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It's Not Fair - Capitulo 1

– Onde você está?
 – Chegando.
Eu ri. Tem como fazer mais suspense?

–Chegando onde?
–Estou quase lá. Você me encontra no hotel?

Era sério isso?

–No hotel, Rob? Não me diz isso...
– Você não vai?




O que? Eu ia perder de ficar com o Robert depois de 15 dias?

–Nem nos seus pesadelos. – falei, rindo.
– Ainda bem sabe... e que todo mundo vá à merda!

Gargalhei quando senti-o tenso.

– Você já está lá?

Revirei os olhos e falei como se tivesse falando com uma criança.

– Não, Rob, eu ainda estou em casa. Em casa, entende?
– Eu preciso de você comigo. Hoje, não amanhã.
– Em que hotel você vai ficar hospedado?

Peguei um bloquinho perto da cama e uma caneta.

–Fala.
–Chateau Marmont.

(...)

– Mãe! Tô indo.

Peguei minha mochila, socando umas peças de roupas de qualquer jeito lá dentro, só por precaução. O que eu menos precisava nesses dias era de roupas. Senti meu estômago se contraindo só em pensar me encontrando com ele.

–Vai tirar a barriga da miséria não é?

Passei pela porta num jato, ouvindo ela rindo. Deu um passo atrás e me virei.

–O que?

Ela riu mais ainda.

– Vi na TV que o Robert chega hoje.

Agora quem estava rindo era eu. Como uma louca.

– Vai logo! O que você ainda está fazendo aqui?

Sai como um furacão rindo que nem uma doida. Já viu né? Família de doida...tem como eu não ser?

Mas como eu ia chegar até esse bendito hotel sem que ninguém me veja ( leia-se: sem que nenhum paparazzi tire uma foto minha?). Cheguei a ir na garagem para pegar meu carro, chegando até a abrir a porta mas...parei.

–Não, não...Meu carro não! – Desci, batendo a porta! Era uma maldita frustração...eu precisava ver o rob nesse maldito hotel! Era tempo demais de abstinência. Coloquei a mochila nas costas e abri o enorme portão da casa.

–Vai...vai...abre... – eu puxava mas ele insistia em ficar no mesmo lugar! Depois de dezenas de palavrões, vejo a minha mãe aparecendo.

–Kristen!!!!!!!!!
– Não consigo abrir essa porcaria de portão! – Ela voltou para a casa, sem falar nenhuma palavra. Uma ajudinha aqui pelo jeito não rolava! Bufei e reuni o resto da minhas mísera força... puxei...puxei...puxei...puxei tanto que acabei caindo para trás. Minha bolsa voou longe.

–Aiii... – me levantei, limpando a mão na calça jeans. – Maldita porta!

Olhei melhor e ela tinha aberto uns dois centímetros! Ok, eu não era tão magra assim....

Me levantei com raiva e tentei de novo abrir a merda do portão e como num passe de mágica ele estava abrindo e eu...? No chão de novo!

Ok, nem ligava, pelo menos eu abri. Me virei quando escutei minha mãe rindo.

–Só para constar, senhorita Stewart... você não abriu o portão. Foi esse controlezinho na minha mãe que fez isso – ele falou, apontando para o controle gigantesco na sua mão.

–Thanks, Mom! Já falei que te amo? 

–Hoje ainda não...

Eu ri, me desenbestando para fora da casa, não sei antes escutar a última da Jules: ‘Só não me faça avó, certo?’

Eu saí para rua ainda gargalhando, pensando em como eu iria chegar no bendito hotel...

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