me calei.
Andamos para fora do bar, quando fomos parados. Duas vezes. Fotos. De fãs. Que mal tinha isso? Nenhum. Eu meio que me apoiei no Tom e quase sorri para a câmera.
Quase.
Eu estava sem ânimo para estender meus lábios.
E eu precisava do meu ânimo de volta.
Os fãs se afastaram e o Tom e Garret começaram a falar sobre futebol. Eu merecia né.
Chegamos no hotel em pouco tempo. Garret se despediu com um aceno. Tom pegou o celular e quase correu pela escada.
Há, que maravilha...Educação passou longe.
Hun, ele estava estranho.
Muito estranho. Estranho até para o Tom.
Olhei em volta e o hall estava quase vazio, só alguns funcionários ao redor.Toquei o botão do elevador e tirei meu celular do bolso. Bufei, irritada.
Nenhum toque. Só as mesmas 14 mensagens. Coloquei o celular de novo no bolso.
De novo, aquele hall de hotel àquela hora me lembrava um filme de terror classe B.
Balancei a cabeça, me lembrando que tinha sido exatamente isso que tínhamos feito pela última vez antes de eu embarcar para Montreal. O Rob tinha sido tão insistente. E eu cedi. Oh, merda.
Eu estava cedendo demais.
E vimos. De noite.
Eu congelei de medo.
E ele tinha um jeito próprio de me fazer esquecer do filme.Um arrepio percorreu minha coluna.O elevador chegou e eu sorri aliviada, entrando logo, antes que aqueles pensamentos sombrios tivessem espaços em minha mente.
Pulei para dentro do elevador quando alguém entrou pelas minhas costas. Eu estava preparada para me voltar e dar um simples ‘boa noite’ quando senti um cheiro muito familiar. E permanecei de costas, por pura pirraça. Eu não queria me voltar e dá de cara com um completo desconhecido.
Mas mãos inesperadamente semelhantes demais me agarraram pela cintura e senti a sua respiração em meu pescoço. Minhas pernas fraquejaram e ele me girou. Foi como se borboletas voassem desesperadas pelo meu estômago. Pisquei, meu corpo inesperadamente relaxando à sua presença.
Oh meu deus...Era o Rob.
Ele ria e seu sorriso chegava aos olhos: brilhantes, azuis e escuros.
E eu não imaginava nada que fosse mais perfeito.
– Finalmente. – sussurrei, segundos antes dele me puxar pela cintura e colar seus lábios nos meus. Nada como estar em casa. Novamente.
– Isso está realmente gostoso ok? – falei, lambendo os lábios enquanto engolia outro pedaço da torta de morango. Estávamos deitados na cama. Eu usava apenas uma blusa minúscula. O Rob tinha tirado os sapatos e vestia apenas um short, deixando o peito nu.
Ele rolou os olhos, olhando debochado para mim.
– Eu não acredito que fui trocado...por isso. – ele resmungou, se referindo a minha torta de morango. Há, qual é? Aquilo estava muito gostoso e eu estava com muita fome. Fiquei tensa o dia todo e praticamente me esqueci da comida.
Quando nos encontramos no elevador, enquanto ele me beijava ouvimos a minha barriga roncar. Rob se separou de mim, dando um sorriso que ainda me deixava muito tonta ainda.
– Não estão te alimentando aqui não é? – ele falou, tocando a ponta do meu nariz, me fazendo sentir cócegas. Eu pisquei.
– Não, honey...ninguém me alimenta por aqui sabe?
– Temos que fazer algo a respeito né, Kris?
Ok, admito. Quando ele falou que ia falar algo a respeito eu me imaginei na cama...E bem, comendo outra coisa...Não...
Mas ele veio. Desceu do quarto e trouxe para mim uma imensa torta de morango e outras coisinhas mais. Meus olhos cresceram e já fazia um longo tempo que eu estava lá. Saboreando tudo.
– Tem certeza que não quer um pedaço? – perguntei, receosa. Ele não ia querer né?
Rob riu, saindo das cobertas.
– Come tudo.
– Ok, já que você não quer...eu não dou...- falei, sorrindo ao mesmo tempo que bebia um copo d’água. Acho que era muito doce na minha cabeça.Olhei em volta e Rob estava na varanda, fumando. Sai da cama e caminhei até ele, encostando minha testa em suas costas, o abraçando pela cintura.
– Vai passar a noite toda aí, senhor Pattz...
– Talvez...
Ele riu, se virando, encontrando meu olhar guloso em sua direção.
– Quer tomar banho comigo? Eu estou me sentindo bem quente nesse e momento sabe? E meu estômago está bem calmo...ao contrário de outras partes minhas...
Não esperei ele responder. Rob parecia abobolhado. Então sorri, dando alguns passos atrás, mordendo os lábios. Levantei as mãos, desamarrando meu cabelo que caiu em ondas suaves pelas minhas costas. Era engraçado ser loira de novo...Parece tão distante da última vez...
Três anos. Três porras de anos que eu tinha meu cabelo naquela cor.
Meu sorriso se alargou e tirei a blusa no caminho, ficando totalmente nua. Mexi a sobrancelha como se esperasse algum tipo de reação dele, mas Rob estava parado. Provavelmente em choque. Eu ri, me aproximando dele.
– Então...você vem...ou não vem? – murmurei em seu ouvido.
Ele grunhiu, me pegando no colo. Cruzei minhas pernas em sua cintura e chegamos até o banheiro. Ele me pos no chão, ligando o chuveiro e a água quente caiu sobre nós.
– Você ta me saindo uma provocadorazinha dos infernos...
– Só com você honey...
Ele agarrou o meu rosto, me puxando para um beijo longo e intenso. Meu corpo parecia estar em ebulição naquele momento e aquela maldita água não me esfriava. Em tempo algum. Rob desgrudou sua boca da minha mas salpicou beijos por todo o meu rosto, pescoço e colo.
– Me lembre de agradecer a sua produção pela banheira...
Eu ri, ele me puxou para seu colo e senti sua ereção tocando as minhas coxas. Meu centro palpitou, quente e úmida.
– Porra Rob...um mês...tanto tempo...
Ele agarrou minhas pernas, me posicionando melhor em seu colo, agarrei seus cabelos enquanto ele mexia a mão, direto no meu clitóris. Gritei alto, sendo abafado no segundo seguinte pelos seus lábios exigentes.
– Eu quero você, honey...
Rob me segurou pela cintura e me abaixei de vez em seu membro duro. Gemi, apertando com força seu ombro.
– Porra...porra...porra...há, Kristen...tão apertadinha...pra mim.
Ele apertou minha bunda e rebolei mais forte em cima dele. Aquela posição me deixava tão poderosa...e ao mesmo tempo tão vulnerável a ele. Rob sugou meu seio com força, apertando meu mamilo entre seus dentes.
– Goza amor...goza pra mim...
E foi como se estivesse vendo fogos de artifício.
Era tão mágico estar com ele.
Ele ainda estava dentro de mim quando eu voltei a respirar normalmente.
Rob se levantou e eu chiei pela perda.
Ele me estendeu a mão. Balancei a cabeça, me levantando.
– Eu ainda preciso tomar banho. – falei.
– Você vai...- Rob me beijou e quando estávamos prestes a começar tudo de novo, ouvimos batidas na porta. E GRITOS.
MAS QUE MERDA.
Gemi, dessa vez de frustração.
PORRA.
Eu conhecia aquela maldita voz.
ERA O MAIOR EMPATADA DESSE PLANETA.
ERA O TOM.
Ele gritou, dizendo que já ia.
Entramos no chuveiro de novo. E Rob ajustou para a água fria.
– Ai! – Levei um susto, me afastando.
– Espera um segundo...
Foi rápido. Ele tomou banho, saindo do chuveiro.
Rob me deu um beijo rápido e saiu do Box.
– Deve ser algo importante. Não demora ok?
Apenas assenti e me enfiei debaixo da água gelada.
...
– Olá, Kristen – ele murmurou quando eu sai do banheiro em volta de um roupão felpudo.
– O que está fazendo aqui?
– Você não vai acreditar no que me...eu...
– Pode parar! Não vou mesmo então...
– Posso dormir na poltrona? Naquele sofá?
Eu pisquei três vezes. Olhei pro Rob.
– Você só pode estar de brincadeira, Tom...
– Kris, o Tom...
– HÁ, ROB! Eu não estou acreditando nisso – choraminguei. – Ele não pode dormir aqui...
– Vem branquinha...vamos dormir... – Ele me levou para a cama. Como se a gente pudesse fazer alguma coisa...Estiquei meu pescoço. O Tom se acomodava no sofá enorme...bem na frente da nossa cama! Suspirei mais aliviada quando ele se deitou de costas e fechou os olhos.
Rob apagou as luzes e voltou para a cama.Ele me puxou para o seu peito e fechei os olhos...quando senti pele demais perto de mim.
– Me diz que você não está nu...
Ele continuou calado.
– Como eu vou dormir com você nu do meu lado?
– Você também não está mil maravilhas não dona Kristen...
– Há...a gente ta ferrad...- Minha frase morreu no meio da minha boca quando senti os dedos gelados do Rob afastando minha camisa e se infiltrando por baixo do meu corpo, até meus seios. – ROB! Tira...tira a mão daí...
– Não...- ele falou, como um menino birrento.
– Rob...seu amigo...o Tom...está bem ali...
– E daí?
Oh meu deus...eu ia morrer...
– Não vou fazer nada com você tendo o seu amigo dormindo ali no sofá!
Eu senti ele sorrindo e mordiscando minha orelha.
– Mas...você não tem que fazer nada...só ficar quietinha aí...
– Rob...
–Xi...não queremos acordar o Tom não é mesmo?
– Não...- resmunguei, baixinho.
–Ótimo. Fica bem quietinha...
Fechei os olhos, enquanto ele para debaixo das cobertas e oh meu deus...ele tirou minha calcinha e soprava no meio do meu centro palpitante. Mordi meus lábios com força e acho que morri quando ele passou a língua pela minha entrada molhada, me arrancando um suspiro forte.
Que merda...que merda...que merda...
Ele apertou minha coxa com força e penetrou dois dedos em mim. Ok, agora eu vi estrelas. Com a outra mão, ele apertava meu clitóris. Oh, Jesus...
– Goza bebê...
Eu escutei ele falando segundos antes de me derramar entre as suas mãos. Meu coração pulava dentro do peito enquanto eu tentava fazer minha respiração voltar ao seu ritmo normal. Rob voltou a me encarar sorridente. Sem resistir, eu o puxei para um beijo e pudi sentir meu gosto na boca dele...e na minha.
– Agora dorme quietinha...
Ele me puxou, e praticamente fui para o colo dele.
– Eu to com calor sabe? – Murmurei de encontro a seu peito. – Hun, Rob?
– O que?
– Você vai no set comigo não é?
– Huhum...- ele resmungou, meio grogue de sono. – Por que?
– Nada não...nada não....
– O que você está aprontando? – ele perguntou, meio alerta
– Eu? Eu não apronto.
– Sei...Vamos dormir.
**
“Pausa nas gravações”
Respirei aliviada e corri para meu trailer, pegando uma garrafa de água no caminho. Levei a mão no peito quando vi o Rob deitado no sofá sem camisa e com a calça aberta. Ele estava de olhos fechados, provavelmente dormindo.
Tadinho...devia estar bem cansado...Nada com uma compensação. Tirei meus sapatos e soltei meus cabelos, caminhando devagar até ele. Olhei seu rosto, totalmente relaxado, sem vincos na testa e seus lábios eram rosados e pareciam sempre molhados à espera de serem beijados...por mim.
Sorri e fui para cima do sofá, pondo uma perna de cada lado do seu corpo. Ele abriu os olhos um pouco assustado até que me reconheceu, apertando com força a minha cintura e abrindo um lindo sorriso.
– Já acabou a reunião?
Ele subia a mão pelo meu braço, me fazendo ter arrepios deliciosos.
– Aham...- mordi os lábios, e tocando seu cabelo. – Temos uma pausa...até a próxima gravação.
– Aquela que você vai estar dançando?
– É – Virei os olhos. – Mas isso é depois...Vamos nos focar no agora.
– Agora?
– É, agora...- minha mão abriu o zíper da sua calça e ele prendeu meus braços.
Sorri, o tocando por cima da calça.Fiz um bico e acompanhei com os olhos seus traços fortes.
– Eu quero te provar...- Me abaixei até minha boca tocar o lóbulo da sua orelha. – Eu sinto falta de provar você, honey...- Mordi sua pele e ele gemeu, virando a cabeça para trás...
– Kristen...
–Shi...Fica quietinho...Você não tem que fazer nada...Só...curte...
Ouvi ele soltando uns palavrões e suprimi uma risadinha. Meu corpo tremulava, quente, quando tirei seu cinto, abaixando a sua calça. Depois eu não entendia mais nada do que ele falava. Eu estava concentrada em outra parte do seu corpo. Concentrada demais.
***
– Porra Kristen...eu estou vindo...
Apertei com mais força seu membro na base e meus dentes tocaram a sua pele dura, cheia de nervos. Era impressão minha ou aquilo tinha aumentado? Rob gemeu mais alto. Minha intimidade piscava, fervilhava de necessidade mas aquele momento era dele. Do meu Rob.
– Vem pra mim...amor...
Ele gemeu, caindo a cabeça para trás, gozando na minha boca. Eu engoli, me deitando sobre ele e atacando sua boca semi-aberta. Ele alisou minhas costas, infiltrando a mão por debaixo da minha camisa de Marylou.
– Sabe que você fica melhor a cada dia?
– Já sabe aquele ditado né? Nada como a a prática...
O engraçado foi lembrar dos meus primeiros anos com o Michael. Da primeira vez. Da dor que eu senti quando ele veio para dentro de mim e tudo tinha acabado. Tão rápido. E quase um ano depois ele pedia para mim. Talvez até implorava mas eu não me sentia bem.
Era quase como se eu tivesse algum tipo de nojo.
Engraçado como as pessoas mudam. Engraçado em como eu mudei. O Rob nunca precisava pedir. Era mais como uma necessidade nossa. Minha e dele.
Balancei a cabeça, rolando os olhos, voltando para a realidade de agora. Minha e do Rob. Joguei os pensamentos sobre o meu ex-namorado para muito longe dali. Sorri, encarando cada músculo do meu homem.
– Você ta tão gostoso hoje sabia? Aí te vi assim...dormindo...foi demais. Foi uma tentação sem tamanho.
– Hun...sei...- Rob se levantou, nu da cintura pra baixo. Olhei rapidamente. Ok, babei, enquanto um calor conhecido ia crescendo pelo meu corpo. E uma tensão ia se acumulando e se renovando entre as minhas pernas. E não adiantava eu me lembrar que dali a pouco eu teria que gravar. Que eu vestia as roupas de Marylou. Meu personagem nada conservador e de época.
– Porra Rob...Você já ta animado de novo?
– Vem cá, minha menina – Ele me puxou e me vi mais quente em contato com o calor da sua pele nua. – Você acha mesmo...que eu estaria saciado assim..sem...?
– Sem me deixar aleijada ou bem ardida?
– Há, mas você gosta de ficar ardida não gosta? – ele beijou minha nuca. Fechei os olhos, absorvendo o arrepio que passava por todo o meu corpo. Suas mãos não paravam e se adiantavam por debaixo da minha blusa quente. Rob afastou a última peça e tocou nos meus seios. Eu choraminguei de alívio e necessidade.
Seus lábios se moveram e vieram parar sobre os meus. De repente minhas mãos sabiam o que fazer e me vi puxando seu cabelo para mais perto de mim. Mas o Rob apenas tocou em meus lábios, fazendo crescer um formigamento em minha pele porque ouvimos batidas. E fortes!
Adivinhe quem era?
– Kristen! Vem, vamos gravar!
– Venha logo! – de outra pessoa.
Ok, agora são dois. O Tom...e o John...
Ei, isso rimava!
Rob se afastou, procurando pela calça, meio desnorteado.
Bebi um grande gole de água e olhei para ele...agora totalmente vestido. Já estava prestes a abrir a maldita porta quando ele segurou meu braço.
– Ei, viu meu cinto? – ele perguntou, olhando em volta
– Não – sussurrei. – Deve estar jogado em um canto qualquer.
E as batidas continuavam mais insistentes. Mas que saco!
Abri a porta de vez.
– Ei, vocês vão tirar a mãe de forca é? – resmunguei, irritada.
Tom revirou os olhos, olhando para o Rob, atrás de mim.
– Rob, cara, deixa a garota trabalhar. – Ele me puxou pelo braço – Você está de férias...mas a gente não está não, sabia?
**
– Hun...Você tem certeza que quer ir? – Rob perguntou, deitado na cama se espreguiçando. Eu estava sentada, do seu lado, fumando um cigarro depois de ter dado vários goles de uma bebida locar. Deliciosa. Quente. Alcoólica. Ela descia queimando pela garganta. Mas era como se não pudesse parar. Tinha que lembrar de falar com o John para levar algumas garrafas daquilo para casa. Essa bebida não tinha em Los Angeles.
– A festa é privada. – Me abaixei, tascando um beijo em seu pescoço – E hoje é minha folga. Temos que comemorar – meus olhos brilhavam – e eu adoro sair com você. Ser normal às vezes sabe?
– Você ta bêbada isso sim...- ele riu. – E a gente é normal.
– Nem tanto...só foram...alguns goles? – solucei.
– Sei...Alguns muitos goles né?
– Essa bebida é viciante.
– Talvez seja.
Rob se levantou e eu o olhei, ainda confusa.
– Onde você vai?
– Tomar banho – ele riu – Vamos uma festa não é?
Mas eu fiquei parada. Por algum tempo.
– Você não vem não?
Eu comecei rir loucamente e pulei da cama. Oh, nossa...eu amava os chuveiros...e banheira...e a água...e o Rob lá comigo. Meu corpo já tremulava e tirei a camisa que eu usava, ficando nua.
– Você ainda vai me matar...
**
– Oi, Tom. Você vem também?
Ele revirou os olhos, ajeitando um fio inexistente na camisa.
– Quem mais? Sério, cara, nem me chama mais pra esses programas ein...
– Você ta precisando de mulher...e essa festa tem...
– O QUE Você está falando...posso saber?
Ok, eu tinha exaltado um pouco a minha voz. Será que saiu alta demais? É, talvez eu estivesse um pouco bêbada.
Ele tossiu, estreitando os olhos pra mim.
– Ei, nada...Vamos pegar um táxi?
Em vinte minutos estávamos lá. Eu sai meio tropeçando e Rob me segurou pela cintura.
– Deus, você ta tão bêbada...
Eu sorri levemente me esfregando contra seu corpo e levantando o rosto em direção ao seu.
– Kris...
– ME BEIJA! – pedi.
– Você sabia que a gente está do lado de fora e ...
– FODA-SE, ROB! Me beija, vai – choraminguei. – Por favor...
Ele sorriu, se abaixando. Minhas mãos subiram pelas suas costas, chegando até o pescoço e se infiltrando pelos seus cabelos macios. Ele tinha gosto de cigarro e café. Era delicioso. Rob se afastou devagar, ainda me segurando pela cintura...como se de alguma maneira eu fosse fugir dele.
– Vamos entrar? – Era o Tom, nas minhas costas.
Eu balbuciei alguma resposta qualquer e entrei na festa com os dois...Eu, Rob e...Tom.
E Montreal nunca mais seria a mesma. Não pra mim.
Tom já tinha sumido da nossa vista. Rob tocou meu nariz e o olhei, meio assustada.
– Que foi? – ele perguntou. Eu me virei e o puxei para um beijo. De novo. Ele era viciante. E eu estava drogada. Sua língua percorreu o interior da minha boca com avidez e eu suspirei de encontro a seus lábios. Rob se afastou, apenas para salpicar beijos pelo meu pescoço e todo o meu rosto.
– Eu amo você – eu falei. – Eu amo você honey.
Ele apenas me abraçou.
O paraíso era aqui.
Eu, Rob...
Então um empurrão discreto em minhas costas e quase que a bebida virava.
– Desculpe gente...
Era o Tom, passando com uma garota por nós. Ele sorriu constrangido e sumiu de novo.
Onde eu estava?
Há, claro.
O Paraiso não existe.
Era eu, o Rob...e hun...e o Tom...em Montreal.
Call Our Toll-Free Number: 123-444-5555






Eu adorei a one, parabéns! =)
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