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Good Night My Angel - Prólogo



*** PRÓLOGO***



“Você não devia beber tanto.” Ele juntou as sobrancelhas, franzindo levemente a testa para depois analisar a roupa que eu usava. Eu usava uma calça jeans preta, junto com a blusa branco e um decote discreto. Em meu colo ainda repousava o meu colar. Provavelmente eu nunca mais me livraria dele. Era uma das pontes ao meu passado. O olhar do Rob era insistente como se ele pudesse ver por debaixo das roupas. De repente, eu me senti nua e totalmente constrangida. Que direito ele tinha de me olhar daquele jeito?.



“Eu acho que isso não é da sua conta, Kristen.” Balancei minha cabeça, passando minhas mãos suadas pela minha calça jeans. “Além do mais, eu sou seu chefe. Você é que tem que me obedecer, lembra?”





Sim, eu lembrava. Estupidamente eu lembrava. Era mais uma coincidência que tirava totalmente o meu chão.



“Você tem uma família que está esperando por você... Hoje não é o aniversário da Jenny? Devia estar em casa Rob...Ela é tão pequena e...”



“Eu sei cuidar da minha família, Kristen.” Rob retrucou seco. Ele jogou o copo de bebida de lado e saiu como um furacão pela porta.



Ele tinha uma família própria agora.



Uma que não me incluía nem a Julie. Meus olhos queimaram quando lembrei do meu bebê. A minha pequenina. Minha pequena jóia. Já haviam se passado quase quatro anos desde que pisamos em Londres. Julie era um ano mais velha que sua meia-irmã Jenny, que fazia dois anos hoje.



Eu devia sair logo dali. Minha consciência gritava. Ignorei o burburinho da festa, pegando o telefone e ligando para a Martha, a babá que eu tinha contratado para ficar com a Julie enquanto eu saia.



“Alô? Martha? Sei, é cedo. Estou indo.



“Tudo bem senhorita. A Julie já está dormindo”



“Ela comeu tudo? Tomou banho?



“Sim, senhorita. Tudo em ordem”



“Obrigada Martha. Já estou indo”



Entrei na minha velha caminhonete e segui o caminho para casa. Era um pouco longe, mas em menos de uma hora eu estaria em casa. Com minha filha. E a do Rob. Porque ele a tinha rejeitado e menos de um ano depois, ele tinha uma filha com outra. Na verdade, tinha um casal de gêmeos. Um dia entrei na sua sala e vi o porta – retrato. Duas pessoinhas minúsculas, incrivelmente loirinhos e de imensos e azuis. Eram a Jenny e o Luca. O menino estava no colo do Rob e a menina no colo de uma garota de sorriso brilhante. Lembro de fechar momentaneamente os olhos seguidos da voz do Rob falando “Jenny” e “Luca”.

Foi a única vez que eu ouvi ele mencionando o nome dos filhos. E eu não estava preparada para isso.



Abri a porta do meu apartamento modesto. Não tínhamos muito, mas era nosso. Meu e da Julie. Vi a Martha cochilando no sofá da sala. Balancei seu ombro e ela acordou.



“Ola.” Ela bocejou, enrugando a testa “Chegou rápido.”



“Sim, obrigada Martha...mais uma vez. Você é um anjo.”



“De nada menina. Vou indo”



Ela fechou a porta sem quase fazer barulho nenhum. Me aproximei do quartinho que eu dividia com a minha filha. Tinha duas camas, o guarda-roupa, alguns brinquedos espalhados pelo chão e os adesivos coloridos por toda a parede. Sorri, ligeiramente desanimada. Algumas coisas podiam simplesmente serem mais fáceis.



Fui até a cama, respirando seu cheirinho limpo. Ela remexeu-se, entreabrindo os lábios, agarrando aquela boneca velha. Suas bochechas eram rosadas, com pequeninos dentes branquinhos quando abria um sorriso. Seus olhos pareciam violeta, que dependendo do dia, mudavam entre o verde e o azul – marinho.



Ela era tão linda. E se parecia tanto com ele.



“Seu pai é um estúpido por não querer você, amor.” Sussurrei, baixinho. “ Você é muito especial, princesa. Eu te amo”

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